{"id":45,"date":"2016-06-02T19:18:42","date_gmt":"2016-06-02T19:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/?page_id=45"},"modified":"2017-11-06T16:47:10","modified_gmt":"2017-11-06T18:47:10","slug":"capela-de-sao-pedro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/capela-de-sao-pedro\/","title":{"rendered":"Capela de S\u00e3o Pedro"},"content":{"rendered":"<p><img data-attachment-id=\"374\" data-permalink=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/capela-de-sao-pedro\/dsc_3799-2-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?fit=6000%2C4000&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"6000,4000\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;6.3&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D7100&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1422456024&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;18&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.01&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"DSC_3799 (2)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?fit=300%2C200&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?fit=1140%2C760&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-374\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?resize=1140%2C760&#038;ssl=1\" alt=\"DSC_3799 (2)\" width=\"1140\" height=\"760\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?resize=2000%2C1333&amp;ssl=1 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?resize=848%2C566&amp;ssl=1 848w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?w=2280&amp;ssl=1 2280w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/DSC_3799-2-1.jpg?w=3420&amp;ssl=1 3420w\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<h2>Dados Gerais<\/h2>\n<p>Denomina\u00e7\u00e3o: Capela de S\u00e3o Pedro<\/p>\n<p>C\u00f3digo do pr\u00e9dio: 52.106<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: Esta\u00e7\u00e3o Experimental Agron\u00f4mica da UFRGS<\/p>\n<p>Rodovia BR-290, Km 146 &#8211; CEP 92990-000<\/p>\n<p>Munic\u00edpio: Eldorado do Sul, RS<\/p>\n<p>Autor do projeto: Desconhecido<\/p>\n<p>Ano da constru\u00e7\u00e3o: 1893<\/p>\n<p>\u00c1rea constru\u00edda: 59,00 m2<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>SITUA\u00c7\u00c3O E AMBI\u00caNCIA<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Capela de S\u00e3o Pedro est\u00e1 localizada no Setor 1 da Esta\u00e7\u00e3o Experimental\u00a0Agron\u00f4mica da UFRGS (EEA-UFRGS), um \u00f3rg\u00e3o auxiliar da Faculdade de Agronomia\u00a0localizado no munic\u00edpio de Eldorado do Sul. A EEA-UFRGS possui uma \u00e1rea total de\u00a01.560 ha e abriga a parte de campo das pesquisas desenvolvidas pelos professores e\u00a0alunos da Faculdade de Agronomia e de outras unidades, envolvendo cultivo de\u00a0plantas, cria\u00e7\u00f5es animais e conserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais entre outros. Al\u00e9m da\u00a0Capela, o Setor 1 inclui o refeit\u00f3rio, o alojamento, o escrit\u00f3rio, al\u00e9m de diversas\u00a0estruturas de apoio, como garagem, silo, almoxarifado e oficina mec\u00e2nica entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>HIST\u00d3RICO<\/h2>\n<p>A Capela de S\u00e3o Pedro, tamb\u00e9m conhecida afetuosamente como \u201cCapelinha\u201d\u00a0entre a comunidade, revela-se de maneira imponente no ambiente da Esta\u00e7\u00e3o\u00a0Agron\u00f4mica, marcado por \u00e1reas verdes de pastagens e planta\u00e7\u00f5es. Constru\u00eddo em\u00a01893, o templo completou em 2013, portanto, 120 anos. Segundo depoimentos, ele\u00a0funcionava como palco de eventos e cerim\u00f4nias religiosas n\u00e3o apenas destinadas \u00e0 fam\u00edlia Porto Jardim, mas a moradores pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>De acordo com Cezar Lu\u00eds Seibt, a presen\u00e7a de tais edifica\u00e7\u00f5es em comunidades rurais \u00e9\u00a0algo constante por todo o territ\u00f3rio nacional, servindo como estrutura de fomento de\u00a0a\u00e7\u00f5es religiosas cat\u00f3licas em locais por vezes afastados dos grandes centros urbanos\u00a0e sem um contato com par\u00f3quias e um maior n\u00famero de agentes da Igreja. Assim,\u00a0ressalta-se a import\u00e2ncia das capelas para a comunidade. S\u00e3o espa\u00e7os que se\u00a0encontram difundidos entre diversos grupos, processando um conjunto de pr\u00e1ticas e\u00a0representa\u00e7\u00f5es vinculado ao sagrado. Assim, \u00e9 dever dos pesquisadores\u00a0compreender seus amplos significados perante o corpo social.<\/p>\n<p>Na coloniza\u00e7\u00e3o latino-americana em geral, a constru\u00e7\u00e3o de igrejas e capelas\u00a0tornou-se a marca de conquista em dimens\u00f5es nunca antes alcan\u00e7adas na hist\u00f3ria do\u00a0cristianismo. Desde a \u00e9poca colonial, foram surgindo para atender \u00e0s pr\u00e1ticas\u00a0religiosas, como assistir a missa aos domingos e dias santos, promover o\u00a0sepultamento no interior da igreja para o repouso da alma e realizar o culto da imagem\u00a0de invoca\u00e7\u00e3o religiosa dos fi\u00e9is. Essas edifica\u00e7\u00f5es representavam uma concretiza\u00e7\u00e3o\u00a0dos primeiros povoadores e das comunidades, al\u00e9m de se constitu\u00edrem em s\u00edmbolo do\u00a0poder espiritual aliado ao poder temporal. Inclusive passaram tamb\u00e9m a determinar a\u00a0organiza\u00e7\u00e3o urbana: n\u00e3o raro, eram conclu\u00eddos esses templos e posteriormente os\u00a0edif\u00edcios p\u00fablicos.<\/p>\n<p>As capelas e igrejas coloniais distribu\u00eddas ao longo da regi\u00e3o sulina, marcada\u00a0por grandes campos abertos, integram a paisagem, avivam a mem\u00f3ria hist\u00f3rica e\u00a0constituem parte significativa de seu patrim\u00f4nio cultural.\u00a0Dessa forma, apesar da participa\u00e7\u00e3o da comunidade eclesial em Porto Alegre e\u00a0em outras grandes cidades do estado na difus\u00e3o do catolicismo no Rio Grande do Sul,\u00a0\u00e9 fundamental ressaltar que a comunidade das pessoas seculares (leigos)\u00a0contribu\u00edram enormemente para tais fins, principalmente em localidades rurais onde\u00a0estruturaram espa\u00e7os religiosos &#8211; como foi o caso da fam\u00edlia Ferreira Porto,\u00a0respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da Capela de S\u00e3o Pedro no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O PR\u00c9DIO<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A edifica\u00e7\u00e3o, t\u00e9rrea, \u00e9 simples em rela\u00e7\u00e3o aos elementos decorativos, com\u00a0exterior pintado com tinta a base de cal branca. Com \u00e1rea constru\u00edda de 59 m2, o\u00a0sistema construtivo utilizado \u00e9 em alvenaria portante de tijolos maci\u00e7os sobre funda\u00e7\u00e3o\u00a0corrida de pedra com cobertura em telha cer\u00e2mica. Com rela\u00e7\u00e3o ao entorno, h\u00e1 um\u00a0passeio linear que conduz \u00e0 porta principal, formado por uma cal\u00e7ada de placas de\u00a0cimento e eixo duplo de palmeiras. No per\u00edmetro do pr\u00e9dio, h\u00e1 ainda um passeio\u00a0elevado, cimentado.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio \u00e9 formado por um volume principal, mais alto, que cont\u00e9m a nave\u00a0da Capela, e um volume lateral, mais baixo, onde fica a Sacristia. A nave se configura\u00a0como um ambiente \u00fanico, de amplo p\u00e9-direito e com mobili\u00e1rio espec\u00edfico de sua\u00a0fun\u00e7\u00e3o, com genuflex\u00f3rios, altar, recipiente para \u00e1gua benta, etc. A Sacristia, tamb\u00e9m\u00a0ambiente \u00fanico, n\u00e3o possui mobili\u00e1rio algum. Ambos possuem acesso externo\u00a0independente, e se conectam internamente por uma porta. Em rela\u00e7\u00e3o aos\u00a0acabamentos, o piso da nave \u00e9 em ladrilho hidr\u00e1ulico decorado e o da sacristia em\u00a0r\u00e9guas de madeira, os forros s\u00e3o em madeira e as esquadrias s\u00e3o na maioria em\u00a0madeira e vidro transparente, com exce\u00e7\u00e3o dos vitrais, que possuem estrutura em\u00a0ferro e vidros coloridos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel associar o edif\u00edcio a uma arquitetura vernacular, em\u00a0que se empregam materiais e recursos do pr\u00f3prio ambiente em que ele \u00e9 constru\u00eddo,\u00a0apresentando assim um car\u00e1ter local ou regional. A edifica\u00e7\u00e3o apresenta simplicidade arquitet\u00f4nica, sem rebuscamentos\u00a0decorativos. A fachada principal, no volume da nave, \u00e9 constitu\u00edda apenas por uma\u00a0porta de madeira, arrematada por um conjunto de vitrais que filtram a luz atrav\u00e9s de\u00a0um mosaico colorido, e por um par de \u00f3culos redondos, tamb\u00e9m compostos de vitrais,\u00a0localizados acima da \u00e1rea de ingresso. O acabamento superior \u00e9 realizado atrav\u00e9s de\u00a0um front\u00e3o triangular e sem adornos com uma cruz em trevo no topo, cujos c\u00edrculos\u00a0interseccionados representam a Sant\u00edssima Trindade Cat\u00f3lica, al\u00e9m de pin\u00e1culos nas\u00a0extremidades da fachada.<\/p>\n<p>O interior \u00e9 igualmente s\u00f3brio, e o ambiente da nave \u00e9 composto por um altar e\u00a0um conjunto de 4 genuflex\u00f3rios de madeira, al\u00e9m de dois bras\u00f5es nas cores amarelo,\u00a0vermelho e azul e com a figura de um elmo &#8211; que representariam a fam\u00edlia portuguesa\u00a0Ferreira Porto, donos iniciais da Fazenda. Interessante notar, nesse contexto, um\u00a0terceiro bras\u00e3o, menor que os outros, localizado em uma das laterais da Capela,\u00a0talhado em madeira, sem maiores adornos e cores, onde consta as iniciais \u201cF,P,J\u201d.\u00a0N\u00e3o se sabe a data exata de confec\u00e7\u00e3o dele, mas provavelmente o \u201cF e J\u201d est\u00e3o\u00a0associados aos \u201cFerreira Porto\u201d. Quanto ao \u201cJ\u201d, talvez ele esteja associado \u00e0 fam\u00edlia\u00a0Jardim, ligada ao marido da herdeira, Mario da Silva Jardim. Assim, o objeto poderia\u00a0simbolizar a uni\u00e3o entre os n\u00facleos familiares.<\/p>\n<p>Ainda sobre os materiais encontrados, no altar consta uma escultura de S\u00e3o Pedro, guardi\u00e3o do C\u00e9u e padroeiro da Capela, al\u00e9m da Virgem Maria, entre outras figuras femininas ainda n\u00e3o identificadas.<\/p>\n<p>Outro elemento simb\u00f3lico interessante \u00e9, no plano exterior ao templo, a\u00a0presen\u00e7a de um passeio linear ladeado por um eixo duplo de palmeiras (seis em cada\u00a0lateral) que conduz at\u00e9 a entrada da edifica\u00e7\u00e3o, plantadas em momento anterior \u00e0 da\u00a0compra da Fazenda pela Universidade. As \u00e1rvores, segundo depoimentos dos antigos\u00a0servidores da EAA, representariam os 12 ap\u00f3stolos de Jesus Cristo. Em rela\u00e7\u00e3o a sua preserva\u00e7\u00e3o, a Capelinha era mantida arejada e limpa\u00a0internamente por funcion\u00e1rios da pr\u00f3pria Esta\u00e7\u00e3o. Por vezes, permanecia ali uma\u00a0caixa de coleta, cujos valores seriam destinados a essas tarefas. Durante a d\u00e9cada de\u00a01980, ela sofreu pequenas interven\u00e7\u00f5es, como a troca de algumas t\u00e1buas do piso\u00a0interno, que estavam deterioradas, al\u00e9m de uma nova pintura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados Gerais Denomina\u00e7\u00e3o: Capela de S\u00e3o Pedro C\u00f3digo do pr\u00e9dio: 52.106 Endere\u00e7o: Esta\u00e7\u00e3o Experimental Agron\u00f4mica da UFRGS Rodovia BR-290, Km 146 &#8211; CEP 92990-000 Munic\u00edpio: Eldorado do Sul, RS Autor do projeto: Desconhecido Ano da constru\u00e7\u00e3o: 1893 \u00c1rea constru\u00edda: 59,00 m2 &nbsp; SITUA\u00c7\u00c3O E AMBI\u00caNCIA &nbsp; A Capela de S\u00e3o Pedro est\u00e1 localizada no Setor<\/p>\n<div><a class=\"btn-filled btn\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/capela-de-sao-pedro\/\" title=\"Capela de S\u00e3o Pedro\">Leia Mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"advanced_seo_description":"","spay_email":""},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/P8DDHd-J","jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/45"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/45\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3667,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/45\/revisions\/3667"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}