Esta espécie de tuco-tuco habita a primeira linha de dunas da região costeira do Estado de Rio Grande do Sul, desde o Chuí, até aproximadamente Torres.

Eles têm como característica um único número cromossômico (2n=48) o que é comum para a maioria dos animais, mas não para os tuco-tucos. Em geral, o mais comum nos tucos é  dentro de uma mesma espécie existir diferentes números cromossômicos.

Os C. flamarioni possuem coloração clara, quase da cor da areia, podendo ser crípticos com o ambiente em que vivem. Esta adaptação possibilita que eles sejam "confundidos" com o substrato e assim evitem ser vistos e capturados pelos predadores.

Um grande problema para estes tucos:

O aumento das atividades humanas no litoral, principalmente relacionadas com o desenvolvimento de balneários e a destruição de dunas para a construção de prédios e casas.

A destruição das dunas faz com os tuco-tucos sejam extintos localmente. Tanto é verdade que em locais onde os "calçadões" tomaram conta do litoral os tucos já não existem mais. É necessário  planejamento nas construções, fiscalização e também conhecimento e o respeito sobre estes animais. Caso contrário a extinção não será apenas local, mas sim sobre a espécie como um todo.