{"id":4530,"date":"2023-06-14T17:46:15","date_gmt":"2023-06-14T19:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/?p=4530"},"modified":"2023-06-16T16:14:15","modified_gmt":"2023-06-16T18:14:15","slug":"erva-mate-torna-se-o-primeiro-patrimonio-cultural-imaterial-do-rs-%ef%bf%bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/2023\/06\/14\/erva-mate-torna-se-o-primeiro-patrimonio-cultural-imaterial-do-rs-%ef%bf%bc\/","title":{"rendered":"Erva-mate torna-se o primeiro patrim\u00f4nio cultural imaterial do RS"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Registro foi assinado nesta ter\u00e7a-feira (13), durante solenidade no Pal\u00e1cio Piratini com a presen\u00e7a de autoridades<\/em><!--more--><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foi assinado na tarde desta ter\u00e7a-feira (13), no Pal\u00e1cio Piratini, o termo que oficializa o Sistema Cultural e Socioambiental da Erva-Mate Tradicional como patrim\u00f4nio cultural imaterial do Rio Grande do Sul (RS). Este \u00e9 o primeiro registro desta natureza no Estado e reconhece o valor hist\u00f3rico-cultural da planta, assim como seu sistema convencional de cultivo e sua comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A solenidade, que aconteceu no Galp\u00e3o Crioulo, contou com a presen\u00e7a do governador do RS, Eduardo Leite, da secret\u00e1ria da Cultura, Beatriz Araujo, do diretor do Departamento de Mem\u00f3ria e Patrim\u00f4nio da Sedac, Eduardo Hahn, e do diretor do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico do Estado (Iphae), Renato Savoldi, que explicou sobre a import\u00e2ncia desse reconhecimento: \u201cO registro da erva-mate como patrim\u00f4nio cultural imaterial \u00e9 o compromisso, por parte do poder p\u00fablico, de garantir a continuidade de um conjunto de pr\u00e1ticas culturais, por meio de um longo trabalho de pesquisa, documenta\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo com as comunidades. E tamb\u00e9m um compromisso com medidas de salvaguarda desse bem, a curto, m\u00e9dio e longo prazo.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O registro tamb\u00e9m enfatiza, destacou Savoldi, \u201ca diversidade dos grupos com os quais trabalhamos at\u00e9 o momento: ind\u00edgenas Mbya Guarani de diferentes regi\u00f5es do Estado, uma comunidade quilombola e agricultores da agricultura familiar, que s\u00e3o respons\u00e1veis diretos pela manuten\u00e7\u00e3o das refer\u00eancias culturais.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em seu discurso, a secret\u00e1ria da Cultura, Beatriz Araujo, enalteceu o momento hist\u00f3rico que a cultura ga\u00facha vive e relembrou o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do Rio Grande do Sul que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). \u201cDesde 2019, em conjunto com as mais de 20 institui\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 Sedac, temos trabalhado para que a imensa riqueza e a diversidade do patrim\u00f4nio cultural coletivo sejam protegidas, reconhecidas e apropriadas por todos os cidad\u00e3os. \u00c9 um compromisso que assumimos com a gest\u00e3o dos bens culturais, materiais e imateriais, que pertencem aos ga\u00fachos e ga\u00fachas\u201d, destacou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Bia, \u201cvalorizar o patrim\u00f4nio imaterial \u00e9 tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento e sustentabilidade das cidades contempor\u00e2neas, que buscam uma marca pr\u00f3pria que as identifique e diferencie, que atraia visitantes e possa dinamizar o turismo e as economias locais\u201d.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O governador do RS, Eduardo Leite, falou sobre como a erva-mate, mat\u00e9ria-prima do chimarr\u00e3o, aproxima os ga\u00fachos e em como \u00e9 importante referendarmos essa cultura como patrim\u00f4nio do Rio Grande do Sul. \u201cA erva \u00e9 um companheiro do ga\u00facho. Mais do que uma bebida, \u00e9 um ritual que une as fam\u00edlias, que une os amigos. E torn\u00e1-la um patrim\u00f4nio cultural imaterial do Estado \u00e9 reconhecer o que j\u00e1 faz parte do nosso povo, da nossa identidade, protegendo e preservando essa identidade\u201d, disse o governador.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Leite tamb\u00e9m lembrou que a erva-mate \u00e9 a \u00e1rvore-s\u00edmbolo do RS e em como ela movimenta a economia ga\u00facha. \u201c\u00c9 uma das culturas agr\u00edcolas mais antigas do Estado, disseminada pelos \u00edndios guaranis. Hoje temos cinco polos de produ\u00e7\u00e3o da planta: Alto Taquari, Alto Uruguai, Regi\u00e3o Nordeste, Regi\u00e3o dos Vales e Miss\u00f5es. \u00c9 uma cultura que tem produ\u00e7\u00e3o em cerca de 200 munic\u00edpios, com mais de 32 mil hectares cultivados e que movimenta pelo menos R$ 290 milh\u00f5es da nossa economia. Uma produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 especialmente puxada pelos grandes produtores das pequenas propriedades, que s\u00e3o a nossa agricultura familiar\u201d, contextualizou.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ao fim do seu discurso, o governador foi presenteado com um pacote de erva-mate produzida no carijo, uma estrutura tradicional utilizada pelos ind\u00edgenas para a fabrica\u00e7\u00e3o da erva-mate artesanal. O presente foi entregue pelo cacique Eduardo Tim\u00f3teo, da aldeia ind\u00edgena \u00c1gua Grande Guarani\u00a0Mbya, de Camaqu\u00e3.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O evento desta ter\u00e7a-feira contou ainda com a exibi\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo\u00a0institucional\u00a0(<b>em anexo<\/b>)\u00a0sobre os saberes da erva-mate e com a apresenta\u00e7\u00e3o do coral ind\u00edgena Teko Guarani, das etnias\u00a0Mbya\u00a0Guarani.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sobre o processo de registro\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2022, o Iphae apresentou um parecer t\u00e9cnico sobre a erva-mate, balizando o pedido de registro. Esse parecer foi apreciado pela C\u00e2mara Tem\u00e1tica do Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial (CTPCI) e aprovado por unanimidade em abril deste ano. O processo de instru\u00e7\u00e3o e indica\u00e7\u00e3o para registro continha mais de 700 p\u00e1ginas, reunindo pesquisas sobre o tema.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Bem material x bem imaterial<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando um bem torna-se patrim\u00f4nio cultural significa que ele possui relev\u00e2ncia art\u00edstica, hist\u00f3rica e social para ser perpetuado. No caso de bens materiais \u2013 como conjuntos arquitet\u00f4nicos, jardins, obras de arte \u2013 ocorre o tombamento. Quando se trata de bens de natureza imaterial, tem-se o registro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo Renato Savoldi, diretor do Iphae, o conceito de bem imaterial \u00e9 mais abrangente: \u201cS\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es culturais que possuem representatividade para um grupo social. Pode ser um dialeto, um idioma, uma atividade culin\u00e1ria, uma festa popular, um rito religioso, um saber ou modo de fazer. S\u00e3o v\u00e1rios elementos culturais, que n\u00e3o necessariamente precisam de uma materialidade, mas fazem refer\u00eancia \u00e0 identidade, \u00e0 a\u00e7\u00e3o e \u00e0 mem\u00f3ria de grupos sociais e \u00e9tnicos.&#8221;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fonte: SARA GOLDSCHMIDT | ASCOM SEDAC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Registro foi assinado nesta ter\u00e7a-feira (13), durante solenidade no Pal\u00e1cio Piratini com a presen\u00e7a de autoridades<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":4534,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","spay_email":""},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-content\/uploads\/chimarrao-5829339_1280.jpg?fit=1280%2C853&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8DDHd-1b4","jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4530"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4530"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4530\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4555,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4530\/revisions\/4555"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/patrimoniohistorico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}