O ESCRITHU é um sistema de escrita do Hunsrückisch que parte das regras do alemão (standard), para visibilizar a fala do alemão de casa, e que considera a história e tradição escrita da comunidade. Seu princípio básico repousa no critério etimológico, que entende a língua como um sistema de regras que visam evitar ambiguidade de sentidos e garantir a comunicação entre indivíduos e entre textos antigos e contemporâneos. A esse princípio soma-se uma dimensão pedagógica de que ler e escrever são práticas a serem aprendidas em consonância com as práticas linguísticas e línguas presentes na comunidade de fala do aprendiz interessado. Cf. Altenhofen et al. (2007).

É objetivo central do ESCRITHU, no projeto ALMA-H, fornecer uma base comum para o registro escrito (transliteração) dos dados orais do Hunsrückisch, dialogável com o conjunto das variedades do alemão como língua de imigração no Brasil, incluindo o Hochdeutsch como norma escrita local.

Na perspectiva do projeto IHLBrI, é objetivo do ESCRITHU subsidiar uma série de ações que não apenas fomentem a organização e gestão da língua Hunsrückisch inventariada, como também propiciem a aprendizagem adicional da norma standard do Hochdeutsch como língua internacional, no sentido de uma educação plurilinguística consciente e construtiva que possa garantir, como ponto de partida, o trilinguismo Hunsrückisch-português-Hochdeutsch, como se pretende no dicionário trilíngue, em elaboração no âmbito do ALMA-H.

O workshop a seguir resume os princípios e principais regras que fundamentam o sistema do ESCRITHU:

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Bibliografia suplementar:

Altenhofen, Cléo Vilson. Hunsrückisch in Rio Grande do Sul. Ein Beitrag zur Beschreibung einer deutschbrasilianischen Dialektvarietät im Kontakt mit dem Portugiesischen. Stuttgart : Steiner, 1996. 444 p. (Mainzer Studien zur Sprach- und Volksforschung; 21.)

Altenhofen, Cléo Vilson. A constituição do corpus para um “Atlas Lingüístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata”. In: Martius-Staden-Jahrbuch, São Paulo, n. 51, p. 135-165, 2004.

Altenhofen, Cléo Vilson & Frey, Jaqueline. Das bresilionische Deitsch unn die deitsche Bresilioner: en Hunsrickisch Red fo die Sprocherechte. In: Revista Contingentia (http://seer.ufrgs.br/index.php/ contingentia/article/view/3836), v. 1, p. 39-50, 2006.

Altenhofen, Cléo V.; Frey, Jaqueline; Käfer, Maria Lidiani; Klassmann, Mário; Neumann, Gerson R.; Spinassé, Karen Pupp. Fundamentos para uma escrita do Hunsrückisch falado no Brasil. In: Revista Contingentia (http://seer.ufrgs.br/index.php/contingentia/article/view/3867/2166), v. 2 (nov.), p. 73-87, 2007.

Altenhofen, Cléo V. Standard und Substandard bei den Hunsrückern in Brasilien: Variation und Dachsprachenwechsel des Deutschen im Kontakt mit dem Portugiesischen. In: Lenz, Alexandra N. (Hg.). German Abroad: Perspektiven der Variationslinguistik, Sprachkontakt- und Mehrsprachigkeits-forschung. Göttingen: V & R unipress; Vienna University Press, 2016. p. 103-130.

Collischonn, Wolfgang Hans. Coluna Deutsche Sprache, no jornal O Informativo, de Lajeado – RS.

Coluna Der Friedolin, no jornal Correio Rio-Grandense, de Caxias do Sul – RS.

Coluna no jornal semanal Primeira Hora, de Bom Princípio – RS.

Coluna Hunsrücker aus Rondon, no jornal Evangelische Zeitung, editado em Porto Alegre (?).

Coseriu, Eugenio. Sentido y tareas de la dialectología. México: Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Filológicas, 1982. 44 p.

Flach, José Inácio. Unsa gut deitsch Kolonie. Nova Petrópolis: Sociedade União Popular Theodor Amstad, 2004.

Gross, Alfredo. Hunsrücker Mundart in Brasilien. Dialektgedichte und Schriften in deutscher und portugiesischer Sprache. Porto Alegre : S.e., 2001. 88 p.

Müller, Telmo Lauro. História da imigração alemã para crianças. Porto Alegre: EST; Correio Riograndense, 1996. 126 p. [edição trilíngüe português-alemão-dialeto Hunsrückisch]

Rambo, Pe. Balduíno. O rebento do carvalho: contos dialetais (1937 a 1961). Trad. Arthur Blásio Rambo. São Leopoldo (RS) : Ed. UNISINOS, 2002. v. 1 [340 p.], v. 2 [358 p.]

Spohr, Norberto. Textos no Familienkalender, almanaque anual editado em Porto Alegre – RS.

Textos em Hunsrückisch no Brummbär-Kalender, editado entre 1931 e 1935, em Arroio do Meio – RS, por Alfons Brod

Textos em Hunsrückisch no Sankt Paulusblatt, periódico mensal editado pela Sociedade União Popular Theodor Amstad, em Nova Petrópolis – RS.