Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PPGEQ/UFRGS, iniciou suas atividades em nível de mestrado em março de 1995. Em sua formação o programa contava com apenas cinco doutores lotados no Departamento de Engenharia Química (DEQUI) e pouca infraestrutura laboratorial. Os recursos iniciais foram obtidos quando da aprovação do projeto de implantação do curso de mestrado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). A seguir, mais alguns professores foram agregados e as pesquisas foram sendo conduzidas nas diferentes áreas de pesquisa. A primeira defesa de mestrado ocorreu em 1997. Em março de 2004, com mais recursos e maior amadurecimento, o PPGEQ abriu a primeira turma para o curso de doutorado, com a primeira defesa de tese ocorrendo em 2007.

Considerando dados de 2018, o programa conta com 15 docentes permanentes e 01 colaborador, com um total de 331 dissertações de mestrado e 86 teses de doutorado defendidas e 103 Exames de Qualificação apresentados. A grande maioria dos docentes do programa pertence ao quadro de docentes do Departamento de Engenharia Química da UFRGS e uma forte integração com o curso de graduação em Engenharia Química é observada. Entretanto, devido à abrangência dos estudos e dos conhecimentos que envolvem a Engenharia Química, o programa também conta com a participação de docentes permanentes e/ou colaboradores de outras unidades da UFRGS, a saber: Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos, Instituto de Química e Instituto de Matemática.

Na última avaliação quadrienal da CAPES (2013-2016) o programa atingiu o conceito 6, entrando para o rol dos programas de excelência. Em todas as avaliações sempre pôde ser observado um importante crescimento, devido ao esforço conjunto do seu corpo docente e discente. Este resultado pode ser ratificado pelo quadro de docentes permanentes do PPGEQ que conta com bolsa de produtividade do CNPq supera os 80%.

Em 2018 iniciou o processo para o credenciamento de novos docentes com o objetivo de manter ou até mesmo melhorar o desempenho do PPGEQ em relação aos critérios estabelecidos pela CAPES.

Em 2018 o quadro de docentes permanentes do PPGEQ que conta com bolsa de produtividade do CNPq supera os 80% (12/14), a saber:

Docente Nível da Bolsa PQÍndice H (base)
Alvaro Luiz de Bortoli2 CA EMH 4 (Web of Science)
André Rodrigues Muniz2 CA EQH 12 (Scopus)
Isabel Cristina Tessaro1C CA EQ

H 19 (Web of Science)
H 21 (Scopus – Author ID: 7004014584)

Jorge Otávio Trierweiler2 CA EQH 16 (Researchgate)
Ligia Damasceno Ferreira Marczak1D CA EQH 22 (Scopus – Author ID: 6602286328)
Liliana Amaral Feris2 CA MMH 11 (Scopus – Author ID: 6506633287)
Marcelo Farenzena H 5 (Researchgate)
Marcio Schwaab2H 11 (Scopus – Author ID:14033105200)
Marco Antonio Zachia Ayub1CH 27 (Author ID: 35247459900)
Mariliz Gutterres Soares2 CA EQH 10 (Web of Science)
Marla Azario Lansarin2 CA EQH 7 (Scopus)
Nilo Sérgio Medeiros Cardozo2 CA EQH 13 (Web of Science – Author ID: O-3170-2016)
H 10 (Scopus – Author ID: 6701386922)
Nilson Romeu Marcilio2 CA EQH 13 (Author ID: 6506505723 )
Oscar Willian Perez Lopez H 8 (Scopus – Author ID: 9035946900)
Rafael de Pelegrini Soares2 CA EQH 12 (Scopus – Author ID: 36009262400)

No ano de 2018, o PPGEQ contou com 9 pesquisadores em estágio de pós-doutoramento em tempo integral (apoiados por agências de fomento ou através de projetos específicos), listados a seguir:

  1. Alan Ambrosi
  2. Claudia Leites Luchese
  3. Janice Adamski
  4. Julia M. Frick Pavone
  5. Keila Guerra pacheco Nunes
  6. Luci Kélin de Menezes Quines
  7. Naira Poerner Rodrigues
  8. Patrícia Benelli
  9. Renata Moschini Daudt

Estes pesquisadores, além de consolidarem sua formação, colaboraram fortemente nos projetos de pesquisa dos diversos grupos. Acredita-se que o crescimento na produção científica do programa e no número de bolsas de produtividade dos docentes tenha uma forte relação com a maior presença de pós-doutorandos.

Sobre a área ocupada, tanto o DEQUI quanto o PPGEQ estão passando por um período de mudanças. Ainda em 2014 o programa passou a contar com nova secretaria, sala de reuniões, área de gabinetes e nova sala de aula computacional. Estes espaços contam com climatização e foram instalados projetores interativos com lousas digitais na sala de reuniões e sala de aula. Estes novos espaços encontram-se no campus central, próximo ao prédio antigo do DEQUI onde ficarão instalados basicamente laboratórios. Em substituição ao espaço ocupado no prédio histórico da Química Industrial (prédio histórico que teve sua restauração iniciada em 2015), o programa também passou a contar com espaços no Campus Saúde, Anexo I. Em 2015 a área ocupada pelo PPGEQ no campus saúde é de aproximadamente 1000 m2. Neste novo local, já estão operacionais a nova central analítica do programa e diversos laboratórios, a grande maioria dos docentes do programa deverá estar alocada neste campus. A proximidade entre os laboratórios também possibilita uma maior interação entre as diferentes áreas de pesquisa do PPGEQ.

Desde 2014 o PPGEQ passou a utilizar um novo sistema para seu processo seletivo. Este sistema, totalmente digital, dispensou o envio de documentações pelo correio e teve um resultado. A experiência foi muito positiva, ampliando a transparência do processo e facilitando o trabalho de avaliação. Aparentemente, a modificação também foi muito bem recebida pelo público. Analisando as inscrições homologadas observa-se que, o PPGEQ contou com candidatos da Bolívia, Peru e Colômbia. Considerando apenas o Brasil, o programa contou com inscrições de diferentes estados da federação.

Por ser o único programa de Pós-Graduação com cursos de mestrado e doutorado em Engenharia Química do Rio Grande do Sul, o PPGEQ/UFRGS tem um papel importante no contexto regional, procurando atender aos anseios da comunidade industrial e acadêmica da região. Torna-se importante destacar que, além das pesquisas acadêmicas, uma das principais características do PPGEQ é o desenvolvimento de pesquisas aplicadas e teóricas voltadas fortemente aos interesses do setor industrial. Parcerias com empresas do setor petroquímico, metal mecânico, de alimentos e coureiro calçadista continuam colaborando para a interação dos profissionais em formação no PPGEQ com a sociedade. Os trabalhos desenvolvidos impulsionam os mestres e doutores formados a inserirem suas pesquisas de forma regional e nacional nos setores produtivos.

Por outro lado, o programa tem observado um crescimento intenso das cooperações internacionais, cujas principais ações no ano de 2018 foram:

  • interações na forma de trabalhos acadêmicos, pesquisas e coorientações com instituições do exterior;
  • colaboração direta com pesquisadores de instituições internacionais, sendo que muitos destes pesquisadores estiveram trabalhando por variados períodos nas instalações do PPGEQ, na categoria de pesquisadores vistantes;
  • realização de estágio no exterior por parte de discentes no nível de doutorado, fomentados tanto pelo CNPq e CAPES como também por outras agências de cooperação internacional.