{"id":907,"date":"2025-03-13T17:59:03","date_gmt":"2025-03-13T20:59:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/pobrezaeperformance\/?page_id=907"},"modified":"2026-03-04T10:20:42","modified_gmt":"2026-03-04T13:20:42","slug":"fases-da-pesquisa-em-rede","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/pobrezaeperformance\/home\/inicio\/fases-da-pesquisa-em-rede\/","title":{"rendered":"Fases da Pesquisa em Rede"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"907\" class=\"elementor elementor-907\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-040e703 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"040e703\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-17084bd animated-slow e-flex e-con-boxed elementor-invisible e-con e-child\" data-id=\"17084bd\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;animation&quot;:&quot;fadeInUp&quot;,&quot;background_background&quot;:&quot;gradient&quot;,&quot;animation_delay&quot;:100}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2e203b4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2e203b4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Fases da Pesquisa em Rede<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9fb7f1c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"9fb7f1c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Fase I [2013-2015]<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-89846d3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"89846d3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A primeira fase da pesquisa em rede (2013-2015), envolveu onze grupos de pesquisa, de dez universidades e centros de pesquisa, em tr\u00eas pa\u00edses: Brasil, Fran\u00e7a e Argentina. Esta fase teve financiamento do CNPq \u2013 Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (National Counsel of Technological and Scientific Development), do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia do Brasil. O objetivo desta fase foi alargar as bases epistemol\u00f3gicas da descri\u00e7\u00e3o dos processos criativos, visto a expans\u00e3o dessa pr\u00e1tica entre artistas e estudiosos da cena nos \u00faltimos anos. O trabalho investigativo partiu de uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente no campo das Artes C\u00eanicas no Brasil, na Fran\u00e7a e na Argentina, pa\u00edses em que se desenvolveu a pesquisa: como descrever os processos de cria\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas performativas? Problematizou-se os limites, os desafios e as possibilidades do ato de descrever como ferramenta da pesquisa, quando esse est\u00e1 empenhado em apreender os aspectos ef\u00eameros das pr\u00e1ticas performativas. Como resultado, tratou-se de descrever esse movimento, entre um estado no qual os artistas n\u00e3o est\u00e3o aptos a realizar uma performance e outro, diametralmente longe no tempo desse primeiro, no qual podem realizar a performance programada. O que acontece no entre, no espa\u00e7o-tempo entre n\u00e3o conhecer e conhecer, entre n\u00e3o possuir no corpo a possibilidade de performar e o espet\u00e1culo propriamente dito? \u00c9 isso que a descri\u00e7\u00e3o procura apreender. \u00c9 a\u00ed que nos deparamos com um conjunto significativo de quest\u00f5es dif\u00edceis de serem circunscritas. Antes de nos perguntarmos o que \u00e9 o processo criativo, pergunta deveras estranha e imposs\u00edvel de responder, perguntamos: como descrever o processo criativo? A partir dessa quest\u00e3o inicial emerge toda sorte de impasses, d\u00favidas e limita\u00e7\u00f5es que a pr\u00f3pria linguagem oferece \u00e0 tarefa de descrever o indescrit\u00edvel, de descrever algo que \u00e9 ef\u00eamero, descrever o movimento, descrever o inapreens\u00edvel, o processo, o devir. Assim, esta pesquisa em rede parte da premissa de que a linguagem n\u00e3o pode dar conta da tarefa a que nos propomos \u2013 descrever o processo criativo \u2013, pois ela pr\u00f3pria n\u00e3o abarca a presen\u00e7a, a intensidade da vida. Ela torna linear e simplificada a complexidade do vivo. Al\u00e9m disso, o processo \u00e9, ele mesmo, estranho \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o. Observamos ensaios, mas o processo de cria\u00e7\u00e3o se d\u00e1 para al\u00e9m do ensaio, para al\u00e9m da sala de trabalho. Os artistas, praticantes, atores e diretores criam ou est\u00e3o em estado de cria\u00e7\u00e3o, em tempos e espa\u00e7os que n\u00e3o podem ser apreendidos pelo observador, sequer pelo pr\u00f3prio artista. N\u00e3o obstante essas limita\u00e7\u00f5es, o processo de cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 afeito ao efeito fotogr\u00e1fico, ao registro, ele \u00e9 demasiadamente vivo e, ainda, por demais coletivo. N\u00e3o se trata de descrever o percurso de uma pessoa, tampouco de uma ideia, de um momento, mas de uma rede complexa de rela\u00e7\u00f5es, imposs\u00edveis de serem definitivamente apreendidas. Podemos usar a descri\u00e7\u00e3o do processo criativo como um registro que objetiva a remontagem do espet\u00e1culo. Mas nossa preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 conectada com a pesquisa e com a no\u00e7\u00e3o de que talvez possamos imaginar a descri\u00e7\u00e3o como um texto que recupera os efeitos performativos da performance. Assim, o que precisamos para descrever? Como podemos descrever um processo criativo, recuperando seu poder de ato? Pode o texto ser performativo como a pr\u00e1tica performativa? Pode o texto causar no leitor efeitos semelhantes aos efeitos de presen\u00e7a das pr\u00e1ticas performativas? A partir de tais quest\u00f5es, empreendeu-se tr\u00eas fases de pesquisa. Na primeira, os pesquisadores e pesquisadoras envolvidos (as) elaboraram diferentes modos de descri\u00e7\u00e3o do processo de cria\u00e7\u00e3o. Na segunda, concebeu-se uma an\u00e1lise coletiva das descri\u00e7\u00f5es, em que se procurou ponderar sobre a quest\u00e3o da escrita e da performatividade do texto como modo de aproxima\u00e7\u00e3o do processo de cria\u00e7\u00e3o. Essa an\u00e1lise foi empreendida a partir da quest\u00e3o: o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel descrever quando descrevemos o processo de cria\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas performativas? Na terceira e \u00faltima fase, a rede de pesquisadores formalizou em textos os resultados dessas an\u00e1lises. Esses resultados foram publicados sob a forma de um livro, intitulado Descrever o Inapreens\u00edvel: performance, pesquisa e pedagogia. Com efeito, a pesquisa p\u00f4de fazer avan\u00e7ar alguns conceitos que t\u00ednhamos sobre a descri\u00e7\u00e3o dos processos de cria\u00e7\u00e3o. Dentre eles, os mais importantes s\u00e3o: a problematiza\u00e7\u00e3o dos modos de escrita e das lacunas entre o processo vivo (e ef\u00eamero) e a comunica\u00e7\u00e3o do ocorrido como um procedimento performativo; o car\u00e1ter formativo da descri\u00e7\u00e3o, configurando no ato de descrever um modo de criar, para al\u00e9m de recriar o ato perform\u00e1tico; e, por fim, o estudo da autoridade do texto escrito para o leitor, revelando os modos pelos quais a fun\u00e7\u00e3o-autor assume para o leitor uma fun\u00e7\u00e3o-cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4f67836 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4f67836\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Fase II [2016-2019]<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-56ac447 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"56ac447\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Esta fase da pesquisa em rede durou quatro anos (2016-2019) e congregou grupos de pesquisa de quatro pa\u00edses: Brasil, Argentina, Portugal e Fran\u00e7a. Essa etapa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia do Brasil, e pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Brasil. A pesquisa teve como quest\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o no interior dos processos de cria\u00e7\u00e3o e foi intitulada como Estudos da presen\u00e7a: pr\u00e1ticas (per) formativas na forma\u00e7\u00e3o em Artes C\u00eanicas. Nesta segunda etapa, investigou-se a forma\u00e7\u00e3o em Artes C\u00eanicas, no interior dos processos criativos, por interm\u00e9dio do estabelecimento de um banco de dados formado por protocolos de procedimentos em teatro, dan\u00e7a, performance, manifesta\u00e7\u00f5es populares etc. A produ\u00e7\u00e3o de dados e sua an\u00e1lise foi realizada de maneira coletiva. A quest\u00e3o central foi a seguinte: como os processos de cria\u00e7\u00e3o podem circunscrever processos formativos desde o seu interior, n\u00e3o estabelecendo em rela\u00e7\u00e3o a estes \u00faltimos uma decalagem temporal ou espacial? A quest\u00e3o, de fato, tem implica\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas nos diferentes contextos art\u00edsticos dos pa\u00edses envolvidos. Ela aduz a problemas concernentes aos curr\u00edculos, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o de artistas da cena e de professores de Artes C\u00eanicas, al\u00e9m de um conjunto significativo de problemas correlatos. Por forma\u00e7\u00e3o, tomou-se um conjunto bastante amplo de processos. Pesquisar a forma\u00e7\u00e3o no interior do processo criativo p\u00f4s em pr\u00e1tica, uma s\u00e9rie de possibilidades muito diversas, porquanto a diversidade de contextos escolares, universit\u00e1rios e art\u00edsticos dos quatro pa\u00edses envolvidos. Assim, tratar-se-ia de saber acerca do processo que engendra essa \u00e9tica pr\u00f3pria da pr\u00e1tica teatral e da pr\u00e1tica em dan\u00e7a, essa cria\u00e7\u00e3o de si, no sentido de um modo \u00e9tico e est\u00e9tico de formula\u00e7\u00e3o de si mesmo. De maneiras heterog\u00eaneas, a pesquisa mostra que, no interior da cria\u00e7\u00e3o, existe uma dimens\u00e3o pedag\u00f3gica. Isso n\u00e3o se diferencia da ideia de que o espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 pensado como um espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o. Assim, configura-se a intrincada tarefa de compreender a diferen\u00e7a entre a forma\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a dimens\u00e3o pedag\u00f3gica da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de compreens\u00e3o de que, em Artes C\u00eanicas, formamos no interior dos processos de cria\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o apenas transformamos a mat\u00e9ria sobre a qual criamos, mas, irrefutavelmente, transformamo-nos ao criar. Os resultados foram publicados no livro\u201cForma\u00e7\u00e3o e Processos de Cria\u00e7\u00e3o: pesquisa, pedagogia e pr\u00e1ticas performativas\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c515cd6 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"c515cd6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Fase III [2020-2025]<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-05a5fb3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"05a5fb3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Este projeto tem por objetivo produzir conhecimento sobre as rela\u00e7\u00f5es entre pobreza e performance, assim como analisar o impacto que as performances (art\u00edsticas, culturais, sociais etc.) t\u00eam na vida das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, procurando subsidiar novas pol\u00edticas de combate \u00e0 pobreza. Trabalha-se com a perspectiva dos Estudos da Performance, dos Estudos da Presen\u00e7a e da Etnocenologia para a manuten\u00e7\u00e3o de uma rede de pesquisadores, envolvendo seis pa\u00edses (Angola, Argentina, Brasil, Fran\u00e7a, Mo\u00e7ambique e Portugal). O trabalho se prop\u00f5e a uma an\u00e1lise transversal coletiva dos dados produzidos a partir de leituras da bibliografia de refer\u00eancia, de trabalho sobre arquivos, de experimenta\u00e7\u00f5es e de trabalho de campo. Os resultados esperados devem ser publicados em diversos artigos e livros em acesso aberto.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fases da Pesquisa em Rede Fase I [2013-2015] A primeira fase da pesquisa em rede (2013-2015), envolveu onze grupos de pesquisa, de dez universidades e centros de pesquisa, em tr\u00eas pa\u00edses: Brasil, Fran\u00e7a e Argentina. 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