{"id":879,"date":"2019-04-08T05:35:13","date_gmt":"2019-04-08T08:35:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/?page_id=879"},"modified":"2025-02-12T22:16:59","modified_gmt":"2025-02-13T01:16:59","slug":"doutorado-2008","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/ensino-pessoal\/pessoal\/discente\/doutorado\/doutorado-2008\/","title":{"rendered":"Doutorado \u2013 2008"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 28px; color: #cf2525;\"><strong>DOUTORADO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 24px;\"><strong><span style=\"color: #cf2525;\">Alunos ingressantes em 2008<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Adriana Eckert Miranda<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de Pesquisa:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pesquisa\/#cidadeculturaepolitica\"><strong>Cidade, Cultura e Pol\u00edtica<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span>Orientador: <strong>G\u00fcnter Weimer<\/strong><br \/>\n<span style=\"font-size: 16px;\">T\u00edtulo do Projeto:\u00a0<strong>A F\u00c1BRICA, O BAIRRO E O PROGRESSO: OS BAIRROS INDUSTRIAIS DE PORTO ALEGRE E SEUS AGENTES DE CONFIGURA\u00c7\u00c3O URBANA (1897 &#8211; 1943)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: O presente trabalho pretende analisar o processo de configura\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o dos bairros industriais de Porto Alegre (Navegantes, S\u00e3o Jo\u00e3o e Floresta) entre os anos de 1897 e 1943, tendo como perspectiva a a\u00e7\u00e3o dos agentes envolvidos na constitui\u00e7\u00e3o urbana durante o per\u00edodo. A Rep\u00fablica Velha (1889 &#8211; 1930) corresponde \u00e0 fase de implanta\u00e7\u00e3o e de diversifica\u00e7\u00e3o do setor industrial no Rio grande do Sul e em particular em Porto Alegre. Nesse processo, a intera\u00e7\u00e3o entre o poder p\u00fablico e privado, quando do dom\u00ednio pol\u00edtico do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), deu-se com a participa\u00e7\u00e3o ativa de alguns industriais, seja atrav\u00e9s de cargos do Poder Executivo ou do Legislativo. Na primeira fase da Era Vargas (1930 &#8211; 1945), observou-se um novo ordenamento da rela\u00e7\u00e3o entre o p\u00fablico e o privado, com o crescimento do intervencionismo estatal. Assim, o per\u00edodo \u00e9 privilegiado para a compreens\u00e3o do processo de constitui\u00e7\u00e3o da zona industrial de Porto Alegre por duas raz\u00f5es: foi quando se deu a implanta\u00e7\u00e3o desse setor econ\u00f4mico e tamb\u00e9m por corresponder a uma fase anterior a a\u00e7\u00e3o efetiva do poder p\u00fablico no sentido de implementar o planejamento urbano. Temos como hip\u00f3tese que os principais agentes privados, ao lado do poder p\u00fablico, foram a classe industrial e o operariado. Buscamos demonstrar como e em que medida as rela\u00e7\u00f5es entre essas classes sociais e o poder p\u00fablico foram respons\u00e1veis pela consolida\u00e7\u00e3o dos bairros industriais de Porto Alegre. Assim, temos por objetivos analisar a atua\u00e7\u00e3o de cada grupo de agentes (industriais, operariado e poder p\u00fablico) no ordenamento do espa\u00e7o urbano dos bairros industriais; investigar quais eram as pol\u00edticas p\u00fablicas propostas e quais foram efetivamente executadas para a zona industrial. Essas quest\u00f5es ser\u00e3o analisadas e interpretadas atrav\u00e9s de fontes prim\u00e1rias e secund\u00e1rias e das reminisc\u00eancias urbanas constru\u00eddas no per\u00edodo, que contribu\u00edram para a caracteriza\u00e7\u00e3o desses bairros sendo representativas para a aferi\u00e7\u00e3o do legado de cada grupo de agentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:aeckertm@terra.com.br\"><strong>aeckertm@terra.com.br<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Andrea da Costa Braga<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de Pesquisa:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pesquisa\/#sistemasconfiguracionais\"><strong>Sistemas Configuracionais Urbanos<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientador:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pessoal_corpo_docente\/#deciorigatti\"><strong>D\u00e9cio Rigatti<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">T\u00edtulo do Projeto:\u00a0<strong>LUGAR DE TROCAS, CONTAMINA\u00c7\u00c3O, PERMAN\u00caNCIAS E IDENTIDADE CULTURAL: PALESTINOS NA FRONTEIRA SUL DO BRASIL E O COM\u00c9RCIO COMO AGENTE DE APROPRIA\u00c7\u00c3O SOCIAL DO ESPA\u00c7O.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: O tema da pesquisa proposta \u00e9 discutir modos de produ\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o social do espa\u00e7o por grupos \u00e9tnicos e culturalmente identific\u00e1veis em situa\u00e7\u00f5es extremas de fronteiras geopol\u00edticas e conurba\u00e7\u00f5es internacionais. Parte-se da constata\u00e7\u00e3o emp\u00edrica da presen\u00e7a consolidada de grupos de palestinos \/ \u00e1rabes no dom\u00ednio das atividades comerciais nas cidades de fronteira do Rio Grande do Sul \/ BR, e prop\u00f5e uma investiga\u00e7\u00e3o aprofundada da configura\u00e7\u00e3o espacial das cidades e das formas de espacializa\u00e7\u00e3o \/ co-presen\u00e7a, no \u00e2mbito da assimila\u00e7\u00e3o \/ alteridade destes grupos \u00e9tnico-culturais diversificados. Prop\u00f5e-se uma discuss\u00e3o sobre o fen\u00f4meno de conurba\u00e7\u00f5es internacionais, partindo da especificidade das cidades localizadas ao longo da fronteira Brasil\/RS &#8211; Uruguai e Brasil\/RS &#8211; Argentina, cujo maior diferencial \u00e9 a ambig\u00fcidade dos limites f\u00edsico-administrativos, elaborando quest\u00f5es de territorialidade e co-presen\u00e7a de grupos que, de forma mais ou menos permanente, desempenham o papel de estranhos \/ estrangeiros no \u00e2mbito espacial, devido \u00e0s caracter\u00edsticas de permeabilidade da estrutura urbana comum e cont\u00ednua, com \u00eanfase nas situa\u00e7\u00f5es de fronteira seca. Paralelamente, prop\u00f5e-se a investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada de uma cidade no Oriente M\u00e9dio &#8211; Jerusal\u00e9m \/ IR &#8211; na qual as quest\u00f5es de limites territoriais e barreiras ao movimento e permeabilidade espacial de grupos \u00e9tnicos e religiosos vem sendo reelaboradas ao longo de tempo segundo mudan\u00e7as geopol\u00edticas e de fronteiras internacionais. Esta discuss\u00e3o tem como objetivo identificar a import\u00e2ncia da configura\u00e7\u00e3o espacial e restri\u00e7\u00f5es ao movimento na forma\u00e7\u00e3o de identidades nacionais, assimila\u00e7\u00e3o e delimita\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios de sociabilidade, estabelecendo um paralelo com a situa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:acb23@terra.com.br\"><strong>acb23@terra.com.br<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Anicoli Romanini<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de pesquisa:\u00a0<strong>A Distribui\u00e7\u00e3o Espacial das Atividades e os \u00c2mbitos de suas Determina\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientador: <strong>Oberon da Silva Mello<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Titulo do Projeto:\u00a0<\/span><strong>Avalia\u00e7\u00e3o do papel da lei federal 6.766\/79 como instrumento da pol\u00edtica de desenvolvimento e planejamento das cidades.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas urbanas nos munic\u00edpios brasileiros se realiza geralmente atrav\u00e9s do parcelamento do solo, feito sob a forma de loteamento, regular ou irregular (inclu\u00eddos os clandestinos). A organiza\u00e7\u00e3o espacial desse novo tecido deve propiciar a sustenta\u00e7\u00e3o das atividades que ser\u00e3o desempenhadas nestas novas \u00e1reas urbanas, pois a expans\u00e3o dos limites geogr\u00e1ficos das \u00e1reas urbanas deve permitir o pleno desenvolvimento da popula\u00e7\u00e3o ali residente e integrar-se adequadamente \u00e0 estrutura urbana existente. Para que isso se realize, ainda \u00e9 necess\u00e1rio que essa expans\u00e3o f\u00edsica obede\u00e7a a regras e normas t\u00e9cnicas e jur\u00eddicas. Rolnik e Pinheiro (2005, p.26) complementam que hoje, para se obter o planejamento urbano de qualquer cidade deve-se, inicialmente, &#8220;levantar a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, leis de uso do solo, parcelamento, c\u00f3digos de obras, posturas ambiental e patrimonial nos \u00e2mbitos municipal, estadual e federal que incidem no munic\u00edpio&#8221;, al\u00e9m da an\u00e1lise da atualidade dessa legisla\u00e7\u00e3o em vigor, pois somente assim poder\u00e1 ser verificada se a legisla\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo aplicada, onde h\u00e1 formas de ocupa\u00e7\u00e3o que podem vir a contrariar, ou j\u00e1 est\u00e3o contrariando a legisla\u00e7\u00e3o em vigor e por qu\u00ea. Assim a partir de 19 de dezembro de 1979, foi institu\u00edda a Lei Federal 6.766, que disp\u00f5e sobre o parcelamento do Solo Urbano e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Esta tem sido uma das principais normas federais a regular a produ\u00e7\u00e3o da cidade, e seus v\u00e1rios dispositivos contemplam requisitos urban\u00edsticos para o parcelamento do solo urbano sob muitos aspectos, preocupando-se com a qualidade de vida no ambiente urbano e com os direitos dos adquirentes de lotes face aos empreendedores. Resumidamente, pode-se dizer que a Lei buscava estabelecer padr\u00f5es urban\u00edsticos m\u00ednimos para implanta\u00e7\u00e3o de loteamentos urbanos, como sistema vi\u00e1rio, equipamentos urbanos e comunit\u00e1rios, \u00e1reas p\u00fablicas, al\u00e9m de delinear as responsabilidades dos agentes privados e do Poder P\u00fablico. Cirilo (2007) cita que a Lei foi, sob muitos aspectos, uma norma pioneira: &#8220;pois preocupa-se com a qualidade de vida no ambiente urbano e com os direitos dos adquirentes de lotes face aos empreendedores, tendo sido editada antes do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e das principais leis ambientais&#8221;. Conforme J\u00fanior (2000), nestes anos de aplica\u00e7\u00e3o da Lei 6.766, muitas cr\u00edticas t\u00eam sido levantadas quanto a sua efic\u00e1cia, seja devido ao aumento do n\u00famero de loteamentos irregulares e clandestinos, ou das favelas nas grandes cidades brasileiras. Assim, vinte anos depois, a Lei 6.766 teve alguns de seus artigos modificados pela Lei n\u00ba 9.785, de 29 de janeiro de 1999. Num primeiro momento o projeto de lei buscava resolver basicamente a quest\u00e3o das expropria\u00e7\u00f5es realizadas pelo poder p\u00fablico para fins de regulariza\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o de propriedades, possibilitando aos futuros ocupantes de terrenos seguran\u00e7a legal de posse. A ementa, no entanto, ainda viabilizou o parcelamento do solo com a implanta\u00e7\u00e3o de loteamentos habitacionais de interesse social, ampliou a autonomia municipal com rela\u00e7\u00e3o ao planejamento urbano e \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas, ao transferir integralmente ao munic\u00edpio a defini\u00e7\u00e3o de \u00edndices urban\u00edsticos, percentuais de \u00e1reas p\u00fablicas e \u00e1reas m\u00ednimas e m\u00e1ximas dos lotes, de acordo com o zoneamento fixado por lei local, e alterou a participa\u00e7\u00e3o dos governos estaduais no processo de aprova\u00e7\u00e3o de loteamentos e desmembramentos. Contata-se que as altera\u00e7\u00f5es introduzidas na Lei n\u00ba 6.766\/79 pela Lei n\u00ba 9.785\/99 buscaram o aprimoramento e a moderniza\u00e7\u00e3o da Lei com a universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 moradia, aproximar a legisla\u00e7\u00e3o daquilo que j\u00e1 acontecia na pr\u00e1tica, por\u00e9m deixou ainda a desejar em v\u00e1rios pontos, como na infra-estrutura social e comunit\u00e1ria, visto que os crit\u00e9rios de implanta\u00e7\u00e3o desses equipamentos ficaram a cargo do munic\u00edpio, sem respaldo da Lei. Barreiros cita que &#8220;o parcelamento do solo \u00e9 o principal instrumento de estrutura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano e, uma vez implantado, o espa\u00e7o criado mant\u00e9m sua estrutura por um per\u00edodo de tempo bastante longo&#8221;. Logo, o objetivo geral da tese \u00e9 avaliar qual foi o papel da Lei do Parcelamento do Solo Urbano, 6.766\/79, e suas altera\u00e7\u00f5es, como instrumento concreto da pol\u00edtica de desenvolvimento e planejamento das cidades, visto que a Lei foi um dos instrumentos de maior relev\u00e2ncia no quadro do desenvolvimento urbano no Pa\u00eds, no per\u00edodo 1980-2000 quando a urbaniza\u00e7\u00e3o teve um acr\u00e9scimo de mais de cinq\u00fcenta milh\u00f5es de habitantes. A relev\u00e2ncia decorre da regula\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada e de efeitos indiretos sobre a organiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica das estruturas encarregadas de sua aplica\u00e7\u00e3o, em que uma quest\u00e3o a se examinar \u00e9 a de quanto se diferenciam os efeitos das aplica\u00e7\u00f5es na forma original da lei e ap\u00f3s sua altera\u00e7\u00e3o e as raz\u00f5es que levaram a essas modifica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:anicoliromanini@yahoo.com.br\"><strong>anicoliromanini@yahoo.com.br<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Caroline Kuhn<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de pesquisa:\u00a0<strong>A Distribui\u00e7\u00e3o Espacial das Atividades e os \u00c2mbitos de suas Determina\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientadora: <strong>Maria Alice Lahorgue<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Titulo do Projeto: <strong>Projetos Urbanos em duas cidades: valoriza\u00e7\u00e3o do solo e segrega\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-espacial.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo analisar o alcance dos projetos urbanos enquanto indutores de desenvolvimento e\/ ou desigualdades nas cidades, discutindo tend\u00eancias e limita\u00e7\u00f5es dos modelos adotados em duas cidades brasileiras: Curitiba e Porto Alegre, que fizeram &#8220;apostas&#8221; bastante diferenciadas em termos de produ\u00e7\u00e3o de cidade. Quest\u00f5es como a possibilidade uma cidade conseguir ser atrativa para investidores, turismo e empresas, mas ao mesmo tempo evitar processos de gentrifica\u00e7\u00e3o, segrega\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-espacial e aumento de desigualdades, entre outros, est\u00e3o desvinculadas dos projetos urbanos, e na realidade n\u00e3o o s\u00e3o. Esta pesquisa quer demonstrar esta vincula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o que combina localiza\u00e7\u00e3o dos projetos, dados de transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias no entorno destes projetos, e dados de renda do censo populacional, em um ambiente de Sistemas de Informa\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas (SIG), al\u00e9m de contextualizar a situa\u00e7\u00e3o das cidades em estudo atrav\u00e9s dos \u00edndices de desenvolvimento humano, concentra\u00e7\u00e3o de renda, emprego, etc. Nesta avalia\u00e7\u00e3o ser\u00e3o vistos padr\u00f5es de ocorr\u00eancias que relacionam escala e complexidades dos Projetos Urbanos \u00e0s externalidades geradas, no seu entorno e na cidade como um todo, que poder\u00e3o auxiliar os tomadores de decis\u00e3o quanto \u00e0 cidade gerada, e medidas que devem ser realizadas anterior, ou concomitantemente, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o destes projetos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:caroline_kuhn@yahoo.com.br\"><strong>caroline_kuhn@yahoo.com.br<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Cl\u00e1udio Mainieri de Ugalde<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de pesquisa:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pesquisa\/#sistemasconfiguracionais\"><strong>Sistemas Configuracionais Urbanos<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientador:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pessoal_corpo_docente\/#deciorigatti\"><strong>D\u00e9cio Rigatti<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Titulo do Projeto: <strong>A espacialidade metropolitana e as pol\u00edticas p\u00fablicas de mobilidade urbana.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: Metr\u00f3poles s\u00e3o realidades s\u00f3cio-espaciais prop\u00edcias \u00e0 abordagem da dial\u00e9tica local versus global. No Brasil, foram institucionalizadas, a partir de 1973, como Regi\u00f5es Metropolitanas: grupos de munic\u00edpios lim\u00edtrofes, portadores de v\u00ednculos funcionais, deslocamentos di\u00e1rios de seus habitantes e formadores de um tecido urbano conurbado. O entendimento do espa\u00e7o local como algo absoluto, isto \u00e9, a cren\u00e7a de que decis\u00f5es localizadas repercutem minimamente na totalidade espacial, somada ao conhecimento deficiente dos impactos sobre m\u00faltiplas localidades, impactos estes resultantes de decis\u00f5es tomadas com base na visualiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o em escalas mais amplas, afetam a qualidade da vida metropolitana. Metr\u00f3poles oportunizam rela\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas e, num processo de retro-alimenta\u00e7\u00e3o, concentram popula\u00e7\u00f5es, gerando demandas de habita\u00e7\u00e3o, transporte, saneamento, sa\u00fade, entre outras, sendo, por isso, alvo de pol\u00edticas p\u00fablicas. Planos Diretores Municipais, representam expectativas e inten\u00e7\u00f5es das comunidades com rela\u00e7\u00e3o ao seu desenvolvimento integrado. Por conseq\u00fc\u00eancia, devem traduzir e viabilizar a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, entre elas a de mobilidade urbana, objeto, nos \u00faltimos anos, de grande interesse por parte das administra\u00e7\u00f5es em todos os n\u00edveis de governo (Brasil, 2006). Em cumprimento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, munic\u00edpios pertencentes \u00e0s Regi\u00f5es Metropolitanas elaboraram ou revisaram, em 2006, seus planos diretores, apesar desse trabalho ter sido muito pouco subsidiado por diretrizes metropolitanas de ordenamento territorial ou por estrat\u00e9gias de desenvolvimento regional. Assim, temos os planos das &#8220;partes&#8221; elaborados com vis\u00f5es particulares do &#8220;todo&#8221;. Na RMPA, do ponto de vista da mobilidade urbana, os planos &#8220;locais&#8221; produziram insufici\u00eancias e desarticula\u00e7\u00f5es entre as &#8220;partes&#8221;, com rela\u00e7\u00e3o ao sistema vi\u00e1rio principal ou estruturador. Isto \u00e9, os espa\u00e7os p\u00fablicos priorizados para viabilizar o movimento em escalas mais amplas resultaram deficientes, o que denota uma percep\u00e7\u00e3o incompleta da interdepend\u00eancia das diversas hierarquias vi\u00e1rias bem como dos efeitos do movimento sobre a funcionalidade metropolitana. Por outro lado, a vis\u00e3o &#8220;global&#8221; n\u00e3o t\u00eam sido formalmente expressa desde 1973, quando foram editados planos de desenvolvimento para a maior parte das Regi\u00f5es Metropolitanas brasileiras, ocasi\u00e3o em que a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o aconteceu principalmente como decorr\u00eancia do capital industrial. Na \u00e9poca, os documentos gerados mostraram que o espa\u00e7o metropolitano foi percebido como algo gen\u00e9rico a ser regulado por um macro-zoneamento de usos permeado por uma rede de circula\u00e7\u00e3o predominantemente rodovi\u00e1ria. Em ess\u00eancia, existe por tr\u00e1s desses fatos uma discuss\u00e3o de \u00e2mbito espacial, que tamb\u00e9m deve ser fomentada pela verifica\u00e7\u00e3o de quais transforma\u00e7\u00f5es vem ocorrendo nas metr\u00f3poles brasileiras provocadas pelos novos processos de acumula\u00e7\u00e3o do capital. O objetivo geral da presente proposta \u00e9 contribuir para a atualiza\u00e7\u00e3o do debate sobre as metr\u00f3poles brasileiras, evidenciando a necessidade de inclus\u00e3o da efetiva dimens\u00e3o espacial como componente de an\u00e1lise. Mais especificamente, queremos verificar em que medida a no\u00e7\u00e3o e o conhecimento das m\u00faltiplas escalas territoriais, quer por parte dos munic\u00edpios metropolitanos, quer pelos estados, que possuem a atribui\u00e7\u00e3o do planejamento regional, influencia a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, em especial, quanto \u00e0 mobilidade urbana e que efeitos poder\u00e3o ocorrer no territ\u00f3rio metropolitano, decorrentes de sua implementa\u00e7\u00e3o. A teoria e metodologia da Sintaxe Espacial oferecem condi\u00e7\u00f5es para modelar e avaliar as an\u00e1lises configuracionais necess\u00e1rias, com apoio do ferramental de geo-processamento dispon\u00edvel. Pretende-se que modelos de an\u00e1lise espacial, com desenvolvimento recente, mencionados mais adiante na presente proposta, sejam testados em regi\u00f5es metropolitanas a serem selecionadas. Ao final, espera-se obter uma descri\u00e7\u00e3o mais apurada das diferentes estruturas, resultantes das escalas diversas de movimento presentes no mesmo espa\u00e7o global; a identifica\u00e7\u00e3o de quais espa\u00e7os possibilitam a troca de escalas e suas potencialidades para o aumento da inteligibilidade espacial metropolitana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:claudiougalde@yahoo.com.br\"><strong>claudiougalde@yahoo.com.br<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Niara Clara Palma<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de pesquisa:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pesquisa\/#sistemasconfiguracionais\"><strong>Sistemas Configuracionais Urbanos<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientador:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pessoal_corpo_docente\/#romulocelsokrafta\"><strong>Romulo Celso Krafta<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Titulo do Projeto: <strong>Potencial de Transforma\u00e7\u00e3o e Atratividade Intra-Urbana: Estrutura Espacial, competi\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es S\u00f3cio-Econ\u00f4micas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: Os ge\u00f3grafos t\u00eam reconhecido que os fen\u00f4menos espaciais apresentam comportamentos estoc\u00e1sticos, ca\u00f3ticos e n\u00e3o-lineares. Apesar disso, considera-se que os sistemas urbanos encontram sua ordem atrav\u00e9s de processos de auto-organiza\u00e7\u00e3o, cont\u00ednuos e em constante evolu\u00e7\u00e3o. Dentro deste contexto, prop\u00f5e-se um modelo matem\u00e1tico baseado em atividades e din\u00e2mica s\u00f3cio-espacial urbana, considerando transforma\u00e7\u00e3o espacial e de uso de solo como o resultado de intera\u00e7\u00f5es entre diferentes n\u00edveis de um sistema: decis\u00f5es individuais, subsistemas urbanos (interdepend\u00eancia s\u00f3cio-econ\u00f4mica), e macrossistema (intera\u00e7\u00e3o entre subsistemas), gerando processos cont\u00ednuos de transforma\u00e7\u00e3o. O crescimento e a aloca\u00e7\u00e3o de atividades seguem princ\u00edpios como atratividade, acessibilidade (Wingo 1961), rent-gap (Smith, 1982), economia de aglomera\u00e7\u00e3o, sinerg\u00e9tica (Haken, 1983) e interdepend\u00eancia s\u00f3cio-econ\u00f4mica. A analogia utilizada reduz o sistema urbano a um campo com cargas positivas e negativas para cada atividade alocada espacialmente. A din\u00e2mica urbana surge de um processo interativo no qual atividades s\u00e3o alocadas em c\u00e9lulas de uma grelha regular gerando campos de atratividade e repuls\u00e3o que alterando o sistema constantemente. No modelo POTENCIAT os conceitos ligados \u00e0s teorias cl\u00e1ssicas de localiza\u00e7\u00e3o de atividades citados acima s\u00e3o revistos sob a \u00f3ptica da ci\u00eancia da complexidade. Neste contexto, definimos em especial a teoria sinerg\u00e9tica de Haken (1983) e seus fundamentos como o par\u00e2metro de ordem e princ\u00edpio de escraviza\u00e7\u00e3o para descrever e simular a estrutura urbana atrav\u00e9s da din\u00e2mica de transforma\u00e7\u00e3o espacial e de uso do solo. O modelo funciona como um celular aut\u00f4mato onde cada atividade alocada modifica o ambiente influenciando as decis\u00f5es de aloca\u00e7\u00e3o, expuls\u00e3o e re-aloca\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de suas rela\u00e7\u00f5es de atratividade ou repuls\u00e3o. O espa\u00e7o Urbano \u00e9 representado por uma grelha ortogonal formando c\u00e9lulas onde as atividades alocadas simulam os diversos tipos de popula\u00e7\u00f5es que desempenham suas atividades no sistema urbano. O crescimento e a localiza\u00e7\u00e3o de atividades seguem princ\u00edpios como atratividade, acessibilidade (Wingo 1961), rent-gap (Smith, 1982), economia de aglomera\u00e7\u00e3o e interdepend\u00eancia s\u00f3cio-econ\u00f4mica. Considera-se que estes princ\u00edpios s\u00e3o elementos norteadores para atividades que procuram se localizar em um sistema urbano. O objetivo do Modelo de Potencial de Atratividade \u00e9 simular a din\u00e2mica de desenvolvimento da estrutura urbana que emerge da constante transforma\u00e7\u00e3o espacial e uso do solo. Este processo modifica constantemente o sistema urbano atrav\u00e9s de fen\u00f4menos como crescimento, competi\u00e7\u00e3o por espa\u00e7o, princ\u00edpio de escraviza\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas. Neste contexto o conceito de intera\u00e7\u00e3o espacial \u00e9 fundamental, considerando-se o sistema urbano como um campo de atra\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o, simulando a atratividade de cada atividade urbana localizada espacialmente. Neste espa\u00e7o as atividades s\u00e3o alocadas a partir da informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel que consiste de: 1. Gera\u00e7\u00e3o de atratividade atrav\u00e9s das atividades iguais e de suas complementares; 2. Gera\u00e7\u00e3o de repuls\u00e3o de atratividades incompat\u00edveis; A atratividade do sistema \u00e9 calculada levando-se em conta outros elementos delimitadores que s\u00e3o: ocupa\u00e7\u00e3o do sistema, espa\u00e7o dispon\u00edvel e acessibilidade (calculada a partir das c\u00e9lulas ocupadas do sistema). Para cada atividade urbana s\u00e3o definidas as rela\u00e7\u00f5es de complementaridade, de repuls\u00e3o e a capacidade de expulsar as demais do sistema. Estas caracter\u00edsticas est\u00e3o presentes na equa\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculo de potencial de atratividade de cada atividade. Os lugares centrais do sistema emergem das sucessivas intera\u00e7\u00f5es que modificam a atratividade de cada c\u00e9lula em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais. Desta maneira existe uma s\u00e9rie de \u00e1reas com diferentes tipos de atratividade calculados para cada atividade. \u00c9 importante ressaltar que a estrutura urbana evolui a cada itera\u00e7\u00e3o do modelo sem chegar a um estado de equil\u00edbrio como nos modelos de intera\u00e7\u00e3o espacial tradicionais. Em fun\u00e7\u00e3o disso as informa\u00e7\u00f5es na qual s\u00e3o baseadas as aloca\u00e7\u00f5es do sistema est\u00e3o em constante transforma\u00e7\u00e3o. Os resultados j\u00e1 obtidos atrav\u00e9s do Modelo POTENCIAT ser\u00e3o analisados em fun\u00e7\u00e3o de alguns crit\u00e9rios ligados \u00e0 estat\u00edstica espacial para definir a forma\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o pelas atividades consideradas na simula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:niara.palma.br@gmail.com\"><strong>niara.palma.br@gmail.com<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 20px;\"><strong>Sinara Regina Sandri<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Linha de pesquisa:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/pesquisa\/#cidadeculturaepolitica\"><strong>Cidade, Cultura e Pol\u00edtica<\/strong><\/a><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Orientadora: <strong>Sandra Jatahy Pesavento<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"font-size: 16px;\">Titulo do Projeto: <strong>PORTO ALEGRE &#8211; A cidade e a paisagem de Virg\u00edlio Calegari<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">Resumo: Analisar o processo de constru\u00e7\u00e3o da cidade de Porto Alegre como paisagem a partir da obra de Virg\u00edlio Calegari (1868-1937) e a contribui\u00e7\u00e3o do autor na constitui\u00e7\u00e3o da visualidade da cidade, durante sua transi\u00e7\u00e3o para modernidade. Entendendo paisagem como resultado de uma evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da organiza\u00e7\u00e3o e do uso do espa\u00e7o, este trabalho busca o instrumental da hist\u00f3ria cultural para recuperar sensibilidades do passado, mais precisamente, a percep\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o de um fot\u00f3grafo ao mundo, no seu trabalho de recortar o espa\u00e7o e qualific\u00e1-lo como paisagem. Em linhas gerais, o esfor\u00e7o empreendido ter\u00e1 como objetivo discutir as poss\u00edveis leituras da cidade, feitas pelo autor ao compor suas paisagens, al\u00e9m de tentar acercar-se dos padr\u00f5es que poderiam estar sendo gerados e consumidos como definidores da visualidade da cidade naquele per\u00edodo hist\u00f3rico. Interessa localizar o trabalho do Calegari no contexto da produ\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica contempor\u00e2nea e da tradi\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o das cidades para verificar como ele fez a media\u00e7\u00e3o entre os elementos naturais e a cidade edificada na constru\u00e7\u00e3o de imagens de uma capital onde o processo de moderniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha uma s\u00edntese visual acabada. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 importante identificar as conseq\u00fc\u00eancias da localiza\u00e7\u00e3o e da implanta\u00e7\u00e3o peculiar de Porto Alegre &#8211; condi\u00e7\u00f5es de luminosidade e orienta\u00e7\u00e3o de fachadas, por exemplo &#8211; na constitui\u00e7\u00e3o de uma linguagem fotogr\u00e1fica pr\u00f3pria. Ser\u00e1 necess\u00e1rio verificar qual era o tratamento dado aos elementos de sintaxe paisag\u00edstica (formas, volumes, escala, primeiro plano, \u00eanfase a espa\u00e7os livres ou constru\u00eddos, luz, cor) para identificar poss\u00edveis padr\u00f5es de representa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de identificar os pontos de interesse do fot\u00f3grafo e a que elementos simb\u00f3licos poderiam estar associados. Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio recuperar a trajet\u00f3ria de algumas imagens &#8211; cart\u00f5es postais e \u00e1lbuns &#8211; para recuperar o circuito de circula\u00e7\u00e3o e analisar o interesse e o perfil do p\u00fablico consumidor. Ainda ser\u00e1 preciso relacionar e identificar na obra de Calegari os principais alvos do processo de moderniza\u00e7\u00e3o da capital, para analisar o tratamento dado pelo fot\u00f3grafo e a influ\u00eancia destas mudan\u00e7as em seu trabalho tomando como exemplo o \u00e1lbum cujo tema \u00e9 o novo sistema de abastecimento da cidade. Para cumprir este plano de trabalho, uma fonte de pesquisa que j\u00e1 se apresenta como fundamental \u00e9 o &#8220;\u00c1lbum de Porto Alegre&#8221; que dever\u00e1 sem estudado segundo suas caracter\u00edsticas de composi\u00e7\u00e3o da narrativa, al\u00e9m de uma an\u00e1lise comparativa de temas e linguagem utilizada na primeira e na segunda parte, esta destinada ao que o autor denominou como &#8220;paizagens e costumes rio grandenses&#8221;. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 preciso recorrer a fontes prim\u00e1rias como jornais, revistas e documentos p\u00fablicos de \u00e9poca para verificar como foram comissionados e recebidos os trabalhos feitos por Calegari, recuperando a intencionalidade dos governos, a receptividade do p\u00fablico e o tratamento dado pela imprensa na publica\u00e7\u00e3o de conte\u00fado relacionado a estes trabalhos. A an\u00e1lise das imagens come\u00e7a por uma abordagem qualitativa que privilegiar\u00e1 estabelecer compara\u00e7\u00f5es e contraposi\u00e7\u00f5es dentro do pr\u00f3prio do conjunto. Dessa forma, ser\u00e3o considerados elementos de linguagem como as op\u00e7\u00f5es de enquadramento e a perman\u00eancia de elementos de contraste deixados em quadro pelo autor, determinando sempre que poss\u00edvel se a imagem \u00e9 resultado de trabalho comissionado ou iniciativa empresarial do pr\u00f3prio autor. Metodologicamente, a an\u00e1lise e a interpreta\u00e7\u00e3o das fontes visuais ser\u00e3o destinadas a avaliar os recursos utilizados pelo autor para constituir uma linguagem fotogr\u00e1fica adequada \u00e0s peculiaridades do fazer fotogr\u00e1fico na cidade de Porto Alegre. Al\u00e9m disso, \u00e9 central para o objetivo proposto que a rela\u00e7\u00e3o existente entre paisagem natural e cidade constru\u00edda seja analisada exaustivamente para estabelecer os crit\u00e9rios de media\u00e7\u00e3o e os resultados obtidos pelo fot\u00f3grafo na \u00eanfase, equil\u00edbrio ou apagamento de determinadas caracter\u00edsticas. Como material de estudo, ser\u00e3o utilizadas obras pertencentes ao acervo do Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo \/ Fototeca Sioma Breitman e ao Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa. Da Fototeca, ser\u00e3o analisados os \u00e1lbuns &#8220;Vistas do Novo Abastecimento d&#8217;\u00c1gua&#8221; e &#8220;Exposi\u00e7\u00e3o de Flores&#8221;, al\u00e9m de outras 227 imagens isoladas. Do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa ser\u00e1 utilizado o &#8220;\u00c1lbum de Porto Alegre&#8221;. Neste conjunto, ser\u00e3o consideradas como obra &#8220;atribu\u00edda&#8221; a Virg\u00edlio Calegari todas as imagens arroladas pelos acervos como de sua autoria, mas n\u00e3o identificadas por selo ou assinatura do autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 16px;\">E-mail:\u00a0<a href=\"mailto:sinara@brasilimagem.com.br\"><strong>sinara@brasilimagem.com.br<\/strong><\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOUTORADO Alunos ingressantes em 2008 Adriana Eckert Miranda Linha de Pesquisa:\u00a0Cidade, Cultura e Pol\u00edtica Orientador: G\u00fcnter Weimer T\u00edtulo do Projeto:\u00a0A F\u00c1BRICA, O BAIRRO E O PROGRESSO: OS BAIRROS INDUSTRIAIS DE PORTO ALEGRE E SEUS AGENTES DE CONFIGURA\u00c7\u00c3O URBANA (1897 &#8211; 1943) Resumo: O presente trabalho pretende analisar o processo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":144,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"class_list":["post-879","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=879"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1978,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/879\/revisions\/1978"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}