Máquina de ensinar de Skinner – 8

Fragmento de: Skinner, B. F. Tecnologia do Ensino. São Paulo: Herder e Edusp, 1972.
Tradução: Rodolpho Azzi

Capítulo IV – A Tecnologia do Ensino. Este capítulo foi apresentado em forma de conferência recapituladora no Royal Society de Londres em novembro de 1964 e publicado no Proceedings of the Royal Society, B, 1965, vol 162, pp. 427-443.

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Figura 11
Figura 11. Máquina para ensinar a “pensar musicalmente”. A máquina toca notas isoladas, intervalos, melodias, etc. As teclas podem ser iluminadas para indicar o conjunto do qual a escolha correta deve ser feita. Teclas incorretas ficam mudas. Correspondências corretas podem ser adicionalmente reforçadas através da operação do “alimentador” em cima da máquina que provê balas, moedas ou fichas.

Uma outra máquina foi concebida, na qual a criança aprende a “pensar musicalmente”. A criança tem acesso a um pequeno teclado, no qual uma seleção de teclas ainda menor pode estar indicada (Fig. 11). Num dos arranjos, o artefato produz um tom, e a criança deve bater na tecla que produz um tom na mesma altura. Só a tecla correta produz a nota. Em outra disposição, a máquina produz uma ou duas notas e indica duas teclas. A criança responde à tecla adequada. De início, as notas são bem diferentes, mas aproxima-se uma da outra à medida que a criança aprende a reproduzi-las tocando a tecla certa. O artefato pode ensinar intervalos, melodias, etc.

Outra espécie de programação preocupa-se em colocar o comportamento sob o controle de estímulos. Poder-se-ia determinar a sensibilidade do rato a sons de diferentes alturas, reforçando as respostas emitidas a uma altura do som e extinguindo as emitidas na presença de outra. É possível também evitar extinção; o organismo adquire a discriminação sem fazer nenhum “erro”.

Importante: os grifos são nossos.

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