{"id":2251,"date":"2009-07-16T16:03:11","date_gmt":"2009-07-16T19:03:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=2251"},"modified":"2009-07-16T16:03:11","modified_gmt":"2009-07-16T19:03:11","slug":"behaviorismo-mitos-discordancias-conceitos-e-preconceitos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/behaviorismo\/behaviorismo-mitos-discordancias-conceitos-e-preconceitos\/","title":{"rendered":"Behaviorismo: Mitos, discord\u00e2ncias, conceitos e preconceitos."},"content":{"rendered":"<p><strong>Autor<\/strong>: Maria Ester Rodrigues<br \/>\n<strong>T\u00edtulo<\/strong>: Behaviorismo: Mitos, discord\u00e2ncias, conceitos e preconceitos.<br \/>\n<strong>Fonte<\/strong>: Educare et educare &#8211; Revista de educa\u00e7\u00e3o. Vol. 1, num 2, jul\/dez de 2006. P\u00e1g. 141-164.<br \/>\n<strong>Dispon\u00edvel em<\/strong>: <a href=\"http:\/\/e-revista.unioeste.br\/index.php\/educereeteducare\/article\/download\/262\/190\">http:\/\/e-revista.unioeste.br\/index.php\/educereeteducare\/article\/download\/262\/190<\/a><\/p>\n<p>RESUMO: O \u201cbehaviorismo\u201d \u00e9 alvo freq\u00fcente de cr\u00edticas. Embora v\u00e1rios fatores estejam relacionados \u00e0 origem de tais cr\u00edticas, a literatura especializada as considera, predominantemente, como produto de equ\u00edvocos. A nossa experi\u00eancia profissional imediata tamb\u00e9m d\u00e1 suporte \u00e0 constata\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de equ\u00edvocos acerca da abordagem, em grande quantidade. Embora o trato com cr\u00edticas pouco fundamentadas e equ\u00edvocos n\u00e3o deva ser prioridade, o nosso compromisso com a forma\u00e7\u00e3o de professores nos incita a tecer alguns coment\u00e1rios sobre o assunto. Tamb\u00e9m apresentamos uma breve revis\u00e3o de literatura acerca de trabalhos que tratam de equ\u00edvocos sobre a abordagem produzidos em um locus especificamente educacional.<\/p>\n<p>PALAVRAS-CHAVE: Forma\u00e7\u00e3o de professores, An\u00e1lise do comportamento, Behaviorismo radical, Psicologia da educa\u00e7\u00e3o, Mitos\/discord\u00e2ncias e preconceitos.<\/p>\n<p><strong>Mitos e equ\u00edvocos na literatura<\/strong><\/p>\n<p>O nosso interesse pelos mitos que cercam a palavra behaviorismo \u00e9 razoavelmente antigo e j\u00e1 foi objeto de trabalhos emp\u00edricos anteriores, com pesquisas publicadas e confec\u00e7\u00e3o de disserta\u00e7\u00e3o de mestrado no assunto. Na ocasi\u00e3o, n\u00e3o tivemos interesse em rebater cr\u00edticas infundadas (ou pouco fundadas), e sim em dialogar com cr\u00edticos conhecedores do objeto criticado, com a finalidade de investigar pontos de discord\u00e2ncia. Para haver discord\u00e2ncia \u00e9 necess\u00e1rio supor que haja conhecimento sobre o objeto criticado. Para tanto fomos em busca de informa\u00e7\u00f5es advindas de ex-analistas do comportamento com produ\u00e7\u00e3o anterior reconhecida pela \u00e1rea. A necessidade de conhecer o assunto criticado \u00e9 asser\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais que morna e parece ser \u00f3bvia, no entanto, a palavra behaviorismo \u00e9 maci\u00e7amente criticada na \u00e1rea educacional, na maior parte das vezes baseando-se na leitura de terceiros ou, ainda, por uma leitura bastante enviesada da obra de especialistas. O nosso interesse primordial n\u00e3o \u00e9 dialogar com cr\u00edticos menos embasados ou com a literatura estereotipada. Apresentar a abordagem e suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e9 um caminho mais atraente e prazeroso do que responder a cr\u00edticas, em muitos casos, n\u00e3o mais que agressivas e preconceituosas; por\u00e9m, o estado generalizado de equ\u00edvocos que cercam a \u00e1rea e com o qual nos deparamos no cotidiano profissional, mais o compromisso com a forma\u00e7\u00e3o docente, nos incita a falar sobre o tema proposto neste artigo.<\/p>\n<p>Especificamente em rela\u00e7\u00e3o aos equ\u00edvocos, os autores da \u00e1rea tendem a relacion\u00e1-los a diferentes termos, semelhantes, por\u00e9m n\u00e3o iguais. Tais termos s\u00e3o utilizados pelos autores para se dirigir a qualquer cr\u00edtica relacionada com problemas de conhecimento (aus\u00eancia de conhecimento, insufici\u00eancia, imprecis\u00e3o, deturpa\u00e7\u00e3o, equ\u00edvoco etc.), seja em rela\u00e7\u00e3o ao autor da cr\u00edtica ou aos meios de divulga\u00e7\u00e3o do conhecimento da abordagem, conforme revis\u00e3o de literatura efetuada em trabalhos anteriores (RODRIGUES, 2000 e 2002). Em rela\u00e7\u00e3o aos equ\u00edvocos \u2013 considerando como equ\u00edvocos a cr\u00edtica desprovida de maior sustenta\u00e7\u00e3o, ou seja, as cr\u00edticas que n\u00e3o resistiriam a um exame mais aprofundado da teoria &#8211; os autores consideram serem possivelmente relacionados a tr\u00eas fatores: 1) ao conhecimento inacurado\/ parcial, ou ao desconhecimento da abordagem, fato constatado nos repert\u00f3rios dos sujeitos pesquisados, em textos did\u00e1ticos, em cursos ministrados, em comunicados da m\u00eddia; 2) \u00e0 pr\u00f3pria terminologia utilizada (termos t\u00e9cnicos) pela abordagem; e 3) a fatores relacionados ao desenvolvimento hist\u00f3rico do Behaviorismo Radical (BR) e An\u00e1lise do Comportamento (AC) e complexidade crescente da obra de Skinner.<\/p>\n<p>Podem ser inclu\u00eddos nessa classe &#8211; equ\u00edvocos &#8211; os trabalhos que focalizam percep\u00e7\u00f5es negativas e enviesadas sobre a abordagem (OTTA et al., 1983; WOOLFOLK, WOOLFOLK e WILSON, 1977); conhecimento inacurado\/datado ou, ainda, incorreto (MORRIS, 1985; YOUSEF, 1992); desconhecimento ou falta de informa\u00e7\u00e3o (MORRIS, 1985; YOUSEF, 1992); deturpa\u00e7\u00f5es (NAKAMURA, 1997; FRAN\u00c7A, 1997); concep\u00e7\u00f5es equivocadas (MORRIS, 1985; CARRARA, 1998); texto did\u00e1tico e curso (YOUSEF, 1992; TODD E MORRIS, 1983; MORRIS, 1985; MIRALDO, 1985; GIOIA, 2001) e m\u00eddia divulgando imagem negativa (MORRIS, 1985).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o nessa categoria os trabalhos que analisam peculiaridades da linguagem da teoria em quest\u00e3o e suas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento verbal dos pares (de outras abordagens) e da popula\u00e7\u00e3o em geral (DEITZ e ARRINGTON, 1983; HICKEY, 1994; FOXX, 1996 e BANACO, 1997).<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de desenvolvimento da abordagem (MIRALDO, 1985 e CARRARA, 1998) e a complexidade crescente da obra de Skinner (CARRARA, 1998 e MOXLEY, 1998) tamb\u00e9m s\u00e3o considerados fatores produtores de equ\u00edvocos, bem como, data\u00e7\u00e3o de cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Existem outros fatores relacionados \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o ao behaviorismo? Certamente sim, especialmente os relacionados a discord\u00e2ncias filos\u00f3ficas, epistemol\u00f3gicas, metodol\u00f3gicas e fatores ligados aos analistas do comportamento, tamb\u00e9m relacionados em trabalhos que realizamos anteriormente (RODRIGUES, 2000 e 2002). \u00c9 na categoria \u201cequ\u00edvocos\u201d, por\u00e9m, que se concentra a maior parte das cr\u00edticas dirigidas ao behaviorismo, cr\u00edticas com as quais nos deparamos no nosso cotidiano atualmente, seja como estudantes, seja como professores e profissionais da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e mesmo psicologia.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 ensinado aos professores sobre behaviorismo?<\/strong><\/p>\n<p>Embora n\u00e3o devamos nos concentrar primordialmente em rebater cr\u00edticas tradicionalmente dirigidas \u00e0 abordagem, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer algumas meias verdades (por vezes piores que mentiras completas) ensinadas a respeito da abordagem e que se fundam em aspectos bastante distantes do conhecimento sobre a mesma. Aconselha-se ao leitor especialmente interessado em trabalhos que tratam de cr\u00edticas decorrentes de equ\u00edvocos sobre a abordagem que consultem a literatura apresentada no t\u00f3pico anterior, uma vez que n\u00e3o nos deter em seu escrut\u00ednio. Mas os estudos de WOOLFOLK, WOOLFOLK e WILSON (1977), de FRAN\u00c7A (1997) e GIOIA (2001) parecem-nos particularmente pertinentes para introduzir a problem\u00e1tica no campo especificamente educacional.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: x-small\">O texto integral encontra-se na fonte indicada acima.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Maria Ester Rodrigues T\u00edtulo: Behaviorismo: Mitos, discord\u00e2ncias, conceitos e preconceitos. Fonte: Educare et educare &#8211; Revista de educa\u00e7\u00e3o. Vol. 1, num 2, jul\/dez de 2006. P\u00e1g. 141-164. 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