Nova fase do projeto da Rede Covid-19 Humanidades MCTI é implantada

Na quarta-feira, 26 de abril de 2022, foi assinado o convênio UFRGS-FINEP 1212/21 para início da nova fase do projeto da Rede Covid-19 Humanidades MCTI. Intitulada “A Covid-19 no Brasil 2: análise e resposta aos impactos sociais da imunização, tratamento, práticas e ambientes de cuidado e recuperação de afetados”, trata-se de uma pesquisa qualitativa em Ciências Humanas e Sociais para avaliar e responder aos impactos sociais da pandemia com ênfase na imunização da população, nos tratamentos e nas práticas e ambientes de cuidado, de recuperação e restauração de danos de afetados.

A pesquisa é desenvolvida pela Rede Covid-19 Humanidades MCTI, liderada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob a coordenação do professor Jean Segata. Mobiliza pesquisadoras e pesquisadores de todas as regiões do Brasil. Trata-se de um desdobramento e da continuidade do projeto "A Covid-19 no Brasil: análise e resposta aos impactos sociais da pandemia entre profissionais de saúde e população em isolamento" (Convênio Ref.: 0464/20 FINEP/UFRGS, IAP1227), iniciado em julho de 2020 e que também integra o conjunto de ações da Rede Vírus MCTI financiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

“A Covid-19 no Brasil 2” busca produzir subsídios às ações de enfrentamento da doença a médio e longo prazo, considerando as implicações científicas, sociais, políticas, culturais e regionais da pandemia, considerando que, se a pandemia não é um evento homogêneo, as respostas a ela também não podem ser. “De forma concreta, uma pandemia não termina com o fim da circulação de um patógeno, das contaminações ou das mortes, tampouco se realiza de forma linear, com começo, pico e fim. Os seus efeitos têm continuidade na vida das pessoas. Novas configurações de sujeito emergem a partir de eventos dessa natureza; novas relações, noções de corpo, de saúde, de doença e de cuidado. Sobremaneira, persiste por longo tempo uma miríade de perturbações de ordem social e econômica, mas também de insistentes sintomas físicos e mentais, como dores crônicas, disfunções fisiológicas de diversas ordens, ansiedade e sofrimento. Persistem também ausências, lutos, e a necessidade de constituir forças para reconstruir a vida. Este projeto se volta a acompanhar estes impactos sociais duradouros de uma pandemia, quase sempre invisibilizados quando decretos que terminam as emergências tendem a endossar uma ideia de que a vida voltou ao normal” explica Jean Segata.

Segata afirma que a implantação da nova fase é uma conquista para a Antropologia e coloca a UFRGS como vanguarda, uma vez que é um dos maiores projetos sobre impactos sociais no Brasil no campo da Covid-19. O Convênio terá início em 1º de maio de 2022, com duração de 24 meses e investimento total de R$ 2 milhões.

 

Saiba mais sobre a Rede Covid-19 Humanidades MCTI em https://www.ufrgs.br/redecovid19humanidades/index.php/br

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