Nem a minha fruta do RU?

Autoria: Renata Ackermann

O Campus do Vale da UFRGS fica numa área um pouco afastada da parte mais central e urbanizada da cidade, bem ao lado do Morro Santana. Quem já esteve aqui sabe que estamos em meio a natureza, o que por um lado é ótimo, mas por outro pode trazer conflitos com os animais que vivem nas matas do entorno. Acaba sendo comum nos depararmos com aranhas, lagartos, morcegos e até mesmo com simpáticos macaquinhos pela universidade.

Os macaquinhos que vivem no Campus do Vale são macacos-pregos da espécie Sapajus nigritus. A dieta deles é bem diversa, gostam muito de frutos, folhas, flores, insetos e até comem pequenos vertebrados. Por causa da fragmentação da mata onde vivem (causada pela nossa urbanização), esses pequenos amigos acabam sendo forçados a conviver cada vez mais perto de nós seres humanos. Apesar disso, os pregos não estão passando fome, podem acreditar!

Descrição da Imagem: Fundo azul claro com título “Por que não alimentar os macacos do campus?” em letras grandes e vermelhas. Ao lado do título, uma lista com as palavras: diabetes, agressividade, gripe, dependência, cáries e vermes. Abaixo, as ilustrações de um macaco sobre o galho de uma árvore e de um símbolo de proibição sobre uma banana.

O problema de alimentá-los é que as comidas de humanos têm uma composição química diferente do que eles encontram na mata, o que pode fazer com que fiquem até diabéticos. As nossas frutas podem estar infectadas com vírus e bactérias que não fazem mal para gente, mas podem levá-los inclusive à morte. Isso sem falar nos agrotóxicos, que podem causar outras doenças e diminuir a expectativa de vida dos bichinhos.

Quando damos comida aos macacos eles entendem que não precisam mais ir atrás do seu próprio alimento e começam a ficar, digamos, relaxados. Esse é outro problemão: eles aprendem que sempre que tiver um humano perto vão ganhar comida, então se não ganham ficam extremamente agressivos, invadem casas, roubam coisas, reviram lixeiras… Fazem uma verdadeira balbúrdia!

Portanto, se você vir um macaco aqui no Campus lembre de não chegar muito perto, mas pode tirar uma foto e mandar pra gente através das nossas redes sociais.