Imagem: Divulgação
Notícia 28 agosto, 2017

Projeto coordenado por professora da UFRGS é premiado pelo Iphan

A 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), divulgou as ações vencedoras após reunião realizada pela Comissão Nacional de Avaliação nos dias 21 e 22 de agosto, em Brasília. Dentre as atividades contempladas, divididas em quatro categorias, esteve o projeto “Arquivo e Testemunho: Acervo da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Porto Alegre (RS)” da UFRGS, premiado na Categoria I – Iniciativas de excelência em técnicas de preservação do Patrimônio Cultural.

Coordenado pela professora Tania Mara Galli Fonseca, o projeto se destacou por preservar, organizar e classificar as obras e documentos que compõem o Acervo de Imagens do Inconsciente da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Na premiação, compartilhada com outra ação do estado de Minas Gerais, a iniciativa alcançou relevância por catalogar o acervo da instituição, além de disponibilizar todo o material reunido ao público. A atual edição do PRMFA homenageou os 80 anos do Iphan, uma das mais antigas organizações públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina.

“Arquivo e Testemunho: Acervo da Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Porto Alegre (RS)” é uma atividade de pesquisa e extensão desenvolvida desde 2000 junto à Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro. É responsável, junto à psicóloga-coordenadora da oficina, Bárbara Neubarth, pela criação de um acervo para fins de salvamento e guarda dos trabalhos expressivos (pinturas, desenhos, bordados e escritas) realizados por pacientes residentes ou não no Hospital.

Criada em 1990, no advento da Reforma Psiquiátrica do Rio Grande do Sul, a Oficina de Criatividade constituiu um dispositivo de expressão para os sujeitos portadores de sofrimento mental, manifestando-se como uma via comunicacional e de inclusão social para os mesmos. Seu acervo, hoje, reúne mais de 200 mil obras, cujo conjunto representa um inédito e incomum patrimônio cultural do estado relativo à loucura: “seu teor, feito ao longo dos anos e a cada dia por milhares de vozes e gestos anônimos, se mostra transdisciplinar, podendo vir a ser explorado por diversos pontos de vista do conhecimento, seja o da Psicologia e da Psicanálise, das Artes, da História, da Antropologia, da Museologia e da Arquivologia e da Arquitetura”, aponta Tania.

O projeto tem sido viabilizado graças ao fomento proporcionado pelas Pró-Reitorias de Extensão (PROREXT) e Pesquisa (PROPESQ) da Universidade, por meio do qual foi possível manter um quadro regular de estudantes bolsistas de Iniciação Cientifica e de Extensão. Os participantes da ação, entre os quais também se incluem estudantes voluntários e pós-graduandos, desenvolvem e dão sustentação às atividades de catalogação, armazenamento e digitalização para fins de criação de um banco de imagens a ser disponibilizado para pesquisa. Exposições públicas das obras, eventos científicos e culturais também são promovidos pela iniciativa da professora Tania, bem como teses, dissertações e publicações produzidos a partir dos dados do Acervo. Em relação à premiação, Tania comemora: “sentimo-nos muito alegres com o reconhecimento do Iphan ao nosso trabalho, sendo isto, sem dúvida, um motivo de incentivo para a continuidade de nossa proposta e de nosso sonho”.

 

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