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Ação de extensão da UFRGS divulga 25 lugares da memória operária em Porto Alegre

Região do Parque Moinhos de Vento já foi tema das postagens – Imagem: “O Prado de Porto Alegre”, quadro de Pedro Weingärtner, 1922

A ação de extensão oferecido pela Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Caminhos Operários em Porto Alegre, realiza em 2022, em homenagem aos 250 anos de Porto Alegre, uma série de publicações sobre 25 lugares de memória operária na capital gaúcha. A primeira postagem, feita no dia 24 de março, abordou a história da Praça da Alfândega, depois, vieram outros como a Casa de Azulejos da Rua dos Andradas e a Sociedade Italiana do Bonfim.

Um dos locais já retratados foi a região do Parque Moinhos de Vento, que, entre o final do século XIX e o começo do século XX, era uma vasta área de campos e matos, ocupada pelo Prado Independência e pelos matos pertencentes à família Mostardeiro. Durante esse período, essa região da cidade foi um dos espaços preferidos para o recreio dos militantes operários e de suas famílias, normalmente, ao final de grandes manifestações públicas. O Arrabalde dos Moinhos de Vento ficava próximo do primeiro bairro industrial de Porto Alegre (Floresta), se tornando um destino dos passeios de socialistas e socialdemocratas.

Na publicação de hoje, dia 12, a postagem trata da Casa de Josef Winge, na Tristeza. Ao longo dos anos, Josef Winge se destacou pelo esforço em desenvolver técnicas de aperfeiçoamento agrícola, se correspondendo com entidades do exterior e procurando difundir suas ideias entre os moradores da região. Winge teve atuação na vida associativa, pois foi um dos responsáveis pela organização dos camponeses do Bairro. Em 1910, ele fundou, junto com outros agricultores, o Syndicato Agrícola da Tristeza, que logo no primeiro ano angariou 75 associados.

O curso Caminhos Operários é coordenado pelo historiador Frederico Duarte Bartz, que trabalha como Técnico em Assuntos Educacionais na Biblioteca da Faculdade de Arquitetura. Desde o ano de 2019, o projeto divulga informações sobre a memória da classe trabalhadora na sua página no Facebook. De acordo com Bartz, a história da classe trabalhadora, especialmente de seus lugares de organização e mobilização, sempre foi pouco conhecida pelo grande público. As postagens têm como objetivo divulgar essas informações para que essa memória seja valorizada.

Mais informações na página www.facebook.com/CaminhosOperarios.

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