{"id":9230,"date":"2017-10-10T16:27:40","date_gmt":"2017-10-10T19:27:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/protemp\/?p=9230"},"modified":"2024-10-18T14:33:43","modified_gmt":"2024-10-18T17:33:43","slug":"entrevista-especial-eduardo-vieira-cunha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/entrevista-especial-eduardo-vieira-cunha\/","title":{"rendered":"Entrevista especial: Eduardo Vieira da Cunha"},"content":{"rendered":"<p><em>Fot\u00f3grafo, pintor e desenhista, Eduardo Vieira da Cunha \u00e9 professor do Instituto de Artes da UFRGS desde 1985. Na exposi\u00e7\u00e3o \u201cReflexos Partidos\u201d, produzida pela Ponto UFRGS \u2013 Produtos Institucionais e pelo Departamento de Difus\u00e3o Cultural, o artista traz obras que se referem ou refletem sua vis\u00e3o de mundo interior. Eduardo considera este um de seus momentos mais marcantes em sua trajet\u00f3ria na Universidade \u2013 um percurso de mais de 40 anos, incluindo os tempos de estudante. Nesta entrevista, concedida em seu atelier, ele conversa conosco sobre a exposi\u00e7\u00e3o, seu trabalho, a situa\u00e7\u00e3o atual da arte no contexto brasileiro e, claro, relembra tamb\u00e9m suas d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 UFRGS.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_9240\" aria-describedby=\"caption-attachment-9240\" style=\"width: 537px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Eduardo-Vieira-da-Cunha-\u00a9-Divulgacao.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9240\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Eduardo-Vieira-da-Cunha-\u00a9-Divulgacao.jpg\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"537\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Eduardo-Vieira-da-Cunha-\u00a9-Divulgacao.jpg 537w, https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Eduardo-Vieira-da-Cunha-\u00a9-Divulgacao-500x953.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 537px) 100vw, 537px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9240\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Qual o motivo de a exposi\u00e7\u00e3o ter o nome \u201cReflexos Partidos\u201d?<\/strong><br \/>\n\u201cReflexo Partido\u201d tem a ver com a quest\u00e3o de a obra ser uma esp\u00e9cie de um reflexo das coisas, do exterior \u00e0 obra de arte. E tamb\u00e9m um reflexo do pr\u00f3prio artista, daquilo que ele sente. No caso espec\u00edfico dessa exposi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o obras que se referem ou refletem a minha vis\u00e3o do mundo interior e que ficam refletidas, como que projetadas na obra de arte. Por isso, por essa quest\u00e3o reflexiva, que eu escolhi esse t\u00edtulo. O meu trabalho sempre teve a ver com isso, uma esp\u00e9cie de cria\u00e7\u00e3o de um mundo particular, de determinadas coisas que para mim eram importantes ou caras, como o universo infantil, representado nesses brinquedos que aparecem no meu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Essa exposi\u00e7\u00e3o marca tamb\u00e9m um memorial das tuas atividades como professor, de 1985 at\u00e9 hoje. O que falar sobre esse percurso todo?<\/strong><br \/>\nH\u00e1 cerca de duas, tr\u00eas semanas, apresentei l\u00e1 meu memorial descritivo desse per\u00edodo. Para mim, foi uma esp\u00e9cie de um retorno a tudo que eu fiz na Universidade nesse tempo, mais de 30 anos. A UFRGS representa muito pra mim nesse sentido, porque eu comecei aqui muito jovem, desde estudante, em 1974, quando ingressei no curso de Artes Visuais (Artes Pl\u00e1sticas naquela \u00e9poca). E depois como professor&#8230; ent\u00e3o, j\u00e1 s\u00e3o mais de 40 anos convivendo no Instituto de Artes e na Universidade. Para mim, este \u00e9 um momento muito importante, continua sendo, e \u00e9 uma esp\u00e9cie de quase que um fechamento de uma carreira na Universidade. Eu prezo muito essas exposi\u00e7\u00f5es na UFRGS por me deixarem mais perto da comunidade acad\u00eamica, por poder mostrar meu trabalho para as pessoas que circulam aqui e tamb\u00e9m poder, de alguma maneira, reviver todos esses anos dedicados \u00e0 Universidade. J\u00e1 participei da comiss\u00e3o de gradua\u00e7\u00e3o, de alguns outros cargos tamb\u00e9m, e atualmente sou coordenador da Comiss\u00e3o de Pesquisa do Instituto de Artes.<\/p>\n<p><strong>Nesses quarenta e poucos anos, tem algum momento que tu consideras mais marcante?<\/strong><br \/>\nAcho que o mais marcante foi aquela exposi\u00e7\u00e3o \u201cPercurso do Artista\u201d (promovida em 2012 pelo Departamento de Difus\u00e3o Cultural). Ali foi algo muito importante&#8230; E tamb\u00e9m as possibilidades que a Universidade me deu de fazer o Mestrado e, mais tarde, o Doutorado fora do pa\u00eds. Poder ir l\u00e1 estudar, ter uma outra viv\u00eancia e trazer esse aprendizado, transmiti-lo para os alunos.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>Nos dias de hoje, em tempos dif\u00edceis, \u00e0s vezes parece que a arte fica em terceiro plano. Mas, na verdade, \u00e9 nesses momentos que a gente precisa da arte, para poder ver as coisas de uma outra maneira, encontrar caminhos<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Como \u00e9 ver e poder participar do projeto Ponto UFRGS, com obras tuas estampando cadernos e outros produtos institucionais da Universidade?<\/strong><br \/>\nEu acho que \u00e9 uma quest\u00e3o de colocar a obra noutra superf\u00edcie, porque \u00e0s vezes o pr\u00f3prio quadro, a pintura que eu fa\u00e7o, acaba indo para as casas de determinadas pessoas, ou para uma galeria, uma coisa assim. Muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 esse acesso direto que existe em um produto, algo que vai para casa das pessoas tamb\u00e9m, mas de outra maneira. Acho legal isso, \u00e9 bom ter essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Estamos vivendo tempos muito turbulentos. Qual o papel da arte no tempo atual? Quais tu consideras os mais importantes?<\/strong><br \/>\nA arte tem um papel pol\u00edtico. At\u00e9 mesmo esse deslocamento da arte pra outros tipos de superf\u00edcie ou de lugar como, por exemplo, esses produtos, \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica, pois a arte vai sair do espa\u00e7o dela e ocupar outro tipo de espa\u00e7o. Nos dias de hoje, a arte, serve como uma esp\u00e9cie de reflex\u00e3o sobre o que est\u00e1 acontecendo. Como diz o t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o, a arte \u00e9 uma esp\u00e9cie de um espelho daquilo que nos circula. Nos dias de hoje, em tempos dif\u00edceis, de turbul\u00eancias, principalmente na economia e na pol\u00edtica, no momento atual do Brasil, \u00e0s vezes parece que a arte, por ser algo, digamos assim, \u201csup\u00e9rfluo\u201d, parece que fica em terceiro plano. Mas, na verdade, \u00e9 nesses momentos que a gente precisa da arte, para poder ver as coisas de uma outra maneira, encontrar caminhos. As pessoas consomem arte porque gostam e querem levar pras suas casas. Atualmente, se torna ainda mais dif\u00edcil viver desse tipo de arte que eu fa\u00e7o, por exemplo, a pintura de cavalete, que \u00e9 voltada para a pessoa ter em casa um quadro. No meu caso, como eu tenho outra ocupa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a Universidade e o ensino, isso n\u00e3o me atinge tanto, mas eu fico pensando em outros artistas, que vivem disso, e vejo que o mercado de arte fica muito encolhido, porque as pessoas n\u00e3o tem mais dinheiro pra comprar arte. Nesses momentos, eu acho que \u00e9 importante a arte encontrar outros canais poss\u00edveis pra atingir um p\u00fablico. A gente vive hoje uma grande revolu\u00e7\u00e3o na quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, por exemplo, a comunica\u00e7\u00e3o digital, toda essa revolu\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<blockquote>\n<h3>A arte \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 a maneira como os artistas representam suas inquietudes. Com todas essas redes sociais e com todas as possibilidades que o meio digital permite, a arte pode ter um alcance muito maior<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Isso influencia nas artes tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nClaro&#8230; A arte \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 a maneira como os artistas representam suas inquietudes. Com todas essas redes sociais e com todas as possibilidades que o meio digital permite, a arte pode ter um alcance muito maior. Uma maneira de, digamos assim, substituir esse antigo padr\u00e3o da pintura tradicional de cavalete \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o desses novos canais, das redes sociais. Para mim, isso modificou muito a inser\u00e7\u00e3o e o conhecimento da obra. E mesmo o aspecto cr\u00edtico, de como a obra de arte vai se comportar nesses momentos de forma mais cr\u00edtica, mais sutil, n\u00e3o t\u00e3o direta. Agora, tivemos toda essa pol\u00eamica recente envolvendo a exposi\u00e7\u00e3o Queer Museum, que mostrou isso, o aspecto pol\u00edtico da arte. A arte tem seu papel em determinados momentos, e esse \u00e9 um reflexo disso. Mesmo uma discuss\u00e3o pol\u00edtica envolvendo a arte, com as redes sociais e com a difus\u00e3o disso, adquire outro sentido, que talvez n\u00e3o tivesse sem isso. Ent\u00e3o \u00e9 importante a gente pensar no papel da arte, hoje, nesses tempos de desmaterializa\u00e7\u00e3o da imagem, de possibilidade de transporte dela de outra maneira, de um lugar pra ouro, de instantaneidade da imagem. Mas sempre tem essa quest\u00e3o da presen\u00e7a f\u00edsica da obra, a pintura tem essa coisa da mat\u00e9ria, do f\u00edsico. E, nesse mundo digital, ela perde isso. Mas, enfim, acho que uma exposi\u00e7\u00e3o como essa, tradicional, embora digam que a pintura tenha morrido (risos), \u00e9 importante. As pessoas, quando est\u00e3o na frente da obra, podem ver de perto, ter uma rela\u00e7\u00e3o com ela que n\u00e3o teriam na rede social.<\/p>\n<p><strong>Como a tua atua\u00e7\u00e3o como professor nesses anos todos interferiu, se \u00e9 que interferiu, na tua arte, na arte do Eduardo?<\/strong><br \/>\nA atividade docente \u00e9 uma atividade de troca: convivo com alunos por todo esse tempo, h\u00e1 quarenta anos. O trabalho que eu fa\u00e7o em atelier \u00e9 mais de pesquisa, sobre os materiais, a pr\u00f3pria pintura em si, o processo de pintura. E isso eu transmito pros alunos. Em contrapartida, recebo deles outro tipo de informa\u00e7\u00e3o, outras quest\u00f5es&#8230; ent\u00e3o, \u00e9 um processo de retroalimenta\u00e7\u00e3o. Transmitimos alguma coisa para os alunos, um projeto de pesquisa nosso particular, e eles nos transmitem algumas coisas que s\u00e3o as inquieta\u00e7\u00f5es. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o uma esp\u00e9cie de espelho do mundo. Essa quest\u00e3o de espelho tamb\u00e9m tem a ver com a atividade do artista e professor, do artista docente, que passa os conhecimentos que adquire na sua vida de pesquisador e recebe tamb\u00e9m muitas coisas dos alunos. Pode ser alguma coisa abstrata, que eu n\u00e3o vou saber dizer exatamente o que \u00e9, mas essa viv\u00eancia do dia a dia com os alunos recebe muita coisa. Isso acaba se refletindo no processo da obra.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>Transmitimos alguma coisa para os alunos, um projeto de pesquisa nosso particular, e eles nos transmitem algumas coisas que s\u00e3o as inquieta\u00e7\u00f5es. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o uma esp\u00e9cie de espelho do mundo<\/h3>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Passada essa exposi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 teu presente, o que tu est\u00e1s planejando para o futuro? Tem alguma coisa em mente?<\/strong><br \/>\nContinuo sempre aqui na atividade de atelier, na pesquisa e no trabalho. Eu tenho, esse ano, ainda mais uma exposi\u00e7\u00e3o al\u00e9m dessa na UFRGS, mas o meu projeto \u00e9 esse: continuar fazendo o que eu sempre fiz aqui. Utilizar o atelier como uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio, embora eu tenha, tamb\u00e9m, me interessado nos \u00faltimos tempos mais por essa quest\u00e3o das imagens num\u00e9ricas, do digital, explorando tamb\u00e9m essas possibilidades. Porque pintura \u00e9 uma coisa \u00fanica, uma pe\u00e7a \u00fanica, em princ\u00edpio, e que demora pra ser feita. \u00c0s vezes demora um m\u00eas para fazer um quadro. No fim, esse quadro vai l\u00e1 para a casa das pessoas, como algu\u00e9m que me compra eventualmente um quadro, e vai pra uma galeria ou museu e acaba ficando restrito. Ent\u00e3o, essas outras possibilidades, como esse projeto da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, \u00e9 uma possibilidade de expans\u00e3o desses limites da arte, de sair um pouco desse assunto muito fechado, essa rela\u00e7\u00e3o entre o artista e aquele que recebe, por assim dizer, o observador. Eu tenho entrado um pouco mais nisso, trabalhado no meio digital, difundindo meu trabalho por meio das redes sociais, e isso tem tamb\u00e9m me oferecido novas possibilidades. Tenho tamb\u00e9m participado bastante de encontros com alunos, n\u00e3o apenas da Universidade, mas de primeiro e segundo grau. Os que me chamam pelo meu trabalho tem certa empatia, um p\u00fablico mais puro. Eu acho que essa inser\u00e7\u00e3o na web ajuda muito nisso, a expandir, tornar mais conhecido o trabalho. \u00c9 por a\u00ed mais ou menos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professor do Instituto de Artes inaugurou no \u00faltimo dia 02\/10 a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Reflexos Partidos&#8221;, promovida pela Ponto UFRGS &#8211; Produtos Institucionais e pelo Departamento de Difus\u00e3o Cultural<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":9024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-9230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia"],"modified_by":"Ramon Moser","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9230\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}