Em discussão sobre rotulagem, OPAS reforça recomendação de uso de ícones de advertência frontais em embalagens de alimentos no Brasil

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fonte: alimentacaosaudavel.org
A OPAS recomenda que os ícones de advertência estejam na parte superior das embalagens, ocupando ao menos 30% da rotulagem frontal. A sugestão do espaço a ser ocupado leva em conta o fato de que esses alertas competirão com outros elementos da embalagem, como cores e desenhos. “O ícone precisa ser simples e de fácil interpretação para que os consumidores entendam. Um sistema de rotulagem complicado não será efetivo”, afirmou Fábio da Silva Gomes, assessor regional de Nutrição da OPAS.
Gomes expôs aos participantes do painel técnico evidências que sustentam a recomendação do uso de ícones de advertência em forma de octógonos com fundo preto e letras brancas, destacados na rotulagem frontal. “Recomendamos aos países da região, de forma sistemática, a adoção desse modelo. Evidências da psicofísica mostram que esse é o melhor contraste para o olho humano, justamente por facilitar a leitura”, afirmou. O rótulo de alimentos processados e ultraprocessados deve conter os seguintes alertas: “muito açúcar”, “muito sódio”, “muita gordura saturada”, “contêm adoçantes” e/ou “contém gordura trans”.
Para a OPAS/OMS, a base da alimentação deve ser feita de alimentos in natura e minimamente processados. Alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza, como folhas e frutos ou ovos e leite. Alimentos minimamente processados são alimentos in natura que foram submetidos a alterações mínimas, a exemplo dos grãos secos polidos ou moídos na forma de farinhas, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.
Os alimentos processados (queijo, pães, geleias, frutas em calda) são produtos relativamente simples, fabricados essencialmente com a adição de sódio ou açúcar ou outra substância de uso culinário, a exemplo do óleo, a um alimento in natura ou minimamente processado. Devem ser consumidos em pequenas quantidades e como ingredientes ou parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados.
Outra prática essencial é evitar os alimentos ultraprocessados, que estão fortemente associados a sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis. Entre eles, estão vários tipos de biscoitos, sorvetes, misturas para bolo, barras de cereal, sopas, temperos e macarrões “instantâneos”, salgadinhos “de pacote”, refrescos, refrigerantes, iogurtes e bebidas lácteas adoçadas e aromatizadas.
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fonte: http://www.paho.org/bra/

 

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