{"id":28,"date":"2022-06-24T21:15:41","date_gmt":"2022-06-25T00:15:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/pine\/?page_id=28"},"modified":"2025-05-10T13:49:16","modified_gmt":"2025-05-10T16:49:16","slug":"sobre","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/pine\/sobre\/","title":{"rendered":"Sobre"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <b>PINE \u2013 Projeto Imprensa Negra Educadora<\/b> \u00e9 um grupo de pesquisa, ensino e extens\u00e3o vinculado \u00e0 Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e ao programa de extens\u00e3o Atl\u00e2nticas &#8211; Laborat\u00f3rio de Estudos sobre o P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O grupo surgiu em abril de 2021 como mais um espa\u00e7o para promover a\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es sobre a educa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais e a educa\u00e7\u00e3o antirracista no campo educacional, pautando-se pela <strong>hist\u00f3ria registrada na imprensa negra no p\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em seus principais objetivos, o PINE busca somar-se aos movimentos e processos educativos de <strong>reconhecimento, valoriza\u00e7\u00e3o, repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e constru\u00e7\u00e3o de cidadania<\/strong> protagonizados pelo <strong>movimento negro educador<\/strong>. Para isso, articula <strong>ensino de hist\u00f3ria e p\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o em di\u00e1logo com a hist\u00f3ria p\u00fablica, a educa\u00e7\u00e3o patrimonial e a hist\u00f3ria digital<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto de partida do projeto se d\u00e1 em contexto de ensino remoto decorrente da pandemia e tem como base o estudo de produ\u00e7\u00f5es integrantes da <strong>imprensa negra ga\u00facha<\/strong>, como o jornal <strong><em>O Exemplo<\/em><\/strong> (1892-1930), a <strong><em>Revista Ti\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> (1978-1980) e o jornal <strong><em>A Alvorada<\/em><\/strong> (1907-1965).  Um de seus principais desafios foi a cria\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos digitais para a\u00e7\u00f5es educativas virtuais, focados no jornal <em>O Exemplo <\/em>de Porto Alegre. Estes materiais teriam como objetivo subsidiar a ainda necess\u00e1ria implementa\u00e7\u00e3o do artigo 26-A da LDB e das <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inep\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/acervo-linha-editorial\/publicacoes-diversas\/temas-interdisciplinares\/diretrizes-curriculares-nacionais-para-a-educacao-das-relacoes-etnico-raciais-e-para-o-ensino-de-historia-e-cultura-afro-brasileira-e-africana\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DCNERER<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o retorno \u00e0s atividades presenciais, expandimos nossas a\u00e7\u00f5es educativas para o espa\u00e7o presencial, com a realiza\u00e7\u00e3o de oficinas em escolas das redes municipal e estadual de ensino do Rio Grande do Sul, especialmente em Porto Alegre e na Regi\u00e3o Metropolitana; e com a realiza\u00e7\u00e3o de media\u00e7\u00f5es no entorno da pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, em pontos vinculados a O Exemplo e ao Museu de Percurso do Negro, por meio da parceria com a disciplina de Est\u00e1gio de Doc\u00eancia em Hist\u00f3ria &#8211; Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial (FACED\/UFRGS). As a\u00e7\u00f5es foram realizadas a partir de planejamentos e materiais que, igualmente, comp\u00f5em o acervo de materiais did\u00e1ticos produzidos pelo Pine. Em 2024, o projeto foi contemplado por um edital da FAPERGS, com foco na cria\u00e7\u00e3o de cadernos did\u00e1ticos sobre a imprensa negra ga\u00facha, ampliando seu grupo e alcance.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video alignfull\"><video height=\"1080\" style=\"aspect-ratio: 1920 \/ 1080;\" width=\"1920\" autoplay loop muted src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/pine\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/imprensanegra.mp4\" playsinline><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste percurso, observamos que trabalhar com a hist\u00f3ria do Brasil desde o ponto de vista de <em>O Exemplo<\/em> e das trajet\u00f3rias educacionais, laborais, pol\u00edticas e sociais de seus redatores, e mobilizar pesquisas e fontes hist\u00f3ricas produzidas por intelectuais negras e negros <strong>tensionou imagin\u00e1rios sobre a popula\u00e7\u00e3o negra<\/strong>, para al\u00e9m da experi\u00eancia da escraviza\u00e7\u00e3o, reposicionando-a como int\u00e9rprete da Hist\u00f3ria em suas lutas por liberdade e cidadania ao longo do s\u00e9culo 19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m proporcionou o <strong>reconhecimento da escola e da cidade como espa\u00e7os pedag\u00f3gicos e de a\u00e7\u00f5es antirracistas<\/strong> protagonizadas por tais sujeitos em diferentes tempos hist\u00f3ricos, potencializando o impacto das a\u00e7\u00f5es educativas sobre seus p\u00fablicos; e evidenciou a import\u00e2ncia de materiais did\u00e1ticos teoricamente informados para o alcance dos objetivos de aprendizagem. Todos esses aspectos do ensino de hist\u00f3ria convergem com o<strong> campo de estudos das emancipa\u00e7\u00f5es e do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o<\/strong> e comp\u00f5em (ou poderiam compor) os curr\u00edculos escolar e universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o PINE agrega v\u00e1rias\/os bolsistas de pesquisa, remuneradas\/os e volunt\u00e1rias\/os, do curso de Hist\u00f3ria, e conta com a colabora\u00e7\u00e3o de professoras\/es da Universidade e da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e integrantes do Movimento Negro. Dentre os resultados atingidos pelo projeto at\u00e9 o momento est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos nos est\u00e1gios de doc\u00eancia e na atua\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o social e popular; a media\u00e7\u00e3o pelos territ\u00f3rios negros, com \u00eanfase nos lugares relacionados ao jornal; a participa\u00e7\u00e3o em eventos com comunica\u00e7\u00e3o de trabalhos e realiza\u00e7\u00e3o de oficinas; palestras e conversas em cursos, aulas e atividades de forma\u00e7\u00e3o de professores\/as; a concess\u00e3o de entrevistas para a r\u00e1dio e a TV da UFRGS e para um podcast; e a cria\u00e7\u00e3o de perfil no Instagram, site, mapa virtual interativo e identidade visual.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-9471b066 wp-block-buttons-is-layout-flex\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--small);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--small)\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/pine\/equipe\/\" style=\"border-radius:10px\">Conhe\u00e7a a equipe<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:var(--wp--preset--spacing--medium)\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PINE \u2013 Projeto Imprensa Negra Educadora \u00e9 um grupo de pesquisa, ensino e extens\u00e3o vinculado \u00e0 Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e ao programa de extens\u00e3o Atl\u00e2nticas &#8211; Laborat\u00f3rio de Estudos sobre o P\u00f3s-Aboli\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 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