Prédios Históricos

SÉRIES PRÉDIOS HISTÓRICOS DA UFRGS – CAPELA DE SÃO…

CAPELA DE SÃO PEDRO (CAPELINHA)

A Capela de São Pedro, localizada no Setor 1 da Estação Experimental Agronômica da UFRGS (EEA-UFRGS), no município de Eldorado do Sul, foi construída pela família Ferreira Porto, no ano de 1893, tendo 59m² de área e sendo a edificação mais antiga da Universidade e do próprio município onde se encontra. Segundo alguns membros da comunidade, eventos e cerimônias religiosas eram realizados na Capelinha, como ficou carinhosamente conhecida entre os moradores das proximidades. Estes tinham tanto acesso a tais cerimônias quanto a família que fundou a construção.

A Capelinha era mantida arejada e limpa internamente por funcionários da própria Estação. A comunidade encontrava, algumas vezes, uma caixa de coleta para contribuir com essa manutenção. Durante a década de 1980, o prédio sofreu pequenas reformas, como a troca de algumas tábuas do piso interno, que estavam deterioradas e uma nova pintura.

Quanto à sua arquitetura, pode-se dizer que é caracterizada pela simplicidade e se trata do tipo vernacular, em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a Capela é construída, apresentando, assim, um caráter local ou regional.

O interior é igualmente sóbrio, e o ambiente da nave é composto por um altar e um conjunto de 4 genuflexórios de madeira, além de dois brasões nas cores amarelo, vermelho e azul e com a figura de um elmo – que representariam a família portuguesa Ferreira Porto, donos iniciais da Fazenda. Interessante notar, nesse contexto, um terceiro brasão, menor que os outros, localizado em uma das laterais da Capela, talhado em madeira, sem maiores adornos e cores, onde consta as iniciais “F,P,J”. Não se sabe a data exata de confecção dele, mas provavelmente o “F e J” estão associados aos “Ferreira Porto”. Quanto ao “J”, talvez ele esteja associado à família Jardim, ligada ao marido da herdeira, Mario da Silva Jardim. Assim, o objeto poderia simbolizar a união entre os núcleos familiares.

Outro elemento simbólico interessante é, no plano exterior ao templo, a presença de um passeio linear, que conduz até a entrada da edificação, ladeado por um eixo duplo de palmeiras (seis em cada lateral), plantadas em momento anterior à da compra da Fazenda pela Universidade. As árvores, segundo depoimentos dos antigos servidores da EAA, representariam os 12 apóstolos de Jesus Cristo.

O Setor 1 da Estação Experimental Agronômica da UFRGS (EEA-UFRGS) é um órgão auxiliar da Faculdade de Agronomia, localizado no município de Eldorado do Sul. Com área total de 1.560 ha, abriga a parte de campo das pesquisas desenvolvidas pelos professores e alunos da Faculdade de Agronomia e de outras unidades, envolvendo cultivo de plantas, criações animais, entre outros.

O projeto de restauração da Capelinha já tem 100% do valor captado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e as obras iniciarão em breve.

Fotos: César Vieira


História

SÉRIES PRÉDIOS HISTÓRICOS DA UFRGS – ANTIGO PRÉDIO DA…

A Faculdade de Medicina da UFRGS foi fundada no dia 25 de julho de 1898, por um grupo de médicos e farmacêuticos, entre eles, Eduardo Sarmento Leite, Cristiano Fischer e Protásio Antônio Alves. Tendo como origem a fusão do curso de Partos da Santa Casa de Misericórdia e a Escola Livre de Farmácia e Química Industrial de Porto Alegre, tornando-se a terceira escola médica do país.

A primeira aula aconteceu em 15 de março de 1899, em pequenas salas do porão do Liceu (Escola Normal), No ano de 1900, foi adquirido o primeiro prédio próprio situado à Rua da Alegria, atual General Vitorino. Desde o princípio, sabia-se que o número de salas não era adequado. Expandindo-se rapidamente, foram criados institutos e os alunos foram realocados, em diversos locais da cidade.

Somente em 1911, a Faculdade de Medicina recebeu através de uma doação da Intendência Municipal, o terreno no Campo da Redenção, localizada na confluência das atuais ruas Sarmento Leite e Professor Luiz Englert. Em 1912, o arquiteto Theodore Wiedersphan propôs o projeto para construção do Antigo Prédio da Faculdade de Medicina.

As obras do prédio iniciaram em 1913, com execução de Rudolph Ahrons. Em razão da crise ocasionada pela Primeira Guerra Mundial, surgiram dificuldades financeiras e a falta do repasse de verba por parte do Governo Estadual, interrompendo as obras no ano seguinte, em dezembro de 1914. Com o apoio da população de Porto Alegre, professores e alunos e do então diretor da Faculdade, Sarmento Leite, a obra foi retomada em 1919, pela secretária de obras do Estado, através de um empréstimo obtido junto ao Governo Estadual.

Com o retorno das obras, a direção e execução do projeto passou a ser do Engenheiro Pedro Paulo Scheunemann, com o projeto de Augusto Sartori; obra que durou cinco anos, sendo concluída em 1924 e inaugurada no dia 31 de março. Houve modificações no projeto inicial, sendo simplificado, em função de maior economia. Nos anos de 1937, 1952 e 1955 foram feitas ampliações e reformas no Prédio, que definiram a forma hoje existente.

Em 1937, o edifício é ampliado na sua ala direita. São construídos três pavimentos, onde se instalam a administração, a biblioteca, alguns laboratórios e o Centro Acadêmico Sarmento Leite. Em 1945, é construído o Biotério, em prédio à parte, para liberar a sotéia. Com Ocorreram duas ampliações: uma em 1952, na ala direita do prédio, para instalar o Instituto Anatômico e o Anfiteatro e outra em 1955, quando a ala esquerda é aumentada para abrigar o Instituto de Fisiologia e Microbiologia.

Em 1974 ocorre à transferência da Faculdade de Medicina para o Hospital de Clinicas, mas após diversas discussões, estabeleceu-se o consenso de que a Faculdade novamente precisava de uma sede própria. Em 25 de julho de 1998 é inaugurado o terreno próximo ao HCPA, localizado na Rua Ramiro Barcelos, no bairro Santa Cecília, sendo a nova sede da Medicina.

As instalações do antigo Prédio da Faculdade de Medicina então passaram a ser ocupadas pelo Instituto de Biociências e, após pelo Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS), que ainda se mantém no Prédio. Em 15 de setembro de 2000, o Prédio passou a integrar o conjunto do Patrimônio Cultural do Estado.

Ainda hoje, A Casa de Sarmento, antigo Prédio da Faculdade de Medicina, exerce uma forte influência em cada um dos alunos que por lá passam, apesar de Faculdade ter uma nova sede.

Foto: César Vieira

Acervo UFRGS

CÉSAR VIEIRA PREPARA SESSÃO FOTOGRÁFICA DA CAPELINHA DA UFRGS

Hoje o fotógrafo e Professor da Faculdade de Urbanismo e Arquitetura da UFRGS, César Vieira, realizou uma primeira sessão fotográfica da Capela de São Pedro, a Capelinha, o prédio histórico mais antigo da Universidade e do município de Eldorado do Sul, onde está localizada, dentro da Estação Experimental Agronômica da UFRGS. A ideia é compor um banco de imagens para o Setor de Patrimônio Histórico (SPH).

A Capelinha foi construída em 1893 na então propriedade da família portuguesa Ferreira Porto. A edificação representa a memória histórica da tradição colonial  de preservação da religiosidade católica portuguesa dos núcleos familiares rurais.

O pequeno templo está assentado em uma área total de 1.560 ha utilizada para pesquisas de campo desenvolvidas pelos professores e alunos da Faculdade de Agronomia e de outras unidades da UFRGS. O espaço é favorecido por suas belezas nativas e em sua extensão são realizados o cultivo de plantas, criações de animais e conservação de recursos naturais entre outros.

 

Em breve serão compartilhadas belas imagens da Capelinha e do seu entorno captadas pelo professor!

 

Para saber mais sobre o prédio histórico e a Estação Experimental Agronômica da UFRGS, acesse o link: CAPELA DE SÃO PEDRO

 

 

 

 

 

 

 

 

Restauração

DIRETOR DO MinC SUL VISITA OBRAS DE RESTAURO DO…

O Diretor do Escritório da Representação Regional Sul do Ministério da Cultura, Alvaro Franco, visitou ontem, dia 29 de maio, o prédio do Antigo Instituto de Química da UFRGS, que está em estágio final de restauração total com valores oriundos da própria Universidade e também da Lei Rouanet. Acompanhado do superintendente e da vice-superintendente de Infraestrutura da UFRGS (SUINFRA), Edy Isaias Junior e Andrea Loguercio, respectivamente, e também do Arquiteto do Setor de Patrimônio Histórico da SUINFRA, Luiz Francisco Perrone, foram explicadas questões técnicas do projeto e o a sua futura utilização como Centro Cultural da UFRGS, com previsão para ser inaugurado entre final de junho e início de julho deste ano.

“Será um espaço multicultural que irá abrigar atividades permanentes e outros projetos efêmeros”, esclareceu Andrea Loguercio. Alvaro atentou para a importância da Universidade como gestora do centro: “a UFRGS é uma marca de excelência que pode contribuir ainda mais para a cultura da cidade com a abertura e administração deste espaço”; e aproveitou ainda para elogiar o projeto, lembrando que há muito tempo Porto Alegre não tinha a oportunidade de ganhar um espaço cultural desse porte aberto à comunidade.

O Diretor da Regional Sul do MinC também concedeu uma entrevista à Rádio da Universidade para o programa  Momento do Patrimônio, produzido pelo Setor de Patrimônio Histórico da SUINFRA, onde pôde falar um pouco sobre o projeto de Acessibilidade do Prédio da Rádio da Universidade, que está em fase de captação de recursos pela Lei Rouanet. Está previsto para o programa ir ao ar no final do mês de junho.

 

Momento do Patrimônio 2018

Momento do Patrimônio – 2018 #05 CÉSAR VIEIRA

PAUTA: FOTOGRAFIA E ARQUITETURA – Parte I

CONVIDADA: César Bastos De Mattos Vieira, Arquiteto, Designer Gráfico, Fotógrafo e Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS.

Confira um pouco do trabalho fotográfico do convidado: https://goo.gl/JyoPWH

MOMENTO DO PATRIMÔNIO vai ao ar todas as terças-feiras, às 20h30min, pela Rádio da Universidade. Pode ser escutado sintonizando na faixa 1080 AM ou nos sites: www.ufrgs.br/radio/ e www.ufrgs.br/patrimoniohistorico

PRODUÇÃO E APRESENTAÇÃO: Marcelo Coelho de Souza, Produtor Cultural do SPH.

REALIZAÇÃO: SPH/SUINFRA/UFRGS

Acervo UFRGS

Museu de Ciências Naturais é atração em Imbé

Exposição busca fazer com que seus visitantes possam compreender as riquezas da biodiversidade do Litoral

Espaço permite ver alguns animais típicos da região litorânea. Foto: Fabiano do Amaral

Para conhecer um pouco mais sobre as características do ecossistema do Litoral Norte, o visitante não pode deixar de apreciar o Museu de Ciências Naturais (Mucin), em Imbé. Vinculado ao Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), da Ufrgs, o espaço permite ver alguns animais típicos da região litorânea, além dos que estão em risco de extinção, como o boto.

Há exemplares de répteis (como tartarugas marinhas), moluscos, mamíferos e aves da região. Além disso, há informações sobre o seu modo de vida e reprodução. Mas o que chama mesmo a atenção é, ao entrar no salão principal, ver o esqueleto de uma baleia jubarte. Com mais de 12 metros, a estrutura era de um espécime macho que encalhou e morreu na praia de Capão Novo em 2010.

A exposição busca fazer com que seus visitantes possam compreender as riquezas da biodiversidade do Litoral, assim como visualizar as suas fragilidades, especialmente aquelas espécies que mais sofrem com a ação de poluição ou do homem. “O Litoral Norte apresenta paisagem eclética, começando na encosta da Serra, passando por banhados, cordão de lagoas de água doce, barreiras de dunas e, por fim, o mar”, explica o painel de apresentação da exposição.

Fonte: Correio do Povo