Foto: Isadora Garcia
Notícia 19 outubro, 2018

Educação como ação política foi o eixo do Encontro de Extensão

Convidado para focalizar o Encontro de Extensão deste ano, o professor Humberto Tommasino, da Universidad de La Republica (Uruguai), apresentou o tema “Desafíos de La Extensión Critica En Tiempo de Crisis”. O uruguaio destacou a importância de definir qual base de trabalho adotar, enfatizando que a Extensão somente se realiza quando praticada junto aos setores subalternizados da sociedade. Ressaltou a importância de um trabalho interdisciplinar no qual “todos aprendem, todos fazem, todos ensinam”. De acordo com o docente, toda educação é político-ideológica, e a extensão, mais ainda.

Logo após, Tommasino elencou os desafios da proposta interdisciplinar com foco nos povos subalternizados, tendo na extensão crítica uma forma generalizada de aprendizagem dos estudantes, não sem antes realizar a construção de diálogos de saberes. O professor trouxe o exemplo da UFRGS onde pouco mais de 5% dos estudantes participam de ações de extensão. Tommasino frisou que os alunos extensionistas “devem motivar seus colegas a virem junto para a Extensão”, citando também a fala da Pró-Reitora, Sandra de Deus, que sugere que os professores devem “encantar” os alunos, trazendo a extensão para dentro da disciplina.

Criar condições estruturais e superestruturais para a integridade do desenvolvimento dos estudantes nas ações, com planos de estudos e programas integrais em territórios de prática, é a necessidade logística defendida pelo professor uruguaio. Outro eixo essencial do fortalecimento da Extensão, passa pela reformulação da tarefa docente, reunindo Ensino-Pesquisa-Extensão. Enfatizou a necessidade de se definir qual a função pública do professor, de maior participação social, e lembrou que as grandes reformas universitárias na América Latina, foram feitas pelos estudantes. A participação junto aos movimentos sociais também foi ressaltada.

Quando da abertura para perguntas a Tommasino, as questões foram desde os conflitos entre academicismo e extensão, a necessidade de avançar no tripé com funcionários, alunos e professores, e a maior integração e escuta junto aos movimentos sociais. Como encerramento, o professor Humberto Tommasino deixou o seguinte pensamento do Manifesto Liminar de 1918: “As dores que ficam são as liberdades que faltam”.

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