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Estes tucos vivem em toda a região da Campanha, ocupando a área de pampa, até o Uruguai. Nao se tem registros deles ao norte do Estado, sendo que o limite de distribuição seria as margens do planalto rio-grandense.
A cor do pelo desses bichos geralmente é marrom. Mas além disso, eles têm uma mancha branca no pescoço, semelhante a um colar branco. O interessante é que em 2006 encontramos alguns C. torquatus com outros tipos de cor de pêlo, como por exemplo, marrom com manchas brancas, e até indivíduos melânicos!
Os primeiros tucos marrom com branco (malhados) que encontramos foram inicialmente considerados uma nova espécie, veja reportagem da National Geographic. Mas após estudos mais aprofundados, utilizando cromossomos e genética-molecular, verificamos que esta é apenas uma variação dentro da espécie.
Um grande problema para estes tucos:
Modificações drástica causadas no habitat em que vivem como por exemplo, implantações de cultivo da soja e reflorestamento de pinus, eucalipto e acácia.
Mesmo adaptados a campos nativos modificados para forrageamento de animais de produção (campos utilizados apenas para pecuária) estes tucos sofrem com a implantação cada vez maior do cultivo de grãos, como soja e arroz - e também da silvicultura (com pinus e eucaliptos) nos campos sulinos.
Dessa forma, com o aumento desses cultivos, em médio prazo os tuco-tucos estarão condenados a perderem suas tocas subterrâneas.