Notícia 16 dezembro, 2015

Evento discute fluxos migratórios no Oriente Médio

O Grupo de Assessoria a Imigrantes e a Refugiados (Gaire/Saju), em parceria com o Centro Estudantil de Relações Internacionais, promovem, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o eventoMigrações e Oriente Médio. Voltadas a profissionais e estudantes de Relações Internacionais, Direito, História, Ciências Sociais, Comunicação Social e áreas afins, as atividades ocorrem no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS durante as manhãs do dias 15, 16 e 17.

A proposta é discutir os atuais fluxos migratórios no Oriente Médio, suas origens e consequências, que revelam questões de ordem sociocultural, econômica e política, ocupam destaque na mídia, alardeiam movimentos sociais de defesa dos direitos humanos e tornam-se objeto de pesquisa científica de inúmeras áreas.

No primeiro dia do evento será realizada uma breve contextualização sobre migrações e sobre a situação atual política e geográfica do Oriente Médio. O segundo dia será voltado à situação da Síria, país de origem da maior parte dos refugiados. E no último dia será discutido o contexto histórico e geopolítico da Palestina.

O evento é gratuito, mas certificados de 12 horas complementares podem ser solicitados ao custo de cinco reais. Não é necessário se inscrever previamente. Mais informações na página do evento no Facebook ou pelo e-mail gaireprojetos@gmail.com .

Confira a programação completa:

15/12 – Migrações e o contexto do Oriente Médio

8h30

Laura Madrid Sartoretto – Direito UFRGS – mestranda em Direito Internacional Público, pós-graduada em Direito Internacional Público pela University College London (UCL), advogada do Grupo de Assessoria a Imigrantes e a Refugiados (Gaire) e membro da Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFGRS.
Súmula: refúgio, migração forçada e asilo; compreensão histórica e atual da proteção dos refugiados no âmbito internacional, regional (Europa e América Latina) e nacional; o Sistema Europeu Comum de Asilo e a “armadilha de Dublin”; o refugiado no Brasil: histórico e situação atual; histórico da criação e atuação do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) e pessoas de interesse do ACNUR; relação entre o Direito Internacional Humanitário com o Direito Internacional dos Refugiados; conflitos internacionais que geram fluxos forçados de pessoas e as missões humanitárias.

Aline Passuelo – doutoranda e mestre em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia/UFRGS, socióloga voluntária no Gaire.
Súmula: Reflexões sobre os campos de refugiados no Oriente Médio – a partir do mapeamento e descrição do funcionamento de campos de refugiados, fazer uma reflexão acerca deste espaço enquanto um lócus privilegiado de produção de sujeitos apartados do acesso a um Estado nacional. Abordar os campos de refugiados palestinos que estão no Líbano, que apesar de vários se localizarem nas cidades do país, não garantem acesso a direitos mínimos e a políticas públicas e serviços. Desta forma, o questionamento que guia a exposição é: como estruturas criadas para abrigar emergencialmente deslocados forçados acabam se configurando como o lugar de estar no mundo para milhares de sujeitos?

10h – Intervalo

10h30 – Luiz Antonio Araújo – Graduado em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Santa Maria (1987) e mestre em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2013). Atua como editor no jornal Zero Hora, do Grupo RBS. Professor do Curso de Comunicação da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).
Súmula: o processo que desencadeou a primavera árabe. Por que lá e por que naquele momento? Aspectos sociais e econômicos da Tunísia, Síria, Líbano e Egito em 2011. Experiência como repórter durante a primavera árabe. Por que as consequências foram tão distintas nos diferentes países da primavera árabe? A ascensão do Estado Islâmico – olhar atual e perspectivas.

16/12 – Síria
8h30 – Willian Moraes Roberto – Relações Internacionais UFRGS / Pesquisador do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (Nerint)
Súmula: A guerra na Síria se estende para seu quinto ano enquanto consolida-se como a maior catástrofe humanitária do século XXI. Diversos são os motivos responsáveis pela continuidade do conflito, que se encontra perpassado por diversos interesses de uma grande quantidade de atores. A palestra “A guerra na Síria: aspectos políticos e estratégicos” procura apontar como se deu a evolução da crise síria, explorando os diferentes conflitos de interesses que perpassam essa guerra e que a sustentaram por tanto tempo. Ademais, além de abordar tais pontos, pretende-se também explorar as atuais perspectivas de encerramento desta guerra.

10h – Intervalo

10h30 – Bruna Kadletz – Organização LIVED – Mestre em Sociologia pela Universidade de Edimburgo, coordena o projeto “Aprendendo a Voar” que, através de eventos educativos, promove integração social e cultural de refugiados as comunidades hospedeiras.
Súmula: Vidas em Refúgio – A imagem do pequeno Aylan Kurdi, encontrado sem vida nas margens do continente Europeu, trouxe a consciência coletiva do ocidente à situação desesperadora na qual os refugiados Sírios se encontram. Entretanto, o recente ataque terrorista em Paris associa imagens de terroristas com refugiados Sírios, incitando uma narrativa xenofóbica. A palestra “Vidas em Refúgio” visa humanizar a questão dos refugiados que fogem do conflito armado na Síria, desconstruindo representações parciais que os retratam como uma ameaça à ordem ocidental. Para enriquecer a palestra, exibiremos o curta “Aprendendo a Nadar” que documenta o dia-a-dia de crianças Sírias no campo de refugiados Zaatari.

17/12 – Palestina
8h30
Frente Gaúcha de Solidariedade ao Povo Palestino/Comitê
Solidário aos Povos do Curdistão – RS

10h – Intervalo

10h30min – Professor Christian da Camino Karam – Historiador, mestre em
História Econômica FFLCH/USP.
Súmula: Oriente Médio: do fim da Guerra Fria ao “Inverno Árabe” – (1991-2015) – após os atentados de 11 de Setembro de 2001, e devido ao fracasso da chamada “Primavera Árabe” e ao agravamento do atual conflito na Síria, a avalanche midiático-eletrônica que nos cerca utiliza expressões como “Islamismo”, “fundamentalismo muçulmano”, “jihad” e “terrorismo” para tratar (geralmente mal) dos problemas políticos e econômicos que afligem o chamado “Oriente Médio”. Porém, a “onda islamista”, surgida nos anos 1970-80 e reelaborada após o fim da Guerra Fria nos anos 1990, deve ser entendida sob uma perspectiva histórica mais ampla, que nos remeta à trajetória dos imperialismos europeu e estadunidense nas sociedades árabes e islâmicas, à formação de seus Estados e elites nacionais e, sobretudo, à ocupação dos territórios palestinos pelo sionismo israelense.

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