{"id":47,"date":"2016-06-02T19:28:37","date_gmt":"2016-06-02T19:28:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/?page_id=47"},"modified":"2017-11-06T16:52:52","modified_gmt":"2017-11-06T18:52:52","slug":"escola-de-engenharia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/escola-de-engenharia\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9dio Centen\u00e1rio da Escola de Engenharia"},"content":{"rendered":"<p><img data-attachment-id=\"384\" data-permalink=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/escola-de-engenharia\/predios-historicos-ufrgs\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?fit=2500%2C1656&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2500,1656\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Ramon Moser&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D7000&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1387552215&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;Ramon Moser&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;14&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.002&quot;,&quot;title&quot;:&quot;Pr\\u00e9dios Hist\\u00f3ricos \\u2013 UFRGS&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Pr\u00e9dios Hist\u00f3ricos \u2013 UFRGS\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?fit=300%2C199&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?fit=1140%2C755&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-384\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?resize=1140%2C755&#038;ssl=1\" alt=\"Pr\u00e9dios Hist\u00f3ricos \u2013 UFRGS\" width=\"1140\" height=\"755\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?resize=2000%2C1325&amp;ssl=1 2000w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/17292863785_b720d749e4_o.jpg?w=2280&amp;ssl=1 2280w\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<h1 style=\"text-align: left;\">DADOS GERAIS<\/h1>\n<p style=\"text-align: left;\">Denomina\u00e7\u00e3o: Pr\u00e9dio Centen\u00e1rio da Escola de Engenharia<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Endere\u00e7o: Pra\u00e7a Argentina, s\/n &#8211; Campus Centro &#8211; 1\u00ba quarteir\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Munic\u00edpio: Porto Alegre- RS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Autor Projeto: Eng Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pereira Parob\u00e9<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c1rea Constru\u00edda: 2751 m2<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Execu\u00e7\u00e3o: Francisco Andrighetto<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Per\u00edodo de execu\u00e7\u00e3o: 1898\/1900<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Amplia\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio: 1950<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">C\u00f3digo do Pr\u00e9dio: 11101<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Reinaugura\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o processo de restaura\u00e7\u00e3o: 02\/12\/2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>SITUA\u00c7\u00c3O E AMBI\u00caNCIA<\/h1>\n<p>O pr\u00e9dio da Escola de Engenharia situa-se em frente \u00e0 Pra\u00e7a Argentina, antiga Pra\u00e7a da Independ\u00eancia, que tem como limite em um de seus lados os fundos\u00a0 da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, primeiro hospital da ent\u00e3o vila da Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre.\u00a0 No local da pra\u00e7a, originalmente, existia uma \u00edngreme ladeira, corrigida em 1857, com aterro e constru\u00e7\u00e3o de um muro de conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O terreno onde foi implantado o pr\u00e9dio caracterizava-se, no in\u00edcio do s\u00e9culo\u00a0 XX, como o come\u00e7o da zona plana e alagadi\u00e7a, chamada Campo da Reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 20, a pra\u00e7a passou por importantes modifica\u00e7\u00f5es: arboriza\u00e7\u00e3o, ajardinamento e constru\u00e7\u00e3o de muralhas, escadarias e equipamentos sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>A partir de 1940, aconteceram sucessivas interven\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o f\u00edsico que circunda a Escola de Engenharia, principalmente a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea da\u00a0 pra\u00e7a,\u00a0 redefini\u00e7\u00f5es na rede urbana, alargamentos das avenidas e retirada dos bondes.<\/p>\n<p>O entorno alterou-se significativamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas com as reformula\u00e7\u00f5es das avenidas Jo\u00e3o Pessoa e Osvaldo Aranha que ali se iniciam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>HIST\u00d3RICO<\/h1>\n<p>Engenheiros militares que eram professores do Col\u00e9gio Militar fundaram em 1896 a Escola de Engenharia de Porto Alegre. Concebida como uma institui\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios n\u00edveis de ensino, foi o embri\u00e3o da qualificada forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica no Rio Grande do Sul, conceito que mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Instalada inicialmente no Atheneu Rio-Grandense, a Escola de Engenharia ocupou seis im\u00f3veis diferentes at\u00e9 possuir seu pr\u00e9dio pr\u00f3prio. Gra\u00e7as aos esfor\u00e7o de seus fundadores, do poder p\u00fablico e da comunidade, foi poss\u00edvel construir a edifica\u00e7\u00e3o. O terreno foi cedido pelo munic\u00edpio e o in\u00edcio das obras foi poss\u00edvel com a doa\u00e7\u00e3o feita pela popula\u00e7\u00e3o de uma taxa recolhida pela Intend\u00eancia de Porto Alegre e n\u00e3o utilizada. Conclu\u00eddo o edif\u00edcio, &#8221; modesto, por\u00e9m vasto&#8221;, foi\u00a0 inaugurado com a Exposi\u00e7\u00e3o\u00a0 Agro-Industrial comemorativa \u00e0 passagem do s\u00e9culo XIX para o XX.<\/p>\n<p>A Escola de Engenharia, em 1920, j\u00e1 estava\u00a0 consolidada como uma complexa organiza\u00e7\u00e3o educacional constitu\u00edda por onze Institutos. Com ensino fundamental, m\u00e9dio, t\u00e9cnico e superior, interiorizou os avan\u00e7os da tecnologia, realizando tamb\u00e9m a sele\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de talentos.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o dessa\u00a0 estrutura, o governo federal autorizou a Escola, atrav\u00e9s do Decreto 20.1272 de 03 agosto de 1931, a adotar a denomina\u00e7\u00e3o de Universidade T\u00e9cnica. Esta designa\u00e7\u00e3o j\u00e1 constava no Estatuto da Institui\u00e7\u00e3o desde 1922. Os cursos fundamentais e t\u00e9cnicos desvincularam-se gradativamente da estrutura da Escola, ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Universidade de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Desde o long\u00ednquo 1899, quando foram diplomados os primeiros engenheiros agrimensores e engenheiros de estradas, vem sendo constru\u00edda uma trajet\u00f3ria brilhante de ensino, pesquisa, produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e extens\u00e3o. Na d\u00e9cada de 60, um grupo de professores do Departamento de Engenharia Civil iniciou um movimento para instituir na Universidade um programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A qualidade acad\u00eamica e cient\u00edfica da Escola de Engenharia tem se firmado ao longo do tempo, capacitando profissionais para disponibilizar os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos a toda a sociedade, sendo confirmada, recentemente, em todas as avalia\u00e7\u00f5es realizadas pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>O PR\u00c9DIO<\/h1>\n<p>O projeto do edif\u00edcio foi elaborado em linguagem historicista, ent\u00e3o vigente, com \u00eanfase \u00e0 Renascen\u00e7a. Com linhas s\u00f3brias e bem definidas, a forma original, com dois volumes, denotava equil\u00edbrio e nobreza, constituindo-se num verdadeiro palazzo.<\/p>\n<p>A volumetria hoje existente &#8211; um maci\u00e7o \u00fanico, com tr\u00eas andares somados a um por\u00e3o &#8211; \u00e9 resultado de duas interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando do rebaixamento da greide da \u00e1rea circundante, houve um maior aproveitamento do sub-solo, o que fez surgirem v\u00e3os na fachada frontal e aumentou a escada em cinco degraus. Tamb\u00e9m foram criados v\u00e1rios acessos externos ao por\u00e3o.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o mais marcante ocorreu em 1950 com a constru\u00e7\u00e3o do terceiro pavimento. Esta amplia\u00e7\u00e3o modificou as propor\u00e7\u00f5es do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>Outras altera\u00e7\u00f5es ocorridas em per\u00edodos diferentes foram: demoli\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de entradas, instala\u00e7\u00e3o de elevadores e introdu\u00e7\u00e3o de novos sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em planta retangular os ambientes s\u00e3o voltados para o exterior com circula\u00e7\u00e3o horizontal atrav\u00e9s de corredor iluminado por \u00e1rea interna. As fachadas planas apresentam reduzida decora\u00e7\u00e3o. As janelas enquadradas por molduras s\u00e3o coroadas com arcos plenos no segundo piso e vergas retas no inferior. No terceiro pavimento aparecem os dois tipos.<\/p>\n<p>Destaca-se, na fachada do acesso principal, o front\u00e3o. Nele se l\u00ea o ano de inaugura\u00e7\u00e3o em n\u00fameros romanos cl\u00e1ssicos, aparecendo ainda um rel\u00f3gio de 1894 e uma escultura humana figurativa em acrot\u00e9rio.<\/p>\n<p>O pr\u00e9dio assenta-se em funda\u00e7\u00f5es diretas constru\u00eddas em alvenaria de pedra de granito natural, com argamassa de cal, cimento e areia, que sustentam as paredes externas, internas e pilar da escada. As paredes, em alvenaria estrutural, s\u00e3o de tijolos maci\u00e7os. Os entrepisos, formados por assoalhos e forros de madeira, s\u00e3o fixados sobre barroteamento, e a cobertura, com madeiramento das tesouras em pinho, recebe telhas tipo francesas.<\/p>\n<p>Os espa\u00e7os foram previstos para: portaria, gabinetes, secretaria, biblioteca, laborat\u00f3rios e salas de aula. As novas fun\u00e7\u00f5es determinaram outras ocupa\u00e7\u00f5es ao longo do tempo. Atualmente o pr\u00e9dio abriga setores administrativos da Escola de Engenharia e o Centro Acad\u00eamico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DADOS GERAIS Denomina\u00e7\u00e3o: Pr\u00e9dio Centen\u00e1rio da Escola de Engenharia Endere\u00e7o: Pra\u00e7a Argentina, s\/n &#8211; Campus Centro &#8211; 1\u00ba quarteir\u00e3o Munic\u00edpio: Porto Alegre- RS Autor Projeto: Eng Jo\u00e3o Jos\u00e9 Pereira Parob\u00e9 \u00c1rea Constru\u00edda: 2751 m2 Execu\u00e7\u00e3o: Francisco Andrighetto Per\u00edodo de execu\u00e7\u00e3o: 1898\/1900 Amplia\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio: 1950 C\u00f3digo do Pr\u00e9dio: 11101 Reinaugura\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o processo de restaura\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<div><a class=\"btn-filled btn\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/escola-de-engenharia\/\" title=\"Pr\u00e9dio Centen\u00e1rio da Escola de Engenharia\">Leia Mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"advanced_seo_description":"","spay_email":""},"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/P8DDHd-L","jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/47"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/47\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1856,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/47\/revisions\/1856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}