Linhas de Pesquisa

1. Espectro do Autismo


2. Produtos Naturais e Neuroproteção


3. Neurotransmissores como Imunomoduladores

 

Detalhamento das Linhas de Pesquisa

1 - Espectro do Autismo

O autismo é uma desordem do desenvolvimento neural e caracteriza-se por alterações na interação social, na comunicação e no comportamento e, como tal, nos oferece oportunidade para entender e delimitar os sistemas neurais e os possíveis mecanismos bioquímicos envolvidos.  Um dos pontos fortes desta linha é a troca de conhecimentos entre a pesquisa clínica e a básica, juntamente com a abertura de espaço para discussão e formação de outros profissionais de saúde, particularmente de atuação clínica, para a busca de estratégicas terapêuticas inovadoras.

 

Objetivos desta linha:

  • Contribuir para entendimento etiológico do autismo, particularmente apresentando resultados que possam gerar propostas e estratégias para novos fármacos, voltados para o tratamento de uma área deficiente como a dos transtornos desintegrativos da infância, onde se enquadra o autismo;
  • Identificar marcadores periféricos que possam auxiliar no diagnóstico clínico;
  • Avaliar expressão de receptores para neuroimunomoduladores endógenos (glutamato, serotonina, dopamina e acetilcolina), em leucócitos de pacientes autistas e de suas mães;
  • Avaliar a ação de neuroimunomoduladores em cultura de leucócitos obtidos dos pacientes autistas e de suas mães;
  • Estudar o efeito de neurolépticos no autismo;
  • Caracterizar e quantificar microRNA em leucócitos de pacientes autistas;
  • Estudar alterações neurais e periféricas em modelo de autismo em ratos Wistar.

Projetos associados com esta linha:

  • Modelo de autismo induzido por ácido valpróico em ratos Wistar: avaliação de parâmetros comportamentais, morfológicos e bioquímicos.
  • Modulação de funções gliais pelo neuroléptico atípico risperidona
  • Investigação do efeito de risperidona sobre a morfologia astroglial e secreção de S100B
  • Efeito de neurolépticos em cultura primária de astrócitos e neurônios.
  • Avaliação de neuroimunomoduladores em pacientes autistas.

 

2 - Produtos Naturais e Neuroproteção

Nas duas últimas décadas foram estudadas muitas propriedades biológicas de produtos naturais. Consequentemente, muitos destes compostos apresentaram um excelente potencial terapêutico, entre eles o resveratrol e os polifenóis derivados do chá verde, inclusive contra doenças neurodegenerativas e envelhecimento. Nós demonstramos pela primeira vez que resveratrol e epicatequina galato aumentam significativamente a captação de glutamato e a secreção do fator trófico S100B em células astrogliais. Demonstramos também que ambos podem exercer efeitos genoprotetores e genotóxicos, dependendo da concentração e do tempo de exposição, indicando que o consumo de pequenas doses destes polifenóis pela dieta pode apresentar um efeito genoprotetor, contribuindo para atenuar patologias neurais associadas ao estresse oxidativo. Os efeitos antagônicos encontrados com baixas e altas doses sugere que é necessário ter bastante atenção em relação ao consumo de grandes quantidades de suplementos ou alimentos acrescidos de antioxidantes.

 

Objetivo desta linha:

  • Esta linha tem como objetivo principal o estudo do papel neuroprotetor de produtos naturais em diferentes modelos de dano neural.

Modelos de estudo:

Culturas primárias e linhagens neuronais e gliais; modelos animais de patologias, como doença de Parkinson e modelos de estresse.

 

Projetos associados com esta linha:

  • Potencial Terapêutico do Resveratrol: uma abordagem celular, molecular e protetora contra estresse oxidativo induzido por peróxido de hidrogênio em modelos in vitro e in vivo.
  • Efeito genoprotetor de resveratrol contra dano ao DNA induzido por peróxido de hidrogênio em células astrogliais.
  • Efeito protetor de resveratrol contra radicais livres em linfócitos de pacientes com transtorno bipolar.
  • Efeito da epicatequina galato sobre parâmetros gliais na linhagem C6 de glioma de ratos
  • Efeito Neuroprotetor da Epigalocatequina Galato Sobre Modelo de Parkinson Induzido por 6-hidroxidopamina em Ratos Wistar
3 - Neurotransmissores como Imunomoduladores.

Recentes estudos têm revelado que células leucocitárias são capazes de sintetizar, armazenar, secretar e captar neurotransmissores clássicos, tais como: dopamina, serotonina, glutamato e acetilcolina. Portanto, estas moléculas fora do sistema nervoso central, passaram a ser tratadas como neuroimunomoduladores, tanto que já foram descritas com funções e vias diferentes das conhecidas no encéfalo. Estes imunomoduladores estariam envolvidos diretamente na formação da resposta imune adaptativa.

Objetivos desta linha:

  • Estudar a sinalização mediada por receptores em leucócitos via neurotransmissores/imunomoduladores.
  • Caracterizar possíveis subpopulações de leucócitos que expressam um subtipo específico de neurotransmissor ou um sistema de transporte específico, como ocorre em neurônios, como por ex. leucócitos dopaminérgicos o glutamatérgicos. Este estudo é fundamental para o entendimento de resposta imune adaptativa decorrente de patologias. As rotas investigadas serão a glutamatérgica, serotoninérgica, dopaminérgica e colinérgica.

Modelo de estudo:

Cultura de linfócitos humanos e de linfócitos obtidos a partir de modelos animais de patologias neurais.

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