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A presença da UFRGS na Noite dos Museus de 2022

Foto: Reprodução Museu da UFRGS

Acredite se quiser, mas existe uma ligação entre a Guerra dos Titãs e a palavra “museu”. De acordo com a mitologia grega, com a vitória de Zeus e seus irmãos após uma intensa batalha contra os titãs, era necessário que tal conquista jamais fosse esquecida. Nesse sentido, nove musas surgiram. Provenientes do relacionamento de Zeus com Mnemosine, a deusa da memória, elas eram responsáveis por inspirar a criação científica ou artística.

As musas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhadas pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Seu templo era o Museion, termo que deu origem à palavra museu nas diversas línguas indo-europeias como local de cultivo e preservação das artes e ciências. Logo, o espaço que hoje reúne públicos das mais variadas idades, tem sua origem interligada à mitologia grega.

A Noite dos Museus

Em meio a uma noite fria porto-alegrense, risadas, conversas e luzes coloridas irão movimentar as ruas após dois anos de ausência. No dia 21 de maio, a Noite dos Museus retornará, abrindo as portas de 20 museus ao longo da cidade com entrada franca para todos os públicos. O projeto, que tem como objetivo aproximar a população da cultura, oferecerá atividades musicais, cênicas, literárias e de artes visuais, além de uma programação de palestras, debates e workshops.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul também estará presente na Noite. O Planetário e o Museu da UFRGS confirmaram presença no evento que busca promover encontros e trocas da população gaúcha com a cultura e a arte.


O Museu da UFRGS

O Museu da UFRGS, criado em 1984, é um museu universitário multidisciplinar que nasceu com o objetivo de pesquisar, difundir e valorizar o patrimônio cultural da Universidade, além de estabelecer parcerias com outras instituições científico-culturais. As exposições, projetos e ações educativas são dirigidas para todos os públicos e abordam pesquisas e discussões desenvolvidas na universidade. Ao longo de sua história, o Museu da UFRGS nunca teve uma exposição permanente de seu acervo, produzindo variadas exibições com temáticas diferentes. 

“O museu ficou, no senso comum, como um lugar de coisas antigas. Mas nele tu resgata as coisas (…) para o agora e para o futuro. O museu é um espaço de futuro também”, diz José Francisco Flores, o Zeca, que atua há 5 anos no setor educativo do Museu da UFRGS. Para ele, um ambiente que comumente é visto pelo população como um arquivo de objetos pré-históricos, na verdade, é um local de desafios e descobertas, que nos provoca. Ser uma ferramenta de intervenção que estimula a reflexão e a reapropriação do patrimônio, contribuindo para o autodesenvolvimento do cidadão e da comunidade é um dos objetivos do Museu da UFRGS. A Instituição atua com três eixos transversais de trabalho:

  • Memória e Patrimônio Cultural, como bens pertencentes a toda a humanidade e que devem ser preservados em função da relação que mantêm com as identidades culturais e potencial contribuição para o sentimento de pertencimento a um grupo social;
  • Interculturalidade, como proposta pedagógica para trabalhar com diferentes culturas, grupos sociais e sujeitos na busca do desenvolvimento de relações de cooperação, respeito e diálogo entre diversidades culturais;
  • Educação como metodologia para reconhecimento e a valorização da diversidade cultural e que pressupõem uma reeducação das relações étnico-raciais para além da escolarização.

“Os museus são espaços vivos e de inovação. São laboratórios onde podemos experimentar combinação de ideias. É através do encontro que se produz transformação.”

Pedro Pereira Leite | Foto: Eduarda Hurieh

O Planetário Professor José Baptista Pereira:

Foto: Gustavo Diehl | Secom-UFRGS

Criado em 1972, o quase quinquagenário Planetário da UFRGS homenageia em seu nome o professor de Engenharia, José Baptista Pereira, pelo seu trabalho em prol da astronomia no Rio Grande do Sul. Vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, tem como objetivo a divulgação do conhecimento científico. Atualmente sua equipe é composta por uma docente, quatro servidores técnico-administrativos e sete bolsistas.

Sua origem tem uma história um tanto curiosa, já que beneficiou-se de um acordo comercial entre o Brasil e a antiga Alemanha Oriental que possibilitou o envio de aparelhos de alta tecnologia, tendo como objeto de destaque o projetor Spacemaster da Zeiss (ainda em pleno funcionamento na cúpula de 12 metros do prédio).

Desde 11 de novembro de 1972, o Planetário já recebeu mais de um milhão de pessoas em meio século. Mais de 100 programas foram produzidos por sua equipe. Considerado um ambiente intercultural, é capaz de transportar o público pela infinitude do céu estrelado enquanto divulga ciência, cultura e arte.

A volta da Noite dos Museus em 2022 foi capaz de proporcionar um evento importante para o Planetário. No dia 21 de maio, será a primeira vez que o espaço reabrirá suas portas para a visitação do público desde o início da pandemia. Segundo a diretora, Alejandra Daniela Romero, os participantes conhecerão um pouco mais da história do local durante a noite festiva, além de aproveitarem os shows musicais que acontecerão dentro e fora do ambiente de divulgação de astronomia. 


Para mais informações sobre o evento, acesse as redes sociais da Noite dos Museus:

Eduarda Hurieh e Júlia Urias Gonsales
Núcleo de Divulgação da PROREXT

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