Notícia 7 março, 2019

Com apoio da PROREXT, primeiro livro acessível do Projeto Multi é entregue ao Reitor da UFRGS

O Projeto Multi e o Núcleo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível (NIPCA) da PROREXT entregaram na tarde desta quinta-feira (07) ao Reitor da UFRGS, Rui Vicente Oppermann, o primeiro exemplar do livro Como eu vou. A publicação multiformato acessível conta com quatro versões: em braille, audiolivro com audiodescrição (ambas para crianças com deficiência visual), vídeo com contação de história em libras (para deficientes auditivos) e comunicação alternativa (para crianças com deficiência intelectual). A apresentação do exemplar multiformato foi feita pelo coordenador do NIPCA, Eduardo Cardoso, em conjunto com integrantes da equipe técnica do Multi: a educadora e consultora do projeto, Marilena Assis, e as estudantes de graduação Isabelle Bertaco dos Santos e Maria Victória Staggemeier Pasini. Também esteve presente no encontro a Pró-Reitora de Extensão, Sandra de Deus. A apresentação ocorreu no Salão Nobre da Reitoria.

Projeto de longa data na Universidade e iniciativa da professora Cláudia Freitas (FACED), o Multi tem por objetivo desenvolver uma literatura para todos por meio de livros acessíveis em multiformatos. “A iniciativa dos livros é do Multi. Eram livros artesanais, feitos um a um, o que impossibilitava que uma criança pudesse ficar com ele, pois logo ele precisaria ser entregue a outra criança”, explicou Eduardo Cardoso. “Foi aí que iniciou a parceria com a PROREXT e o Núcleo, com o objetivo de possibilitar a produção desses livros numa escala um pouco maior, embora ele continue sendo artesanal”, completou. A impressão, feita na Gráfica da UFRGS, foi de 100 exemplares. A distribuição ocorrerá em escolas que trabalhem com educação especial na perspectiva da educação inclusiva, e será realizada por alunos de pós-graduação da Universidade que realizam o acompanhamento da utilização dos livros pelas crianças.

A versão em braille conta tinta em fonte ampliada com ilustrações coloridas e em relevo. A impressão ocorreu na impressora em braille do Incluir, e os recortes dos materiais táteis foram feitos em laboratórios da Escola de Engenharia e da Faculdade de Arquitetura. Anexo ao livro há um CD, cujo conteúdo reúne o audiolivro com audiodescrição, o vídeo com a contação da história em libras e a versão em comunicação alternativa.

No encontro, Eduardo Cardoso também apresentou ao Reitor um brinquedo desenvolvido pelo projeto Mil Brinquedos, Mil Sorrisos, o qual é adaptado com dois tipos de acionadores artesanais feitos de sucata. O projeto tem como foco produzir brinquedos adaptáveis para crianças com deficiência, em especial as com paralisia cerebral. “É emocionante. A primeira entrega que fiz foi de um carrinho para uma crianças que nunca havia brincado com um brinquedo eletrônico, e não tinha mais quase movimento nenhum”, disse Cardoso. “Este é um projeto que tem muito da dedicação do grupo, de produção artesanal. É isso o que faz a universidade pública”, completou Sandra de Deus.

“Parabéns, é emocionante ver tudo isso”, comemorou Oppermann. “Somos defensores ferrenhos da extensão universitária como expressão da universidade pública com a sua sociedade. Nisso somos imbatíveis. Cada vez mais a sociedade vai demandar das universidades uma postura mais comprometida com ela”, completou.

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