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| 29.05.2017 | SEMINÁRIOS ABERTOS DO PPG

A LITERATURA SECRETA
Com Jerônimo Milone (ENS Paris)
30/5/2017 às 14h na sala 120 do PPG Letras

A relação entre a literatura e a filosofia, na obra de Derrida, em todos os aspectos, é ímpar. Exatamente como se não fosse uma relação, um par. A arquitetura da desconstrução (a desconstrução da arquitetura), em que ambas se composicionam, não é, nesse sentido, perfeitamente delimitável, como se fosse possível saber onde uma começa e onde termina a outra. E, não obstante, a fronteira existe, para todos os efeitos. A fronteira, ato, enfim, de violência – a crer que haja atos de paz – a fronteira, justamente, é a forma de existir dessa indiscernibilidade, da indiscernibilidade em geral. Literatura e filosofia seriam incapazes da oposição que, no entanto, elas são. O que é, afinal, a literatura? Para Derrida, ela é, precisamente, a-final. A literatura é sem fim. Como se seu fim já tivesse, justamente, sido. Como se ela o tivesse perdido ou consumado. Não tendo qualquer finalidade, a responsabilidade que assim lhe é nula, ao mesmo tempo, é infinita. Desse modo, através de uma revista da pertinência de Kafka e Maurice Blanchot, entre outros, tratar-se-á da articulação aporética, antinômica ou paradoxal, a que Derrida designa a literatura, na sua hiperbólica exigência à filosofia. E vice-versa. Há de se esclarecer, assim, o que ética, decisão, justiça, têm a ver com a literatura enquanto filiação incógnita. Com a predisposição filosófica de saber, tomar-se-á por objeto aquilo que a literatura secreta. O que na literatura não faz sentido. Supondo, concesso non dato, que não fazer sentido seja algo da ordem possível.

 

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