Jorge Luis Borges e Machado de Assis – APPOA


Selo comemorativo ao Ano Nacional
Machado de Assis (Ministério da Cultura – Minc)

Seminário – Leituras:

JORGE LUIS BORGES E

MACHADO DE ASSIS

Dia: 23 de outubro (quinta-feira)

Hora: 19h30min

Local: Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Rua Faria Santos, 258)

O Borges contista surgiu após uma longa trajetória na poesia e no ensaio. Com seus contos traduzidos para o francês, foi reconhecido como um grande escritor. O sucesso conquistado na França, centro intelectual da Europa, repercutiu em todo o mundo ocidental; daí por diante, Borges foi reconhecido como um grande escritor, inclusive na Argentina. Para a última edição do Seminário – Leituras deste ano, o escritor e professor de literatura Luis Augusto Fischer escolheu os contos O Aleph e Emma Zunz, do livro O Aleph, e Funes, o memorioso e O Sul, do livro Ficções, escritos nos anos 40.

“Mesmo escrevendo ficção, Borges continua um pensador, mantendo uma dimensão filosófica ao contar suas histórias”, salienta Fischer. Naquela época, o gênero de prestígio era o romance, o conto tinha ficado para trás. Então, havia uma novidade em um escritor ser reconhecido por seus contos. “Era como se ele tivesse renovando o gênero inteiro, inclusive na França”, observa o professor.

Fischer avalia os quatro contos selecionados como absolutamente perfeitos do ponto de vista formal: “Além de tudo, abordam temas característicos do mundo moderno”. Funes, o memorioso discute a memória e o conhecimento. O Aleph trata, entre outros assuntos, da condição cultural periférica. Emma Zunz é um conto policial que, ao mesmo tempo, envolve a questão feminina. E O Sul contrapõe a condição de ser moderno e cosmopolita à busca de uma identidade nacionalista. “Fala de algo muito próximo da cultura do gaúcho”, finaliza.

Para que os participantes possam acompanhar melhor a leitura, fica a sugestão que cada um leve seu livro ou busque na secretaria da APPOA as cópias dos textos a serem discutidos. O Seminário – Leituras: Jorge Luis Borges e Machado de Assis tem a coordenação do Núcleo Passagens – Sujeito e Cultura da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA).

Inscrições e informações: Sede da APPOA (Rua Faria Santos, 258 – fone 51 3333.2140)

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Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA

Rua: Faria Santos, 258 – Porto Alegre / RS

Fones: (51) 3333.2140 ou (51) 3333.7922

appoa@appoa.com.br

Percurso em Psicanálise de Crianças 2009 – APPOA

PERCURSO EM PSICANÁLISE DE CRIANÇAS 2009

O Percurso em Psicanálise de Crianças é uma atividade que estará integrando o quadro de Ensino da APPOA, como um espaço de estudo e desdobramento das questões levantadas à psicanálise pelo trabalho com a infância.

Mesmo que a formação do psicanalista que trabalha com crianças esteja alicerçada sobre os mesmos pilares daquele que trabalha com adultos, uma série de interrogações se coloca quando um sujeito é abordado nesse momento tão particular da vida. Diferente do adulto, a criança atravessa um tempo em que a estrutura não está decidida de modo definitivo, convocando o analista a se ocupar com aquilo que ainda não está inscrito. A particular relação da criança com o significante estabelece para ela uma forma específica de sua representação, eis então, que a prática diverge e se torna específica.

O Percurso em Psicanálise de Crianças traz consigo uma nova modalidade de ensino para a APPOA, já que foi elaborado e funcionará em parceria com outra instituição psicanalítica da cidade. Além de eixos de estudo propostos pela APPOA, uma série de temas será abordada em seminários compartilhados com a Sigmund Freud – Associação Psicanalítica. A pluralidade de questões e autores que atravessam o campo da psicanálise de crianças propiciou a composição desse trabalho em conjunto.

O Percurso em Psicanálise de Crianças destina-se a todos aqueles que se sintam concernidos pelas questões suscitadas à psicanálise pelo trabalho com crianças.

PROGRAMA

Metapsicologia do sujeito infantil

A direção da cura na psicanálise de crianças

A constituição subjetiva de acordo com as diferentes escolas

História da psicanálise de crianças

Intersecções

Infância, adolescência e modernidade

Início: março/2009

Duração: 2 anos

Encontros: segundas e quartas-feiras, das 19h30min às 22h30min

Período de inscrições: de 01/09 à 31/10/2008

Valor da inscrição: R$ 45,00

Documentação: currículo, memorial e uma foto 3×4.

Local: Sede da Associação Psicanalítica de Porto Alegre

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Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA

Rua: Faria Santos, 258 – Petrópolis – Porto Alegre – RS

Fones: (51) 3333.2140 ou 3333.7922

appoa@appoa.com.brwww.appoa.com.br

ESCRITA E PSICANÁLISE

Recebi por imeil:

“II COLÓQUIO INTERNACIONAL

ESCRITA E PSICANÁLISE

28, 29 e 30 de agosto de 2008

Campus universitário Auditório da Reitoria – UFSC – Florianópolis/SC

Inscrições: www.nep.ufsc.br

Sobre escrita e psicanálise

A escrita, desde Freud e Lacan, esteve presente no desenvolvimento dos conceitos psicanalíticos, seja como produção e transmissão – na construção mesma dos conceitos –, seja utilizando a escrita literária no fazer psicanalítico. Lacan explorou detidamente alguns conceitos freudianos e propôs novos ângulos de mirada da psicanálise frente à literatura e à escrita, especialmente no que se refere à relação entre gozo e repetição, fundamental para se pensar a clínica psicanalítica. Traço e estilo são algumas das noções que enlaçam escrita e psicanálise, além de outros conceitos cruciais como sintoma, inibição, angústia, inconsciente, pulsão, ato e letra.

Freud se aproximou da literatura e das artes. Lacan, por sua vez, trouxe importantes questões da filosofia para a construção de sua teoria. Sendo assim, consideramos pertinente tomarmos a escrita no âmbito dessa pluralidade de saberes, visto a importância das conexões e redes de pesquisa na elaboração de questionamentos, a partir de uma multiplicidade de vozes na sua discussão.

Um percurso trilhado em Rede

Em 2003 foi constituída a Rede de Pesquisa Escritas da Experiência, inscrita no CNPq, reunindo pesquisadores de diferentes programas de pós-graduação, no Brasil e na França. O tema norteador dos trabalhos da Rede Escritas da Experiência é a relação entre psicanálise e escrita, nas suas mais distintas facetas. Esta temática tem gerado muitas questões em função de sua complexidade. Para abordá-la constituiu-se esta Rede, com grupos de trabalho e encontros periódicos entre seus pesquisadores, a fim de que tanto o tema, num sentido amplo, como as pesquisas individuais possam avançar.

Em agosto de 2006 foi promovido, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Colóquio Internacional Escrita e Psicanálise onde foram discutidas as produções de pesquisadores que compõem a Rede Escritas da Experiência e também – mais amplamente – contou-se com a contribuição de outros colegas convidados para discutir o tema. A partir das trocas geradas, das parcerias que se estabeleceram e visando criar a oportunidade para continuidade e desenvolvimento da produção de uma pluralidade de saberes a respeito do tema, acontece na Universidade Federal de Santa Catarina o II Colóquio Internacional Escrita e Psicanálise. Esperamos que esta rede continue a se expandir.”

Revista da APPOA nº 33 – Angústia

Recebi por imeil:

“REVISTA DA APPOA Nº 33

Angústia

Colocar o corpo como resposta ao desejo do Outro é um dos efeitos de nossa forma de lidar com angústia,cuja estrutura é a mesma do fantasma fundamental: a um Outro desejante eu me ofereço como objeto. Já pagamos com “uma libra de carne” desde o início. Perdemos o objetivo muito antes de nos darmos conta de sua distância.

A angústia é sinal dessa estrutura, sinal para outro da heterogeneidade de nossa relação com linguagem. Angústia é um afeto, mas um afeto primordial que sinaliza o quanto estamos todos a-fetados pela linguagem.

TEXTOS

Sobre o conceito de angústia em Freud – Cristian Giles

Pânico: uma neurose de angústia – Nilson Sibemberg

Porque a angústia é necessária – Alfredo Jerusalinsky

A quem confiar minha tristeza? – Ligia Victora

A angústia de Lacan, uma terceira teoria? – Sidnei Goldberg

O objeto a e a angústia – Elaine Starosta Foguel

Corpo e angústia – Daniel Paola

O pequeno incrível Hulk – questões sobre o duplo – Fernanda Pereira Breda

Peter Pânico – Otávio Augusto Winck Nunes

Vergonha, olhar e angústia – José de Araújo Filho

Caminhos da angústia na rede assistencial de saúde pública – Elaine Rosner Silveira

O afeto que se encerra – Robson de Freitas Pereira

RECORDAR, REPETIR, ELABORAR

Contratransferência -Lucia E. Tower

ENTREVISTA

Depressão, a grande neurose contemporânea? – Roland Chemama

VARIAÇÕES

Atopia e deriva: intervenção num caso de psicose não decidida na infância –

Beatriz Kauri dos Reis e Edson Luiz André de Souza

O Outro institucional: gozo e angústia nas relações de trabalho – Rosana de Souza Coelho

Faça já suas assinaturas:

Revista da APPOA
* 2 edições por ano

Correio da APPOA
* 11 edições temáticas por ano

Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA
Rua Faria Santos, 258 – Petrópolis
90670-150 – Porto Alegre RS

Informações:

Fone: (51) 3333 2140 – Fax: (51) 3333 7922
appoa@appoa.com.br – http://www.appoa.com.br

IV JORNADA DO LAPPAP

Recebi por imeil:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE PSICOLOGIA – PPG PSICOLOGIA SOCIAL E INSTITUCIONAL

e

FACULDADE DE EDUCAÇÃO – PPG EM EDUCAÇÃO

Convidam para

IV JORNADA DO LAPPAP

ESCRITAS DA EXPERIÊNCIA:

LEITURAS DA CLÍNICA, ESCRITAS DA CULTURA.

Dias 07 (tarde) e 08 (manhã e tarde) de agosto de 2008.

Local: Escola Técnica da UFRGS

(Rua Ramiro Barcelos, 2777, em frente ao Instituto de Psicologia).

Inscrições no Local; Entrada Gratuita.

E-mail para contato: marciapedruzzi@terra.com.br

Coordenação das Jornadas: Profa. Dra. Maria Cristina Poli

Profa. Dra. Simone Moschen Rickes

Comissão Organizadora: Carolina Mousquer Lima

Marcia Giovana Pedruzzi Reis

Simone Lerner

PROGRAMAÇÃO:

QUINTA-FEIRA, DIA 07, À TARDE.

14h – MESA DE ABERTURA

Prof. Dr. Edson Luiz André de Sousa (coordenador do LAPPAP)

Resistir às tiranias: cidade, poder e utopia

Coordenação de mesa: Profa. Dra. Simone Moschen Rickes

15h – MESA 1:

1- Carolina Mousquer Lima – Do refrão à palavra: uma narrativa possível?

2- Carolina Viola – A estenocopista de Lacan: Letras mortas?

3 – Paulo Fernando Monteiro Ferraz – O sonho de Borges e a memória pessoal e impessoal

16h15 – MESA 2:

1- Tatiane Reis Vianna – Oficinando Enredos de Passagem: O encontro do adolescer em sofrimento com a tecnologia

2- Roselene Gursky – Labirintos Juvenis

3- Cristiane Juguero Martins – Freud apresenta “O homem dos ratos”: algumas considerações sobre o imaginário na psicanálise.

17h30 – MESA 3:

1- Maria de Lourdes Duque-Estrada Escarparo – Passagens: a eqüidade como diferença na desigualdade

2- Ananyr Porto Fajardo “Mas, tu trabalhas?” – Desaprendendo a trabalhar em saúde

3- Renata Lisbôa – Obesidade Infantil: interrogações sobre o lugar do sujeito na transmissão da experiência

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SEXTA-FEIRA, DIA 08, MANHÃ

9h – CONFERÊNCIA

Mesa com a Dra. Béatrice Fraenkel* – Podemos Agir pela Escritura?

Coordenação da mesa: Profa. Dra. Maria Cristina Poli (coordenadora do LAPPAP).

10h20 – MESA 1:

1- Vitor Hugo Couto Triska – O Sujeito Superficial

2- Janete Rosane Luiz Dócolas – a atualidade do que escreveu Freud sobre o mal estar na cultura

3- Simone Lerner – Da experiência da escrita a escrita da experiência/Da escrita da experiência à experiência da escrita

12h – INTERVALO

SEXTA-FEIRA, DIA 08, À TARDE

14h – MESA 1:

1- Marcia Giovana Pedruzzi Reis Transmissão da Catástrofe: Transcender em Palavras as Fronteiras do Homem

2- Ana Paula Carvalho da Costa – As escritas da transferência na construção de um caso clínico

3- Márcia Barcellos Alves – Testemunho de Papel: sobre Escrita, Oralidade e Ética

15h30 – MESA 2:

1Cláudia Bechara Fröhlich – Escrevendo Leituras

2- Ivy de Souza Dias – A mãe suficientemente faltosa

3- Mariana Hollweg Dias – Entre a experiência e a técnica, o lugar do corpo

17h – CONFERÊNCIA

Mesa A Estrada que Não Sabe de Nada, com as Artistas Plásticas Maria Helena Bernardes** e Ana Flávia Baldisserotto***

Coordenação de mesa: Profa. Dra. Simone Moschen Rickes

18h – ENCERRAMENTO

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*Béatrice Fraenkel é Doutora em História e Semiologia do Texto e da Imagem, 1987, e Mestre em Lingüística, 1974. Dirige a EHESS – École des Hautes Études em Sciences Sociales – Paris, e a equipe de pesquisa Antropologia da Escritura – vinculada ao IIAC/LAHIC – Laboratório de Antropologia e História da Civilização e as Culturas.

**Maria Helena Bernardes é Artista Plástica, co-criadora da Arena – Associação de Arte e Cultura, onde ministra cursos de História e Teoria da Arte.

***Ana Flávia Baldisserotto é Artista Plástica, coordena laboratórios de criação no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre e na Arena – Associação de Arte e Cultura.