{"id":10276,"date":"2025-08-14T18:26:29","date_gmt":"2025-08-14T21:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/?p=10276"},"modified":"2025-08-14T18:28:00","modified_gmt":"2025-08-14T21:28:00","slug":"ato-publico-de-conclusao-curso-de-mestrado-rodrigo-dalenogare-jaskowiak-defesa-de-dissertacao-cruzando-porto-alegre-de-bicicleta-uma-analise-interseccional-sob","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/ato-publico-de-conclusao-curso-de-mestrado-rodrigo-dalenogare-jaskowiak-defesa-de-dissertacao-cruzando-porto-alegre-de-bicicleta-uma-analise-interseccional-sob\/","title":{"rendered":"ATO P\u00daBLICO DE CONCLUS\u00c3O \u2013 CURSO DE MESTRADO \u2013 RODRIGO DALENOGARE JASKOWIAK \u2013 DEFESA DE DISSERTA\u00c7\u00c3O \u2013 CRUZANDO PORTO ALEGRE DE BICICLETA: UMA AN\u00c1LISE INTERSECCIONAL SOBRE O PEDALAR NA CAPITAL GA\u00daCHA (Mconf) \u2013 15\/08\/2025"},"content":{"rendered":"<p><strong>PROPUR\/CONVIDA:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DEFESA DE DISSERTA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>CRUZANDO PORTO ALEGRE DE BICICLETA: UMA AN\u00c1LISE INTERSECCIONAL SOBRE O PEDALAR NA CAPITAL GA\u00daCHA.<\/strong><\/p>\n<p><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>RODRIGO DALENOGARE JASKOWIAK<\/strong><\/p>\n<p><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Banca Examinadora:<\/span><\/p>\n<p><strong>J\u00e9ssica Helena de Lima<span>\u00a0<\/span><\/strong><span>&#8211; Examinadora Externa (UFAL)<\/span><\/p>\n<p><strong>Juciano Martins Rodrigues<span>\u00a0<\/span><\/strong><span>&#8211; Examinador Externo (UFRJ)<\/span><\/p>\n<p><strong>Lu\u00edsa Horn De Castro Silveira<span>\u00a0<\/span><\/strong><span>&#8211; Examinadora Externa (UFS)<\/span><\/p>\n<p><span>\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>Orientador e Presidente da Banca:<\/span><span><br \/>\n<\/span><strong>Prof. Dr. J\u00falio Celso Borello Vargas<\/strong> (PROPUR\/UFRGS)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir das viv\u00eancias do autor, enquanto desenhista de infraestrutura ciclovi\u00e1ria, ciclista e pesquisador, surgem as quest\u00f5es centrais: quem s\u00e3o as pessoas que utilizam a bicicleta em Porto Alegre? E quais s\u00e3o seus motivos para pedalar e seus problemas ao se fazer isso?A literatura e as evid\u00eancias cient\u00edficas em mobilidade urbana afirmam que diferentes grupos sociais t\u00eam n\u00edveis diversos de mobilidades, imobilidades, formas de se locomover na cidade e padr\u00f5es de comportamentos nesses deslocamentos. Com o paradigma das Novas Mobilidades (SHELLER e URRY, 2006) pesquisadoras e pesquisadores come\u00e7am a olhar para o problema das mobilidades diferenciais atrav\u00e9s de uma perspectiva sociol\u00f3gica qualitativa, abandonando em parte a vis\u00e3o tecnocr\u00e1tica das \u201cci\u00eancias duras\u201d predominantemente quantitativas. Essa matriz te\u00f3rica se une \u00e0 teoria Interseccional para explorar as motiva\u00e7\u00f5es e desafios da mobilidade por bicicleta, em busca de an\u00e1lises mais articuladas sobre as origens das desigualdades sociais nas sobreposi\u00e7\u00f5es das formas de opress\u00e3o que agem de forma paralela e convergente sobre os corpos emmovimento e moldam as experi\u00eancias do pedalar na cidade (CRENSHAW, 1989; COLLINS e BILGE, 2021).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa \u00e9 dividida em duas etapas anal\u00edticas, transicionando de um m\u00e9todo quantitativo para um qualitativo. Na primeira etapa, foram analisados os perfis de ciclistas de 11 capitais brasileiras com base na Pesquisa Perfil Ciclista Brasileiro de 2021 (TRANSPORTE ATIVO, LAMBMOB-UFRJ e OBSERVAT\u00d3RIO DAS METR\u00d3POLES, 2021) dando origem ao \u00cdndice de Mobilidade por Bicicleta (IMB)e ao \u00cdndice de Mobilidade Interseccional por Bicicleta (IMIB), construtos desenvolvidos para indicar o grau de mobilidade e imobilidade por bicicleta dos diferentes perfis interseccionais em cada cidade. Os perfis interseccionais &#8211; combina\u00e7\u00f5es de duas das caracter\u00edsticas singulares de ciclistas &#8211; sexo, ra\u00e7a, escolaridade &#8211; com maiores e menores \u00edndices em Porto Alegre &#8211; cidade objeto do estudo qualitativo &#8211; s\u00e3o ent\u00e3o postos em foco. Por meio de entrevistas semi-estruturadas, foram buscadas as semelhan\u00e7as, diferen\u00e7as e singularidades das \u201cbiografias de mobilidade\u201d (LANZENDORF, 2003) de cada perfil e, a seguir, investigados os principais desafios, incentivos e pontos de virada que afetaram a mobilidade ciclovi\u00e1ria de cada grupo e quais desses elementos s\u00e3o compartilhados entre categorias interseccionais, utilizando entrevistas em profundidade e o m\u00e9todo de an\u00e1lise de conte\u00fado de Bardin (BARDIN, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados da primeira etapa mostram que o sexo biol\u00f3gico \u00e9 a caracter\u00edstica determinante nas din\u00e2micas de mobilidade por bicicleta nas cidades estudadas, ao mesmo tempo que ele \u00e9 a \u00fanica caracater\u00edstica que afeta de forma similar essas din\u00e2micas ao longo das cidades estudadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao se expandir para outras caracter\u00edsticas singulares (ra\u00e7a e escolaridade) e interseccionalidades, verificou-se que n\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico contexto social de mobilidade por bicicleta, visto que os perfis t\u00eam n\u00edveis variantes para cada cidade. No entanto, observam-se padr\u00f5es mobilidades por bicicleta relativamente uniformes nas 11 cidades estudadas, como a pouca altera\u00e7\u00e3o de mobilidades das ra\u00e7as amarela, ind\u00edgena e sem declara\u00e7\u00e3o; a baixa mobilidade de pessoas sem instru\u00e7\u00e3o; uma maior mobilidade de homens negros e homens com ensino b\u00e1sico; enquanto que para mulheres, a escoloradidade superior paresenta maior mobilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m foi constatado que, nos perfis interseccionais, uma caracter\u00edstica singular pode determinar imobilidade ou hipermobilidade a depender da outra caracter\u00edstica associada, ou seja, h\u00e1 intera\u00e7\u00e3o entre os fatores. Por exemplo, ter o ensino b\u00e1sico completo ou ser negro pode determinar impedimento para o uso da bicicleta para pessoas do sexo feminino, mas, para os homens essa condi\u00e7\u00e3o pode ser um est\u00edmulo para pedalar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos resultados da segunda etapa surgiram diferentes viv\u00eancias que impactaram o uso da bicicleta ao longo da biografia das pessoas entrevistadas: hora experi\u00eancias s\u00e3o comuns a todas pessoas entrevistadas &#8211; como aprender a pedalar como uma atividade do n\u00facleo de conv\u00edvio pr\u00f3ximo na inf\u00e2ncia &#8211; hora essas experi\u00eancias aparecem delimitadas a certo grupos sociais &#8211; como as restri\u00e7\u00f5es a motilidade de mulheres brancas na inf\u00e2ncia em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de acesso \u00e0 bicicleta de mulheres negras, tamb\u00e9m na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O h\u00e1bito de pedalar se mostrou complexo, com diversas nuances e percep\u00e7\u00f5es ao longo da vida. A diferencia\u00e7\u00e3o entre o pedalar l\u00fadico e o utilit\u00e1rio, por exemplo, surgiu como uma barreira para a defini\u00e7\u00e3o do que se \u00e9 ser ciclista, ao mesmo tempo em que o primeiro &#8211; pedalar a lazer &#8211; foi muitas vezes o disparador de mudan\u00e7as de h\u00e1bitos de mobilidade. O ambiente constru\u00eddo e a acessibilidade tamb\u00e9m foram problem\u00e1ticas recorrentes, no entanto, essas adversidades t\u00eam impactos dessemelhantes para cada intersec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esses e outros achados acreditamos demonstrar as generalidades e especificidades dos problemas, incentivos e pontos de virada que impactam na mobilidade ciclovi\u00e1ria dos diferentes grupos e perfis interseccionais. Assim, aprofundamos o debate sobre as novas mobilidades, mostrando que o deslocamento urbano n\u00e3o \u00e9 um acontecimento neutro em um espa\u00e7o em branco, mas sim uma rela\u00e7\u00e3o social complexa com o movimento. Portanto, evidenciando que pol\u00edticas e pesquisas que busquem a justi\u00e7a da mobilidade t\u00eam muito a ganhar e evoluir ao utilizar m\u00e9todos qualitativos e quantitativos em conjunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Palavras-chave:<\/strong><span>\u00a0interseccionalidade; paradigma das novas mobilidades; mobilidade urbana; ciclistas; Porto Alegre.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Data: 15\/08\/2025<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Hor\u00e1rio: 14:00 horas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Banca em formato remoto<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Link para o evento: <a href=\"https:\/\/mconf.ufrgs.br\/webconf\/00040096\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/mconf.ufrgs.br\/webconf\/00040096<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROPUR\/CONVIDA: &nbsp; DEFESA DE DISSERTA\u00c7\u00c3O CRUZANDO PORTO ALEGRE DE BICICLETA: UMA AN\u00c1LISE INTERSECCIONAL SOBRE O PEDALAR NA CAPITAL GA\u00daCHA. \u00a0 RODRIGO DALENOGARE JASKOWIAK \u00a0 Banca Examinadora: J\u00e9ssica Helena de Lima\u00a0&#8211; Examinadora Externa (UFAL) Juciano Martins Rodrigues\u00a0&#8211; Examinador Externo (UFRJ) Lu\u00edsa Horn De Castro Silveira\u00a0&#8211; Examinadora Externa (UFS) \u00a0 Orientador e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10205,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[65,73,75,264,48,46],"tags":[],"class_list":["post-10276","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-avisos","category-convite","category-dessertacao-tese","category-divulgacao","category-eventos","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/PROPUR-CONVIDA-UFRGS.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10276"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10279,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10276\/revisions\/10279"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/propur\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}