Mestrando(a): Felipe de Souza Lima Pacheco

Título:O edifício de escritórios na vanguarda moderna:
anotações sobre a arquitetura corporativa no período entre guerras

Área de Concentração: Teoria, História e Crítica da Arquitetura

Orientador: Arq. Carlos Eduardo Dias Comas

Data da Defesa: 15/04/2004

Banca Examinadora:
Prof. Gilberto Flores Cabral
Prof. Edson da Cunha Mahfuz
Prof. Rogério de Castro Oliveira

Conceito Atribuído: A

Resumo da Dissertação:
Esta dissertação mostra os resultados de pesquisa realizada sobre aspectos específicos dos edifícios de escritórios na Vanguarda Moderna. Trata-se da análise sistemática e documentação de 46 projetos, realizados ou não, nas quais se atenta para a fórmula tripartite - em base, corpo e coroamento - e as relações estabelecidas entre pele/superfícies externas e estrutura/ossatura. Para estabelecer a delimitação desta pesquisa, cinco arquitetos exponenciais são selecionados - nomeadamente, Frank Lloyd Wright, Mies van der Rohe, Erich Mendelsohn, Auguste Perret e Le Corbusier - e um período é julgado adequado: 1895-1939. A data inicial coincide com o primeiro projeto analisado, o Edifício Luxfer Prism, de Wright, e pretende abranger outros precedentes do tema. A data final, por sua vez, implica a análise dos edifícios de escritórios na Vanguarda Moderna propriamente dita, remetendo aos projetos realizados imediatamente antes do início da II Guerra Mundial, o que faz do Arranha-Céus em Argel (1939), de Le Corbusier, o último analisado. Sendo assim, o recorte cronológico abrange, primordialmente, o período entre-Guerras. Dentre os edifícios analisados, cinco são de Wright, oito de Mies, cinco de Mendelsohn, três de Perret e vinte e três de Corbusier. À estes, então, somam-se dois projetos brasileiros cuja relevância é incontestável, visando contrapor a produção arquitetônica européia e norte-americana à produção sul-americana, dentro da tipologia corporativa, formando o capítulo Notáveis, Modernos e Brasileiros. São o Edifício da ABI - Associação Brasileira de Imprensa (1936-38) - e o MESP - Ministério de Educação e Saúde Pública (1936-45) -, construídos no Rio de Janeiro. Mais do que historiográfico, as análises têm caráter morfológico e, caso lidas independentemente, pretendem fazer sentido. Ainda que menos profundamente, projetos de outros arquitetos são observados para compor um panorama mais completo do edifício de escritórios na Vanguarda Moderna. Estes são Aleksandr, Leonid and Viktor Vesnin, Vladimir Krinski, El Lissitzky e Ivan Leonidov, representando as Bandas Orientais. O motivo das Bandas Horizontais aparece nos projetos de Max Taut, George Howe e William Lescaze, Richard Neutra, Alvar Aalto, Hans e Wassili Luckhardt com Alfons Anker e, finalmente, Paulo Antunes Ribeiro. Pesquisas de cunho histórico são relatadas para informar a dissertação no quesito cronologia, como é o caso da Escola de Chicago (fim do século XIX), assim como eventos relevantes são retomados para melhor entendimento do assunto, como é o caso do concurso para o Chicago Tribune (1922). Por fim, edifícios posteriores ao recorte são comentados em um excurso, que pretende prová-los como resultado formal dos projetos da Vanguarda Moderna. Estes são o Edifício Seagram, a Sede da ONU, a Lever House, entre outros. Além de oferecer um olhar distinto sobre o tema, que não é visto em publicações prévias, a dissertação reforça a veia atemporal da Arquitetura do Movimento Moderno em edifícios de escritórios e, sobretudo, corrobora a profunda e precoce influência brasileira em sua história.

Palavras Chave:
Edifícios
escritórios
arquitetura moderna

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