Imagem: Divulgação
Notícia 5 novembro, 2018

ILEA/UFRGS promove conferência sobre Abdias Nascimento

Nesta quarta-feira (7), às 14h, o Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (ILEA) promove a conferência Abdias Nascimento entre a negritude e o pan-africanismo: as experiências do exílio (1968 – 1981). O evento integra o Ciclo de Conferências de Estudos Avançados e faz parte da programação do Novembro Negro na UFRGS. A atividade é aberta ao público, gratuita e ocorre no ILEA (Av. Bento Gonçalves, 9500 – Prédio 43.322 – Campus do Vale). As inscrições devem ser feitas no local.

Antonio Donizete Fernandes é um dos palestrantes do evento. Graduado em Ciências Sociais (UNESP), é especializado em Saúde Pública (USP) e tem mestrado e doutorado em Ciências Sociais (UNESP). Atualmente é professor no Centro de Ciências Humanas e da Educação da Universidade do Norte do Paraná. Tem experiência nas áreas de conhecimento de Sociologia e Antropologia, com foco em temas relacionados a prática pedagógica, relações étnico-raciais, religiões de matriz africana e saúde do trabalhador.

Junto a ele como palestrante está José Rivair Macedo, professor no Departamento de História da UFRGS. É graduado em História (UMC) e doutorado em História Social (USP). Também é coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Indígenas e Africanos da UFRGS (NEAB) e Coordenador da Rede Multidisciplinar de Estudos Africanos do Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados. Rivair tem experiência em História com ênfase em História das Sociedades Africanas Antigas, atuando principalmente em formações sociais man mandinga e songai (séculos XIII-XVI) e tendências de abordagem da africanologia. O professor produziu um documentário relacionado ao evento, confira: https://goo.gl/UjVmTQ.

Abdias do Nascimento nasceu em Franca (São Paulo) em 1914. Ator, diretor e dramaturgo, era também militante da luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra. Foi o responsável pela criação do Teatro Experimental do Negro (TEN), que atuou no Rio de Janeiro entre 1944 e 1968 e se tornou a primeira companhia a promover a inclusão do artista afrodescendente no panorama teatral brasileiro. Devido à perseguição política, em 1968, Nascimento partiu para um exílio que durou 13 anos. Com a dissolução do TEN, deixou de trabalhar no teatro, e sua militância ganhou outras direções. Fora do Brasil, atuou como conferencista e professor universitário, publicando uma série de livros de denúncia de discriminação racial. Abdias do Nascimento faleceu no Rio de Janeiro em 2011.

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