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Notícia 7 março, 2019

Exposição reflete sobre história da arte têxtil no estado

No dia 26 de março (terça-feira), às 19h, acontecerá a abertura de A Memória que se Tece – O centro gaúcho da tapeçaria contemporânea (1980-2000), exposição que homenageia a história da arte têxtil no Rio Grande do Sul e o reconhecimento da tapeçaria pelo sistema das artes. O evento ocorrerá na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248, 2º andar — Centro Histórico, Porto Alegre), onde a mostra ficará exposta. A visitação é gratuita.

A exposição teve como ponto de partida a pesquisa acadêmica da aluna Carolina Bouvie Grippa sobre o Centro Gaúcho da Tapeçaria Contemporânea (CGTC), realizada sob a coordenação de Joana Bosak, professora do curso de História da Arte do IA. Criado em 1980, na cidade de Porto Alegre, com mais de duzentas associadas ao longo de duas décadas de atividades, o Centro Gaúcho da Tapeçaria Contemporânea defendeu e popularizou a arte têxtil, que não era reconhecida como arte devido a sua ligação com o artesanato e era considerada somente como “um saber feminino”. Enfrentando preconceitos sociais e estéticos, o CGTC oportunizou momentos de troca sobre o fazer da tapeçaria, planejou diversas exposições no Brasil e no exterior e teve suas ações influenciadas pelo desejo de legitimação da tapeçaria como arte. A mostra A Memória que se Tece – O centro gaúcho da tapeçaria contemporânea (1980-2000) resgata e reafirma este projeto de legitimação.

Estarão expostas obras de 17 mulheres artistas, entre elas Zoravia Bettiol, Renata Rubim e Eleonora Fabre. A visitação ocorrerá de 27 de março a 26 de abril, das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira.

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