Rotulagem de alimentos em debate: você sabe o que está comendo?

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Foto: Maia Rubim/Sul21
No dia 9 de novembro, o Núcleo Interdisciplinar de Prevenção de Doenças Crônicas na Infância, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizou uma atividade no centro de Porto Alegre para divulgar a campanha “Você tem o direito de saber” e alertar a população sobre a falta de informação nos rótulos de alimentos.
Em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e com as secretarias municipal e estadual de Saúde, professores e nutricionistas da UFRGS distribuíram material de divulgação da campanha e conversaram com a população sobre os riscos que alimentos processados e ultraprocessados podem trazer à saúde.
A médica Noemia Perli Goldraich, coordenadora do Núcleo, destaca que, no atual modelo de rotulagem, a população não consegue saber o que há dentro dele. “As letras são muito pequenas e a linguagem não é clara. Você não encontra a palavra ‘açúcar’, por exemplo. O sal aparece como sódio. Nesta atividade que realizamos na quinta-feira, no centro de Porto Alegre, nós pegamos produtos como um “toddynho” e perguntamos para as pessoas se elas sabiam quanto açúcar tinha ali. Quando lemos o rótulo, não aparece açúcar, só carboidrato. Uma mãe jamais vai saber quanto açúcar tem ali dentro”, diz Noemia Goldraich.
Um grama de sal é igual a 500 miligramas de sódio, acrescenta a médica. “Quem é que vai andar com uma calculadora fazendo essas contas, ainda mais com aquelas letras minúsculas? Não tem como. Esse tipo de rotulagem é uma enganação, ela não diz nada pra ninguém. Por isso defendemos esse modelo dos triângulos, vigente no Chile, que diz claramente ‘muito sal’, ‘muito açúcar’, ‘muita gordura trans’. A indústria está enlouquecida com isso”.
Confira a matéria na íntegra aqui.

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