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As implicações que o conceito de Zona de
Desenvolvimento Proximal traz para a prática em professores
Este conceito traz uma série de implicações para a prática
pedagógica, porque:
- o processo de constituição de conhecimentos passa a
ter uma importância vital e, portanto, deve ser considerado tão
importante quanto o produto (avaliação final);
- o papel do professor muda radicalmente, a partir dessa concepção.
Ele não é mais aquele professor que se coloca como centro do processo,
que "ensina" para que os alunos passivamente aprendam; tampouco é aquele
organizador de propostas de aprendizagem que os alunos deverão
desenvolver sem que ele tenha que intervir. Ele é o agente
mediador deste processo, propondo desafios aos seus alunos e
ajudando-os a resolvê-los, realizando com eles ou proporcionando
atividades em grupo, em que aqueles que estiverem mais adiantados
poderão cooperar com os demais. Com suas intervenções estará
contribuindo para o fortalecimento de funções ainda não consolidadas, ou
para a abertura de zonas de desenvolvimento proximal. Não
podemos nos esquecer de que a aprendizagem é fundamental para o
desenvolvimento;
- nesta perspectiva rompe-se com a falsa verdade de que o aluno deve,
sozinho, descobrir suas respostas; de que a aprendizagem é resultante de
uma atividade individual, basicamente interpessoal. Aquilo que o aluno
realiza hoje com a ajuda dos demais, estará realizando sozinho
amanhã;
- a aprendizagem escolar implica apropriação de conhecimentos, que
exigem planejamento constante e reorganização contínua de experiências
significativas para os alunos;
- a reorganização das experiências de aprendizagem devem considerar o
quanto de colaboração o aluno ainda necessita, para chegar a produzir
determinadas atividades, de forma independente. Desta forma o professor
poderá avaliar, durante o processo, não somente o nível das propostas
que estão sendo feitas, mas, sobretudo, o nível de desenvolvimento real
do aluno - revelado através da produção independente - bem como seu
nível de desenvolvimento proximal - onde ainda necessita de ajuda.
Chega-se, assim, a um conhecimento muito maior da realidade do aluno, do
"curso interno de seu desenvolvimento" (Vigotsky), tendo condições de
prever o quanto de ajuda ainda necessita, e como se deve reorientar o
planejamento para apoiar este aluno;
- para que todo este processo tenha condição de se consolidar, o
diálogo deve permear constantemente o trabalho escolar; para Vigotsky a
linguagem é a ferramenta psicológica mais importante;
- desta maneira é possível verificar não apenas o que o aluno é num
dado momento, mas o que pode vir a ser;
- rompe-se com o conceito de que as turmas devem ser organizadas
buscando-se uma homogeneidade.
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