Foto: Alile Dara
Notícia 24 novembro, 2015

Sala Redenção apresenta Kbela: uma experiência audiovisual sobre ser mulher e tornar-se negra

Na próxima sexta-feira, dia 27, às 19 horas acontece na Sala Redenção – Cinema Universitário – sessão especial do filme Kbela (23’, 2015). Após a exibição do filme, participarão do debate Monique Rocco, diretora de produção de Kbela, professora Celina Nunes de Alcântara, coordenadora do curso de Teatro, do Departamento de Arte Dramática da UFRGS e Winnie Bueno, estudante de Direito da UFPel e militante do coletivo Juntos Negras e Negros. A entrada é franca.

Kbela é um curta-metragem experimental realizado de forma colaborativa por mulheres negras sobre mulheres negras. Seja através do cinema ou através dos cabelos, essas mulheres têm em comum a busca por novas possibilidades para narrar suas histórias em diferentes campos onde machismo e racismo são obstáculos a serem superados. Depois de quase três anos de produção, incluindo a refilmagem de todo o material após um assalto, o vídeo experimental estreou no Cine Odeon – Centro Cultural Severiano Ribeiro, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, tendo batido recorde de vendas. Os 550 lugares foram vendidos em apenas cinco dias, o que levou a produção do cinema ao convite para mais um final de semana de exibição.

O processo de produção do filme é baseado nas redes de afeto e da internet – o elenco foi convocado nas redes sociais para garantir a diversidade de personagens que também colaboraram com suas histórias pessoais para o curta. Uma vaquinha online contou com a colaboração de 117 pessoas e arrecadou R$ 5.000 para custear as gravações do filme.

Yasmin Thayná assina roteiro e direção do filme, uma adaptação livre de seu conto Mc K-bela, publicado na coletânea Flupp Pensa – 43 novos autores (Réptil/ Aeroplano, 2012). Construída a partir de memórias afetivas, a história narra a relação da autora com seu cabelo, desde as dolorosas sessões de alisamento químico com sua avó, até o reconhecimento de sua ancestralidade nas raízes do cabelo natural, passando por situações limite de opressão e pelo reconhecimento de importantes círculos de acolhimento. Em 2013, o mesmo conto foi transposto para o teatro em uma cena curta criada especialmente para o primeiro Home Theatre – Festival Internacional de Cenas em Casa.

Fonte: Site da UFRGS

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