{"id":121,"date":"2008-06-11T17:25:00","date_gmt":"2008-06-11T20:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=121"},"modified":"2008-11-11T14:47:18","modified_gmt":"2008-11-11T17:47:18","slug":"o-pensamento-do-adolescente","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/o-pensamento-do-adolescente\/","title":{"rendered":"O pensamento do adolescente &#8211; Jean Piaget"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fragmento de: <\/strong>O pensamento do adolescente<br \/>\n<strong>Autor: <\/strong>Jean Piaget<br \/>\n<strong>Fonte:<\/strong> INHELDER, B\u00e4rbel e PIAGET, Jean. Da l\u00f3gica da crian\u00e7a \u00e0 l\u00f3gica do adolescente. S\u00e3o Paulo: Pioneira, 1976. p\u00e1g. 249-260, cap\u00edtulo 18.<\/p>\n<p>\u00c9 surpreendente que, considerando-se os excelentes estudos publicados sobre a vida social e afetiva do adolescente &#8212; sendo suficiente lembrar, entre outros, os estudos de Stanley Hall, de Compayr\u00e9, de Mendousse, de Spranger, de Ch. B\u00fchler, de Landis, de Wayne Dennis, de Brooks, de Fleming, de Debesse, dos psicanalistas, como Anna Freud e Helen Deutsch, e de soci\u00f3logos e antrop\u00f3logos como Malinovski e M. Mead &#8212; que t\u00e3o pouco tenha sido realizado quanto ao pensamento do adolescente.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">Os poucos estudos minuciosos a respeito s\u00e3o muito valiosos, mas at\u00e9 agora n\u00e3o nos permitiram ter um quadro coerente de conjunto. Os testes de intelig\u00eancia, por um lado, como os de Terman, de Burt, e principalmente das frases absurdas de Ballard, nos mostraram o car\u00e1ter hipot\u00e9tico-dedutivo do pensamento formal que se constitui a partir dos 11-12 anos. Alguns trabalhos, de outro lado, sobre o pensamento f\u00edsico e matem\u00e1tico do adolescente &#8212; Johannot, Michaud, etc. &#8212; mostraram principalmente os res\u00edduos do pensamento da crian\u00e7a que encontramos durante a adolesc\u00eancia, e isto por uma esp\u00e9cie de perman\u00eancia dos problemas do plano concreto num plano mais abstrato.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">Por isso, neste cap\u00edtulo final desejamos verificar se os resultados apresentados nos cap\u00edtulos anteriores, e que se referem ao pensamento experimental de adolescentes que s\u00e3o obrigados a enfrentar aparelhos que os levam simultaneamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o, permitem identificar as grandes linhas desse quadro que nem os testes, nem o estudo do pensamento verbal, nem mesmo o do pensamento matem\u00e1tico, permitiram at\u00e9 agora delinear.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">Do ponto de vista das estruturas l\u00f3gicas, os resultados parecem comportar uma conclus\u00e3o que distingue claramente o adolescente da crian\u00e7a. Este chega apenas a lidar com opera\u00e7\u00f5es concretas de classes, de rela\u00e7\u00f5es e n\u00fameros, cuja estrutura n\u00e3o ultrapassa o n\u00edvel dos &#8220;agrupamentos&#8221; l\u00f3gicos elementares ou dos grupos num\u00e9ricos aditivos e multiplicativos. A crian\u00e7a chega, assim, a utilizar as duas formas complementares da reversibilidade (invers\u00e3o para as classes e os n\u00fameros, reciprocidade para as rela\u00e7\u00f5es), mas sem fundi-las nesse sistema \u00fanico e total que caracteriza a l\u00f3gica formal. O adolescente, ao contr\u00e1rio, superp\u00f5e a l\u00f3gica das proposi\u00e7\u00f5es \u00e0 das classes e das rela\u00e7\u00f5es, e assim desenvolve, pouco a pouco (atingindo seu patamar de equil\u00edbrio por volta de 14-15 anos), um mecanismo formal fundamentado simultaneamente nas estruturas do reticulado e do grupo das 4 transforma\u00e7\u00f5es; estas lhe permitir\u00e3o reunir, num mesmo todo, al\u00e9m do racioc\u00ednio hipot\u00e9tico-dedutivo e da prova experimental baseada na varia\u00e7\u00e3o de um \u00fanico fator (desde que as outras coisas permane\u00e7am iguais), certo n\u00famero de esquemas operat\u00f3rios que utilizar\u00e1 continuamente em seu pensamento experimental, bem como l\u00f3gico-matem\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"padding: 0.07cm;margin-bottom: 0cm;border: medium medium 1.1pt none none double -moz-use-text-color -moz-use-text-color #000000\">\n<hr \/>\n<p><font size=\"2\">O texto integral encontra-se dispon\u00edvel na fonte indicada acima.<\/font><\/p>\n<hr \/>\n<p><font size=\"1\">Compare pre\u00e7os de livros de <a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categorias?id=3482&amp;c=0&amp;raiz=3482ens=0&amp;kw=piaget&amp;lkout=1&amp;site_origem=1165663\" target=\"_blank\">Jean Piaget<\/a><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fragmento de: O pensamento do adolescente Autor: Jean Piaget Fonte: INHELDER, B\u00e4rbel e PIAGET, Jean. 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