Notícia 16 outubro, 2015

2º Congresso da AUGM possibilita troca de ideias e discute o papel da extensão

Só na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são mais de 50 linhas de extensão, dezenas e mais dezenas de projetos que envolvem professores, estudantes e, principalmente, a sociedade. Para mostrar as ideias que são desenvolvidas em conjunto pelo público interno e externo ao ambiente acadêmico e discutir e papel da extensão foi realizado o 2º Congresso de Extensão Universitária da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A edição deste ano teve como tema a Indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão e trabalhou com três eixos principais: direitos, responsabilidades e expressões para o exercício da cidadania, os valores para teorias e práticas vitais e, por último, as novas tecnologias: perspectivas e desafios. Para o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, João Meyer, uma das metas do encontro – que reuniu mais de 30 universidades e 900 pessoas – é buscar novas ideias e reflexões sobre a extensão e suas implicações. Para Sandra de Deus, pró-reitora de Extensão da UFRGS, o congresso significou a oportunidade de troca de conhecimento entre estudantes, professores e técnicos das instituições de ensino.

Há um ano envolvido no programa de extensão que trabalha pela visibilidade, memórias, perspectivas para o futuro com o intuito de aumentar a autoestima, diminuir os índices de drogadição e preservar o patrimônio dos moradores do bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, o professor Eráclito Pereira ressalta a relevância da extensão universitária. “Sem ela não é possível aplicar a ampliar as discussões que temos em sala de aula. A extensão é um canal de reverberação do ensino, da pesquisa e do fazer universitário que precisa ir para além das grades e muros das faculdades.”

Para Bruna Farias, estudante de fisioterapia e bolsista no programa de acompanhamento fisioterapêutico de pacientes com fibrose cística do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a extensão proporciona aprimoramento profissional. “As famílias com as quais entrei em contato têm me ensinado que não basta apenas eu dizer qual o melhor tratamento conforme a patologia apresentada. É preciso desenvolver uma relação de confiança com os familiares e o paciente, ouvir as necessidades dele e, em conjunto, construir um plano de tratamento que seja adequado à realidade e ao cotidiano dessa pessoa. Nesse um ano e meio de trabalho, tenho aprendido a ser mais cuidadosa, a ouvir mais e falar menos.”

Rodrigo Casanova, bolsista do projeto Simplifísica – que oferece palestras sobre essa área do conhecimento e trabalha na divulgação desse tipo de conteúdo para uma linguagem mais acessível – afirma que a experiências de participar do congresso foi enriquecedora. “Volto para casa com mais ideias justamente por ter entrado em contato com outras pessoas, por ter participado de palestras que ampliaram minha visão do que é a extensão e que reforçaram, também, a importância em devolver e desenvolver junto com a sociedade o que nós estudamos”, afirma o jovem.

Nas conferências e mesas-redonda que aconteceram no congresso, a maioria dos palestrantes tentou definir o que é a extensão, para Sandra de Deus, essa atividade é um preceito formativo da universidade. “A extensão é uma ação transformadora, uma ação dialógica e é o braço político da universidade na sociedade. Mas, além disso, o ambiente acadêmico envolve a formação de pessoas, ensino e pesquisa, essa tríade é indissociável, elas caminham juntas. Por isso, no futuro, queremos que a extensão faça parte do currículo de graduação”, diz a pró-reitora de Extensão.

Texto e fotos: Iarema Soares

Share this:

Tags:

Notícias relacionadas:

Av. Paulo Gama, 110 - Reitoria, 5° andar - Bairro Farroupilha - Porto Alegre - Rio Grande do Sul - CEP: 90040-060

prorext@prorext.ufrgs.br - +55 51 3308.3374 (Atendimento: 8h-12h e 14h-18h)