{"id":10690,"date":"2025-05-20T09:47:43","date_gmt":"2025-05-20T12:47:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/?p=10690"},"modified":"2026-03-22T02:44:44","modified_gmt":"2026-03-22T05:44:44","slug":"portas-abertas-aproxima-futuros-estudantes-e-comunidade-da-universidade-publica-por-meio-de-atividades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/portas-abertas-aproxima-futuros-estudantes-e-comunidade-da-universidade-publica-por-meio-de-atividades\/","title":{"rendered":"Portas Abertas aproxima futuros estudantes e comunidade da universidade p\u00fablica por meio de atividades"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\" data-raofz=\"20\"><strong>Vanessa Keppel<\/strong><\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Com mais de mil atividades realizadas nos quatro campi da UFRGS, a edi\u00e7\u00e3o 2025 do Portas Abertas transformou a universidade em um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o. Oficinas, simula\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas interativas e jogos culturais conectaram estudantes, professores, projetos acad\u00eamicos e fam\u00edlias para viver a Universidade.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">No Instituto de Geoci\u00eancias, a experi\u00eancia foi imersiva. A equipe do\u00a0<strong>Centro Polar e Clim\u00e1tico\u00a0<\/strong>montou uma simula\u00e7\u00e3o de acampamento cient\u00edfico na Ant\u00e1rtica, com barracas, equipamentos e vestu\u00e1rio utilizado por pesquisadores em expedi\u00e7\u00f5es reais.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cA ideia \u00e9 trazer essa experi\u00eancia para as pessoas. Mostrar toda a curiosidade em torno dos projetos nas regi\u00f5es polares. As pessoas vestem as roupas, entram nas barracas, tiram fotos \u2014 e ao mesmo tempo entendem que a gente est\u00e1 ali para estudar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a polui\u00e7\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o do ar, e como isso afeta o nosso clima aqui no sul do Brasil\u201d, explicou o aluno\u00a0<strong>Felipe Lindau<\/strong>.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">A cultura e o idioma tamb\u00e9m ganharam espa\u00e7o. No Instituto Conf\u00facio, os visitantes participaram de jogos e atividades que introduziam elementos da l\u00edngua e da caligrafia chinesa, com direito a nomes escritos em ideogramas.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201c\u00c9 sempre muito bom ver o interesse dos alunos na cultura chinesa. Eles chegam curiosos e se encantam. Temos jogos, mini aulas, apresenta\u00e7\u00f5es, e os professores escrevem os nomes em chin\u00eas para eles levarem para casa\u201d, contou a bolsista\u00a0<strong>Daniela<\/strong>.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Na \u00e1rea de Ci\u00eancias Exatas, a F\u00edsica se apresentou de forma nada abstrata. O projeto\u00a0<em>Conectando Universos\u00a0<\/em>montou uma esta\u00e7\u00e3o chamada\u00a0<strong>Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/strong>, que combina narrativa e experimentos para explicar como o conhecimento \u00e9 produzido.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cA ideia \u00e9 mostrar o caminho da ci\u00eancia: da observa\u00e7\u00e3o \u00e0 formula\u00e7\u00e3o, \u00e0 ferramenta. E isso com coisas simples \u2014 luzes coloridas, lentes, espelhos. O pessoal geralmente sai falando: \u2018Nossa, a f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 um monstro\u2019. Isso, para a gente, \u00e9 tudo\u201d, relatou\u00a0<strong>Maxwell<\/strong>, estudante da equipe.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">As Ci\u00eancias da Sa\u00fade reuniram centenas de visitantes ao longo da manh\u00e3. No Instituto de Ci\u00eancias B\u00e1sicas da Sa\u00fade (ICBS), mais de 30 atividades apresentaram aspectos variados da forma\u00e7\u00e3o biom\u00e9dica. Desde oficinas de neuroci\u00eancia, com testes de mem\u00f3ria e jogos sobre o c\u00e9rebro, at\u00e9 demonstra\u00e7\u00f5es sobre doen\u00e7as raras, c\u00e9lulas-tronco e parasitologia.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cTemos atividades espalhadas por tr\u00eas pr\u00e9dios. No Centro, por exemplo, os laborat\u00f3rios de anatomia recebem multid\u00f5es. Aqui, no pr\u00e9dio Sa\u00fade, temos jogos, pr\u00e1ticas, demonstra\u00e7\u00f5es. O nosso desafio \u00e9 receber todo esse p\u00fablico com fluidez e dar a eles uma vis\u00e3o real do que se faz aqui\u201d, explicou a professora\u00a0<strong>Renata<\/strong>, do Departamento de Fisiologia.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Nas atividades de\u00a0<strong>Enfermagem<\/strong>, os visitantes encontraram um cen\u00e1rio que simula, o ambiente de uma unidade hospitalar. Simuladores de m\u00e9dia, baixa e alta fidelidade permitiam que o p\u00fablico testasse manobras de ressuscita\u00e7\u00e3o, curativos, sondagens e outros procedimentos.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cEles podem vivenciar pr\u00e1ticas reais da enfermagem, com simuladores que interagem. Temos bonecos adultos e pedi\u00e1tricos. \u00c9 uma oportunidade de entender o que \u00e9 a assist\u00eancia na pr\u00e1tica\u201d, destacou a professora\u00a0<strong>Taline Bavaresco<\/strong>, coordenadora do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Para os estudantes da UFRGS que atuaram como monitores, o evento tamb\u00e9m se tornou um exerc\u00edcio pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cEu nunca tinha sido monitora antes. E est\u00e1 sendo muito interessante poder explicar os procedimentos que fazemos, com linguagem mais acess\u00edvel, para quem ainda n\u00e3o est\u00e1 na \u00e1rea. A gente revisita os conte\u00fados e encontra formas de mostrar com clareza, especialmente quando usamos brinquedos l\u00fadicos para simular o atendimento pedi\u00e1trico\u201d, relatou\u00a0<strong>D\u00e9bora<\/strong>, aluna do s\u00e9timo semestre.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">O trabalho dos monitores n\u00e3o se limitou \u00e0 t\u00e9cnica \u2014 tamb\u00e9m envolveu escuta e representatividade.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cQuando \u00e9 o aluno que fala, o di\u00e1logo \u00e9 mais direto. Eles se veem na gente. A gente vira um espelho\u201d, disse\u00a0<strong>Laura Betina<\/strong>.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cE tamb\u00e9m aprendemos. Est\u00e1vamos na esta\u00e7\u00e3o de RCP e manobras de engasgo, e tivemos que relembrar conte\u00fados j\u00e1 vistos, buscar na literatura, reorganizar o racioc\u00ednio para explicar. Isso refor\u00e7a o que aprendemos e desenvolve uma did\u00e1tica real\u201d, completou\u00a0<strong>Mirela Nunes<\/strong>.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Na \u00e1rea de\u00a0<strong>Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica<\/strong>, as atividades ao ar livre foram intensas desde cedo. Escalada t\u00e9cnica, slackline e oficinas de n\u00f3s ocuparam os espa\u00e7os externos com intera\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cDesde as 8h30 a gente n\u00e3o parou. S\u00e3o atividades que desafiam fisicamente e tamb\u00e9m ensinam t\u00e9cnicas. Mostramos que a Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica \u00e9 mais do que esporte \u2014 \u00e9 forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 filosofia de vida\u201d, afirmou o professor\u00a0<strong>Alcides Costa<\/strong>.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Na\u00a0<strong>Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, uma das atividades foi oficina de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas no evento. A estudante\u00a0<strong>Zara Mattos<\/strong>, que organizou a atividade com colegas, contou como a proposta surgiu da aus\u00eancia de iniciativas voltadas ao curso.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cNunca tinha tido uma oficina s\u00f3 de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, o que era ruim porque as pessoas n\u00e3o sabiam o que \u00e9 o curso. Ent\u00e3o montamos uma din\u00e2mica com Kahoot, perguntas sobre o curso, cadeiras, dura\u00e7\u00e3o. Enquanto o jogo rolava, a gente explicava e falava da nossa experi\u00eancia. A sala encheu, a troca foi muito legal. As pessoas estavam realmente interessadas.\u201d<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica tamb\u00e9m observaram o impacto do evento nos estudantes. \u201cIsso abre v\u00e1rias portinhas na cabe\u00e7a deles. Eles est\u00e3o maravilhados. Cada vez que a gente volta, visitamos um curso diferente. E sempre vale a pena\u201d, disse a professora\u00a0<strong>Carolina<\/strong>, da Escola C\u00e9lia Flores, de Viam\u00e3o.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">O pr\u00e9-vestibular popular\u00a0<strong>Minervino de Oliveira<\/strong>, de Alvorada, levou estudantes aos diversos campi da Capital. A coordenadora\u00a0<strong>Laura\u00a0<\/strong>destacou o objetivo da visita:<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cN\u00f3s queremos mostrar como funciona de verdade. Como chegar de \u00f4nibus, onde ficam os cursos, como entrar. \u00c9 o come\u00e7o da sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento.\u201d<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">As alunas\u00a0<strong>\u00c9rica\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>Gabriele\u00a0<\/strong>concordam.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cVim por curiosidade e para entender como funciona a universidade e como a gente tem esse acesso. \u00c9 minha segunda vez aqui, mas agora com mais orienta\u00e7\u00e3o\u201d, disse \u00c9rica.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201cQuero fazer Arquitetura. Vim conhecer os pr\u00e9dios. Assim, se eu passar, j\u00e1 vou saber como \u00e9\u201d, completou Gabriele.<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">As fam\u00edlias tamb\u00e9m participaram ativamente. Cristina, m\u00e3e de Arthur, de 8 anos, levou o filho pela terceira vez:<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">\u201c\u00c9 uma forma dele entrar em contato com diversas coisas que ele n\u00e3o tem no dia a dia. Ele adora ci\u00eancia, principalmente f\u00edsica e qu\u00edmica. Aqui ele aprende com curiosidade.\u201d<\/p>\n<p data-raofz=\"20\">Com uma programa\u00e7\u00e3o ampla e diversificada, o Portas Abertas 2025 transformou a UFRGS em espa\u00e7o de escuta, acolhimento e descoberta \u2014 reafirmando seu compromisso com a forma\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia e o acesso democr\u00e1tico ao conhecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oficinas, simula\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas interativas e jogos culturais conectaram estudantes, professores, projetos acad\u00eamicos e fam\u00edlias para viver a Universidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10691,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"portas-abertas-post-individual","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10690","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10690"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10690\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11551,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10690\/revisions\/11551"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/portasabertas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}