{"id":2101,"date":"2015-12-16T10:17:48","date_gmt":"2015-12-16T13:17:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/protemp\/?p=2101"},"modified":"2024-10-18T13:21:11","modified_gmt":"2024-10-18T16:21:11","slug":"evento-discute-fluxos-migratorios-no-oriente-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/evento-discute-fluxos-migratorios-no-oriente-medio\/","title":{"rendered":"Evento discute fluxos migrat\u00f3rios no Oriente M\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p>O Grupo de Assessoria a Imigrantes e a Refugiados (Gaire\/Saju), em parceria com o Centro Estudantil de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, promovem, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o evento<i>Migra\u00e7\u00f5es e Oriente M\u00e9dio<\/i>. Voltadas a profissionais e estudantes de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Direito, Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias Sociais, Comunica\u00e7\u00e3o Social e \u00e1reas afins, as atividades ocorrem no Audit\u00f3rio da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UFRGS durante as manh\u00e3s do dias 15, 16 e 17.<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 discutir os atuais fluxos migrat\u00f3rios no Oriente M\u00e9dio, suas origens e consequ\u00eancias, que revelam quest\u00f5es de ordem sociocultural, econ\u00f4mica e pol\u00edtica, ocupam destaque na m\u00eddia, alardeiam movimentos sociais de defesa dos direitos humanos e tornam-se objeto de pesquisa cient\u00edfica de in\u00fameras \u00e1reas.<\/p>\n<p>No primeiro dia do evento ser\u00e1 realizada uma breve contextualiza\u00e7\u00e3o sobre migra\u00e7\u00f5es e sobre a situa\u00e7\u00e3o atual pol\u00edtica e geogr\u00e1fica do Oriente M\u00e9dio. O segundo dia ser\u00e1 voltado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da S\u00edria, pa\u00eds de origem da maior parte dos refugiados. E no \u00faltimo dia ser\u00e1 discutido o contexto hist\u00f3rico e geopol\u00edtico da Palestina.<\/p>\n<p>O evento \u00e9 gratuito, mas certificados de 12 horas complementares podem ser solicitados ao custo de cinco reais.\u00a0N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio se inscrever previamente.\u00a0Mais informa\u00e7\u00f5es na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/events\/866659806785592\/?ref=4&amp;action_history=null&amp;source=4\">p\u00e1gina do evento no <i>Facebook<\/i><\/a> ou pelo e-mail <a href=\"mailto:gaireprojetos@gmail.com\">gaireprojetos@gmail.com<\/a> .<\/p>\n<p>Confira a programa\u00e7\u00e3o completa:<\/p>\n<p><strong>15\/12 &#8211; Migra<\/strong><strong>\u00e7\u00f5<\/strong><strong>es e o contexto do Oriente M<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>dio<\/strong><\/p>\n<p><strong>8h30<\/strong><\/p>\n<p><strong>Laura Madrid Sartoretto<\/strong> &#8211; Direito UFRGS &#8211; mestranda em Direito Internacional P\u00fablico, p\u00f3s-graduada em Direito Internacional P\u00fablico pela University College London (UCL), advogada do Grupo de Assessoria a Imigrantes e a Refugiados (Gaire) e membro da C\u00e1tedra S\u00e9rgio Vieira de Mello da UFGRS.<br \/>\n<strong>S\u00famula<\/strong>: ref\u00fagio, migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e asilo; compreens\u00e3o hist\u00f3rica e atual da prote\u00e7\u00e3o dos refugiados no \u00e2mbito internacional, regional (Europa e Am\u00e9rica Latina) e nacional; o Sistema Europeu Comum de Asilo e a &#8220;armadilha de Dublin&#8221;; o refugiado no Brasil: hist\u00f3rico e situa\u00e7\u00e3o atual; hist\u00f3rico da cria\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) e pessoas de interesse do ACNUR; rela\u00e7\u00e3o entre o Direito Internacional Humanit\u00e1rio com o Direito Internacional dos Refugiados; conflitos internacionais que geram fluxos for\u00e7ados de pessoas e as miss\u00f5es humanit\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong>Aline Passuelo<\/strong> &#8211; doutoranda e mestre em Sociologia pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia\/UFRGS, soci\u00f3loga volunt\u00e1ria no Gaire.<br \/>\n<strong>S\u00famula<\/strong>: Reflex\u00f5es sobre os campos de refugiados no Oriente M\u00e9dio &#8211; a partir do mapeamento e descri\u00e7\u00e3o do funcionamento de campos de refugiados, fazer uma reflex\u00e3o acerca deste espa\u00e7o enquanto um l\u00f3cus privilegiado de produ\u00e7\u00e3o de sujeitos apartados do acesso a um Estado nacional. Abordar os campos de refugiados palestinos que est\u00e3o no L\u00edbano, que apesar de v\u00e1rios se localizarem nas cidades do pa\u00eds, n\u00e3o garantem acesso a direitos m\u00ednimos e a pol\u00edticas p\u00fablicas e servi\u00e7os. Desta forma, o questionamento que guia a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9: como estruturas criadas para abrigar emergencialmente deslocados for\u00e7ados acabam se configurando como o lugar de estar no mundo para milhares de sujeitos?<\/p>\n<p><strong>10h &#8211; Intervalo<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>10h30<\/strong> <strong>&#8211; Luiz Antonio Ara\u00fajo<\/strong> &#8211; Graduado em Comunica\u00e7\u00e3o Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Santa Maria (1987) e mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2013). Atua como editor no jornal Zero Hora, do Grupo RBS. Professor do Curso de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).<br \/>\n<strong>S\u00famula<\/strong>: o processo que desencadeou a primavera \u00e1rabe. Por que l\u00e1 e por que naquele momento? Aspectos sociais e econ\u00f4micos da Tun\u00edsia, S\u00edria, L\u00edbano e Egito em 2011. Experi\u00eancia como rep\u00f3rter durante a primavera \u00e1rabe. Por que as consequ\u00eancias foram t\u00e3o distintas nos diferentes pa\u00edses da primavera \u00e1rabe? A ascens\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico &#8211; olhar atual e perspectivas.<\/p>\n<p><strong>16\/12 &#8211; S<\/strong><strong>\u00ed<\/strong><strong>ria<\/strong><br \/>\n<strong>8h30 &#8211; Willian Moraes Roberto<\/strong> &#8211; Rela\u00e7\u00f5es Internacionais UFRGS \/ Pesquisador do N\u00facleo Brasileiro de Estrat\u00e9gia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Nerint)<br \/>\n<strong>S<\/strong><strong>\u00fa<\/strong><strong>mula<\/strong>: A guerra na S\u00edria se estende para seu quinto ano enquanto consolida-se como a maior cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria do s\u00e9culo XXI. Diversos s\u00e3o os motivos respons\u00e1veis pela continuidade do conflito, que se encontra perpassado por diversos interesses de uma grande quantidade de atores. A palestra &#8220;A guerra na S\u00edria: aspectos pol\u00edticos e estrat\u00e9gicos&#8221; procura apontar como se deu a evolu\u00e7\u00e3o da crise s\u00edria, explorando os diferentes conflitos de interesses que perpassam essa guerra e que a sustentaram por tanto tempo. Ademais, al\u00e9m de abordar tais pontos, pretende-se tamb\u00e9m explorar as atuais perspectivas de encerramento desta guerra.<\/p>\n<p><strong>10h &#8211; Intervalo<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>10h30 &#8211; Bruna Kadletz<\/strong> &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o LIVED &#8211; Mestre em Sociologia pela Universidade de Edimburgo, coordena o projeto \u201cAprendendo a Voar\u201d que, atrav\u00e9s de eventos educativos, promove integra\u00e7\u00e3o social e cultural de refugiados as comunidades hospedeiras.<br \/>\n<strong>S\u00famula<\/strong>: Vidas em Ref\u00fagio &#8211; A imagem do pequeno Aylan Kurdi, encontrado sem vida nas margens do continente Europeu, trouxe a consci\u00eancia coletiva do ocidente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o desesperadora na qual os refugiados S\u00edrios se encontram. Entretanto, o recente ataque terrorista em Paris associa imagens de terroristas com refugiados S\u00edrios, incitando uma narrativa xenof\u00f3bica. A palestra \u201cVidas em Ref\u00fagio\u201d visa humanizar a quest\u00e3o dos refugiados que fogem do conflito armado na S\u00edria, desconstruindo representa\u00e7\u00f5es parciais que os retratam como uma amea\u00e7a \u00e0 ordem ocidental. Para enriquecer a palestra, exibiremos o curta \u201cAprendendo a Nadar\u201d que documenta o dia-a-dia de crian\u00e7as S\u00edrias no campo de refugiados Zaatari.<\/p>\n<p><strong>17\/12 &#8211; Palestina<br \/>\n8h30<\/strong> &#8211; <strong>Frente Ga\u00facha de Solidariedade ao Povo Palestino<\/strong>\/Comit\u00ea<br \/>\nSolid\u00e1rio aos Povos do Curdist\u00e3o &#8211; RS<\/p>\n<p><strong>10h &#8211; Intervalo<br \/>\n<\/strong><br \/>\n<strong>10h30min &#8211; Professor Christian da Camino Karam<\/strong> &#8211; Historiador, mestre em<br \/>\nHist\u00f3ria Econ\u00f4mica FFLCH\/USP.<br \/>\n<strong>S\u00famula<\/strong>: Oriente M\u00e9dio: do fim da Guerra Fria ao \u201cInverno \u00c1rabe\u201d &#8211; (1991-2015) &#8211; ap\u00f3s os atentados de 11 de Setembro de 2001, e devido ao fracasso da chamada \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d e ao agravamento do atual conflito na S\u00edria, a avalanche midi\u00e1tico-eletr\u00f4nica que nos cerca utiliza express\u00f5es como \u201cIslamismo\u201d, \u201cfundamentalismo mu\u00e7ulmano\u201d, \u201cjihad\u201d e \u201cterrorismo\u201d para tratar (geralmente mal) dos problemas pol\u00edticos e econ\u00f4micos que afligem o chamado \u201cOriente M\u00e9dio\u201d. Por\u00e9m, a \u201conda islamista\u201d, surgida nos anos 1970-80 e reelaborada ap\u00f3s o fim da Guerra Fria nos anos 1990, deve ser entendida sob uma perspectiva hist\u00f3rica mais ampla, que nos remeta \u00e0 trajet\u00f3ria dos imperialismos europeu e estadunidense nas sociedades \u00e1rabes e isl\u00e2micas, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de seus Estados e elites nacionais e, sobretudo, \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios palestinos pelo sionismo israelense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atividades ocorrem nos dias 15, 16 e 17 de dezembro<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2101","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticia"],"modified_by":"Ramon Moser","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2101\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}