{"id":2488,"date":"2018-10-29T12:29:23","date_gmt":"2018-10-29T15:29:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=2488"},"modified":"2018-10-29T12:29:23","modified_gmt":"2018-10-29T15:29:23","slug":"grande-sertao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/variados\/grande-sertao\/","title":{"rendered":"Grande sert\u00e3o: Veredas &#8211; Guimar\u00e3es Rosa"},"content":{"rendered":"<p>Rosa, Jo\u00e3o Guimar\u00e3es. Grande sert\u00e3o: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. Originalmente publicado em 1956.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu quase que nada n\u00e3o sei. Mas desconfio de muita coisa. (p\u00e1g. 8) ou 15<\/p>\n<p>Mas liberdade &#8212; aposto &#8212; ainda \u00e9 s\u00f3 alegria de um pobre caminhozinho, no dentro do ferro de grandes pris\u00f5es. (p\u00e1g. 268) ou 307<\/p>\n<p>Mestre n\u00e3o \u00e9 quem sempre ensina, mas quem de repente aprende. (p\u00e1g. 271) ou 310<\/p>\n<p>S\u00f3 se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de \u00f3dio, se a gente tem amor. Qualquer amor j\u00e1 \u00e9 um pouquinho de sa\u00fade, um descanso na loucura. (p\u00e1g. 272) ou 311<\/p>\n<p>Vida \u00e9 sorte perigosa<br \/>\npassada na obriga\u00e7\u00e3o:<br \/>\ntoda noite \u00e9 rio-abaixo,<br \/>\ntodo dia \u00e9 escurid\u00e3o&#8230;<br \/>\n(p\u00e1g. 278) ou 318<\/p>\n<p>Mente pouco quem toda verdade nos diz. (p\u00e1g. 320) ou 364<\/p>\n<p>A gente s\u00f3 sabe bem aquilo que n\u00e3o entende. (p\u00e1g. 333) 378<\/p>\n<p>Vivendo se aprende; mas o que se aprende, mais, \u00e9 s\u00f3 a fazer outras maiores perguntas. (p\u00e1g. 363) ou 413<\/p>\n<p>E amor \u00e9 isso: o que bem-quer e mal faz? (p\u00e1g. 486) ou 550<\/p>\n<p>Eu sei: quem ama \u00e9 sempre muito escravo, mas n\u00e3o obedece nunca de verdade&#8230;<br \/>\n(p\u00e1g. 488) ou 552<\/p>\n<p>Porque aprender-a-viver \u00e9 que \u00e9 o viver, mesmo. (p\u00e1g. 518) ou 585<\/p>\n<p>[Riobaldo rec\u00e9m havia conhecido Otac\u00edlia, sua futura esposa] Na beira da alpendrada tinha um canteirozinho de jardim, com escolha de poucas flores. Das que sobressa\u00edam, era uma flor branca &#8212; que fosse caet\u00e9, pensei, e parecia um l\u00edrio &#8212; alteada e muito perfumosa. E essa flor \u00e9 figurada, o senhor sabe? Morada em que tem mo\u00e7as, plantam dela em porta da casa-de-fazenda. De prop\u00f3sito plantam, para resposta e pergunta. Eu nem sabia. Indaguei o nome da flor.<\/p>\n<p>&#8212; &#8220;Casa-comigo&#8230;&#8221; &#8212; Otac\u00edlia baixinho me atendeu. (&#8230;) E o nome da flor era o dito, tal, se chamava &#8212; mas para os namorados respondido somente. Consoante, outras, as mulheres livres, dadas, respondem: &#8212; &#8220;Dorme-comigo&#8230;&#8221; (&#8230;) Ah, a flor do amor tem muitos nomes. (&#8230;) Confusa \u00e9 a vida da gente. (&#8230;)<\/p>\n<p>Porque, no meio do momento, me virei para l\u00e1 onde estava [o companheiro jagun\u00e7o] Diadorim, e eu urgido quase aflito. Chamei Diadorim &#8212; e eram um chamado com remorso &#8212; e ele veio, se chegou. A\u00ed, por alguma coisa de dizer, eu disse: que est\u00e1vamos falando daquela flor. E Diadorim reparou e perguntou tamb\u00e9m que flor era essa, qual sendo? &#8212; perguntou inocente. &#8212; &#8220;Ela se chama \u00e9 liroliro&#8230;&#8221; &#8212; Otac\u00edlia respondeu. (p\u00e1g. 165) ou 190<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rosa, Jo\u00e3o Guimar\u00e3es. Grande sert\u00e3o: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. Originalmente publicado em 1956. &nbsp; Eu quase que nada n\u00e3o sei. Mas desconfio de muita coisa. (p\u00e1g. 8) ou 15 Mas liberdade &#8212; aposto &#8212; ainda \u00e9 s\u00f3 alegria de um pobre caminhozinho, no dentro do ferro de grandes pris\u00f5es. 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