{"id":105,"date":"2008-06-11T16:49:04","date_gmt":"2008-06-11T19:49:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=105"},"modified":"2009-12-19T12:14:32","modified_gmt":"2009-12-19T15:14:32","slug":"vontade-e-acao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/vontade-e-acao\/","title":{"rendered":"Jean Piaget &#8211; Vontade e a\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fragmento de:<\/strong> &#8220;Vontade e A\u00e7\u00e3o&#8221; de Jean Piaget<br \/>\n<strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> A tradu\u00e7\u00e3o do texto a seguir, realizada pelo aluno Andr\u00e9 Corr\u00eaa Rollo, \u00e9     fruto de uma atividade volunt\u00e1ria proposta na disciplina Psicologia da     Educa\u00e7\u00e3o II e destina-se aos estudos desenvolvidos nessa disciplina.<br \/>\n<strong>Supervis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Professor Paulo Francisco Slomp.<br \/>\n<strong>Fonte:<\/strong> PIAGET, Jean. Will and Action. [transl. by Pitsa Hartocollis]. In     <em>Bulletin of the Menninger clinic<\/em>. &#8211; 1962, vol. 26, no 3. Three     lectures presented as a series to the Menninger School of Psychiatry March,     6, 13 and 22, 1961. Publica\u00e7\u00e3o original em l\u00edngua inglesa, 1962.<\/p>\n<p>Uma vez ouvi num \u00f4nibus dois motoristas falando sobre uma terceira pessoa: \u201dEle \u00e9 um homem agrad\u00e1vel; ele \u00e9 leal, ele \u00e9 l\u00f3gico\u201d. O que eles queriam expressar dizendo \u201cele \u00e9 l\u00f3gico\u201d? Certamente que em seu racioc\u00ednio ele n\u00e3o estava referindo-se \u00e0 l\u00f3gica aristot\u00e9lica, mas que ele era coerente em suas atitudes, em suas rea\u00e7\u00f5es afetivas, e conseq\u00fcentemente algu\u00e9m poderia contar com ele. \u00c9 este tipo de coer\u00eancia que eu chamo de l\u00f3gica dos sentimentos.<\/p>\n<p>Um soci\u00f3logo, Georges Vaucher, em seu interessante livro sobre julgamento de valores, discute a l\u00f3gica dos sentimentos. Ele sustenta que n\u00e3o podemos falar de uma l\u00f3gica de sentimentos no mesmo sentido que falamos sobre a l\u00f3gica cognitiva, porque os sentimentos n\u00e3o s\u00e3o conservados; eles s\u00e3o transformados e submetidos a flutua\u00e7\u00f5es indefinidas. Na l\u00f3gica da cogni\u00e7\u00e3o, Vaucher diz, os termos nos quais raciocinamos devem ser conservados, caso contr\u00e1rio o racioc\u00ednio n\u00e3o seria poss\u00edvel. Por exemplo, quando algu\u00e9m diz que A=B, B=C, conseq\u00fcentemente A=C, A e C s\u00e3o iguais no in\u00edcio e no fim do racioc\u00ednio. Contudo, uma vez que voc\u00ea inicia a comparar e manipular sentimentos, de acordo com Vaucher, voc\u00ea os transforma apenas pelo simples fato de examina-los. Por essa raz\u00e3o, ele diz, n\u00e3o existe uma l\u00f3gica de sentimentos.<\/p>\n<p>Vaucher, em seu argumento, refere-se apenas \u00e0queles sentimentos espont\u00e2neos que s\u00e3o caracter\u00edsticos do segundo est\u00e1gio na evolu\u00e7\u00e3o da vida afetiva; de simpatias e antipatias espont\u00e2neas que de fato podem aparecer, desaparecer, e flutuar de diferentes formas. H\u00e1, contudo, uma conserva\u00e7\u00e3o de sentimentos e de valores afetivos; que \u00e9 imposta pelos sentimentos morais.<\/p>\n<p>Pegue, por exemplo, o sentimento de gratid\u00e3o. Como este sentimento \u00e9 espont\u00e2neo, ele flutua. Todos sabemos como gratid\u00e3o \u00e9 facilmente esquecida. Mas quando pe\u00e7o um favor a algu\u00e9m que esteve a servi\u00e7o de mim uma vez, e esque\u00e7o a gratid\u00e3o que ent\u00e3o senti para com ele, lembrarei desta gratid\u00e3o. Al\u00e9m de ser espont\u00e2nea, a gratid\u00e3o tornar-se-\u00e1 uma persuas\u00e3o moral, e o simples fato de tornar-se um sentimento moral mostra que h\u00e1 aqui uma conserva\u00e7\u00e3o compelida, algo an\u00e1logo \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. \u00c9 da mesma forma com sentimentos de justi\u00e7a. Tratar a todos da mesma forma, com eq\u00fcidade, compele a uma certa conserva\u00e7\u00e3o de valores. \u00c9 o mesmo com sentimentos morais baseados na reciprocidade.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: x-small\"> O texto integral da tradu\u00e7\u00e3o encontra-se dispon\u00edvel somente aos alunos matriculados na disciplina EDU01012 Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o II.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: xx-small\">Compare pre\u00e7os de livros de <a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categorias?id=3482&amp;c=0&amp;raiz=3482ens=0&amp;kw=piaget&amp;lkout=1&amp;site_origem=1165663\" target=\"_blank\">Jean Piaget<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fragmento de: &#8220;Vontade e A\u00e7\u00e3o&#8221; de Jean Piaget Tradu\u00e7\u00e3o: A tradu\u00e7\u00e3o do texto a seguir, realizada pelo aluno Andr\u00e9 Corr\u00eaa Rollo, \u00e9 fruto de uma atividade volunt\u00e1ria proposta na disciplina Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o II e destina-se aos estudos desenvolvidos nessa disciplina. 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