{"id":2548,"date":"2019-09-11T11:50:59","date_gmt":"2019-09-11T14:50:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=2548"},"modified":"2019-09-15T19:46:02","modified_gmt":"2019-09-15T22:46:02","slug":"filosofia-suicidio-camus","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/filosofia-suicidio-camus\/","title":{"rendered":"S\u00f3 h\u00e1 um problema filos\u00f3fico verdadeiramente s\u00e9rio: \u00e9 o suic\u00eddio, por Albert Camus"},"content":{"rendered":"<p>Albert Camus, nascido na Arg\u00e9lia, em 1913, morreu num desastre de autom\u00f3vel, em 1960. Jornalista, romancista, teatr\u00f3logo e pensador franc\u00eas. Pr\u00eamio Nobel de Literatura. Escreveu &#8220;A Peste&#8221;, &#8220;O Mal-entendido&#8221;, &#8220;Cal\u00edgula&#8221;, &#8220;O Homem Revoltado&#8221;, &#8220;A Queda&#8221;. Seu mais importante trabalho como fil\u00f3sofo \u00e9 o &#8220;Mito de S\u00edsifo \u2014 Ensaio sobre o Absurdo&#8221;, onde examina o problema do suic\u00eddio e do qual foi extra\u00eddo o texto abaixo. Manteve uma famosa pol\u00eamica com Jean Paul Sartre sobre as quest\u00f5es pol\u00edticas da atualidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 h\u00e1 um problema filos\u00f3fico verdadeiramente s\u00e9rio: \u00e9 o suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/almanaque.folha.uol.com.br\/filosofiacamus.htm\">http:\/\/almanaque.folha.uol.com.br\/filosofiacamus.htm<\/a>.<\/p>\n<p>Julgar se a vida merece ou n\u00e3o ser vivida, \u00e9 responder a uma quest\u00e3o fundamental de filosofia. O resto, se o mundo tem tr\u00eas dimens\u00f5es, se o esp\u00edrito tem nove ou doze categorias, vem depois. S\u00e3o apenas jogos; primeiro \u00e9 necess\u00e1rio responder. E, se \u00e9 verdade, tal como Nietzsche o quer, que um fil\u00f3sofo, para ser estim\u00e1vel, deve dar o exemplo, avalia-se a import\u00e2ncia desta resposta, visto que ela vai preceder o gesto definitivo.<\/p>\n<p>S\u00e3o evid\u00eancias sens\u00edveis ao cora\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 preciso aprofund\u00e1-las para as tornar claras ao esp\u00edrito. Se pergunto a mim pr\u00f3prio como decidir se determinada interroga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das a\u00e7\u00f5es a que elas incitam ou obrigam. Nunca vi ningu\u00e9m morrer pelo argumento ontol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Galileu, que possu\u00eda uma verdade cient\u00edfica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade p\u00f4s a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Essa verdade n\u00e3o valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, \u00e9-nos profundamente indiferente. A bem dizer, \u00e9 um assunto f\u00fatil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilus\u00f5es que lhes d\u00e3o uma raz\u00e3o de viver (o que se chama uma raz\u00e3o de viver s\u00f3 ao mesmo tempo uma excelente raz\u00e3o de morrer).<\/p>\n<p>Julgo pois que o sentido da vida \u00e9 o mais premente dos assuntos \u2014 das interroga\u00e7\u00f5es. Como responder-lhes? Em todos os problemas essenciais (e por tal entendo os que podem fazer morrer e os que decuplicam a paix\u00e3o de viver) s\u00f3 h\u00e1 provavelmente dois m\u00e9todos de pensamento, o de La Palisse e o de Don Quixote. \u00c9 o equil\u00edbrio da evid\u00eancia e do lirismo o \u00fanico que nos faculta ao mesmo tempo o acesso a emo\u00e7\u00e3o e \u00e0 clareza.<\/p>\n<p>Num assunto ao mesmo tempo t\u00e3o humilde e t\u00e3o cheio de pat\u00e9tico, a dial\u00e9tica s\u00e1bia e cl\u00e1ssica deve pois ceder o seu lugar mais modesto que deriva ao mesmo tempo do bom senso e da simpatia.<\/p>\n<p>O suic\u00eddio nunca foi tratado sen\u00e3o como fen\u00f4meno social. Aqui, pelo contr\u00e1rio, para come\u00e7ar, importa-nos a rela\u00e7\u00e3o entre o pensamento individual e o suic\u00eddio. Um gesto como este prepara-se, tal como acontece com uma grande obra, no sil\u00eancio do cora\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio homem o ignora. Uma bela noite, d\u00e1 um tiro ou atira-se \u00e0 \u00e1gua. De um gerente de pr\u00e9dios de rendimentos que se matara, diziam-se certo dia que ele perdera a filha havia cinco anos, que mudara muito, desde ent\u00e3o e que essa hist\u00f3ria &#8220;o havia consumido&#8221;. N\u00e3o se pode desejar palavra mais exata. Come\u00e7ar a pensar \u00e9 come\u00e7ar a ser consumido. A sociedade n\u00e3o tem grande coisa a ver com estes princ\u00edpios. O veneno est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do homem. \u00c9 a\u00ed que ele deve ser procurado. Esse jogo mortal, que vai da lucidez perante a exist\u00eancia \u00e0 evas\u00e3o fora da luz, \u00e9 preciso segui-lo e compreend\u00ea-lo. H\u00e1 muitas causas para um suic\u00eddio, e, de um modo geral, as mais aparentes n\u00e3o t\u00eam sido as mais eficazes. As pessoas raramente se suicidam (a hip\u00f3tese, no entanto, n\u00e3o se exclui) por reflex\u00e3o. Aquilo que provoca a crise \u00e9 quase sempre incontrol\u00e1vel. Os jornais falam muitas vezes de &#8220;desgostos \u00edntimos&#8221; ou de &#8220;doen\u00e7a incur\u00e1vel&#8221;. S\u00e3o explica\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas. Mas era preciso saber se nesse pr\u00f3prio dia um amigo do desesperado n\u00e3o lhe falou num tom indiferente. \u00c9 ele o culpado. Porque isso pode bastar para precipitar todos os rancores e todos os cansa\u00e7os ainda em suspenso. Mas \u00e9 dif\u00edcil de fixar o momento preciso, o movimento sutil do esp\u00edrito em que este se determinou pela morte, \u00e9 mais f\u00e1cil de tirar do pr\u00f3prio gesto as consequ\u00eancias que ele implica. Matar-se, em certo sentido (e tal como no melodrama), \u00e9 confessar. \u00c9 confessar que se \u00e9 ultrapassado pela vida e que a n\u00e3o compreendemos.<\/p>\n<p>N\u00e3o vamos, em todo caso, t\u00e3o longe nas analogias: voltemos \u00e0s palavras correntes. O suic\u00eddio \u00e9 apenas a confiss\u00e3o de que a exist\u00eancia &#8220;n\u00e3o vale a pena&#8221;. Viver, naturalmente, nunca \u00e9 f\u00e1cil. Continuamos a fazer os gestos que a exist\u00eancia ordena, por muitas raz\u00f5es, a primeira das quais \u00e9 o h\u00e1bito. Morrer voluntariamente implica reconhecermos, mesmo instintivamente, o car\u00e1ter irris\u00f3rio desse h\u00e1bito, a aus\u00eancia de qualquer raz\u00e3o profunda de viver, o car\u00e1ter insensato dessa agita\u00e7\u00e3o cotidiana e a inutilidade do sofrimento. Qual \u00e9 ent\u00e3o esse incalcul\u00e1vel sentimento que priva o esp\u00edrito do sono necess\u00e1rio \u00e0 sua vida?<\/p>\n<p>Um mundo que se pode explicar, mesmo com m\u00e1s raz\u00f5es, \u00e9 um mundo familiar, mas, pelo contr\u00e1rio, num universo subitamente privado de ilus\u00f5es e de luzes, o homem sente-se um estrangeiro. Tal ex\u00edlio \u00e9 sem recursos, visto que privado das recorda\u00e7\u00f5es de uma p\u00e1tria perdida ou da esperan\u00e7a de uma terra prometida. Esse div\u00f3rcio entre o homem e a sua vida, entre o ator e o cen\u00e1rio. \u00c9 que \u00e9 verdadeiramente o sentido do absurdo. Como todos os homens s\u00e3os j\u00e1 pensaram no seu pr\u00f3prio suic\u00eddio, pode reconhecer-se, sem mais explica\u00e7\u00f5es, que h\u00e1 um elo direto entre tal sentimento e a aspira\u00e7\u00e3o ao nada.<\/p>\n<p>O assunto deste ensaio \u00e9 precisamente essa rela\u00e7\u00e3o entre o absurdo e o suic\u00eddio, a medida exata em que o suic\u00eddio \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para o absurdo.<\/p>\n<p>Pode-se admitir-se como princ\u00edpio que para um homem que n\u00e3o faz batota, o que ele considera verdade deve regular a sua a\u00e7\u00e3o. A cren\u00e7a no absurdo da exist\u00eancia deve pois ordenar a sua conduta. \u00c9 uma curiosidade leg\u00edtima, perguntarmos a n\u00f3s pr\u00f3prios, claramente e sem falso pat\u00e9tico, se uma conclus\u00e3o desta ordem exige que se abandone, o mais depressa poss\u00edvel, uma condi\u00e7\u00e3o incompreens\u00edvel. Falo aqui, bem entendido, dos homens dispostos a porem-se de acordo consigo pr\u00f3prios. Apresentado em termos claros, este problema pode parecer ao mesmo tempo simples e insol\u00favel. Mas sup\u00f5e-se erradamente que as perguntas simples determinam respostas que o n\u00e3o s\u00e3o menos e que a evid\u00eancia implica evid\u00eancia. A priori, e invertendo os termos do problema, da mesma maneira que a gente se mata ou n\u00e3o se mata, parece haver unicamente duas solu\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas: a do sim e a do n\u00e3o. Seria belo demais.<\/p>\n<p>H\u00e1 que contar, por\u00e9m, como aqueles que, sem tirarem conclus\u00f5es, interrogam sempre. Aqui, mal ironizo: trata-se da maioria. Vejo igualmente que os que respondem n\u00e3o agem como se pensassem sim. De fato, se aceito o crit\u00e9rio nitzscheano, eles pensam sim de uma maneira ou de outra. Pelo contr\u00e1rio, acontece muitas vezes que precisamente os que se suicidam eram os que estavam certos de haver encontrado um sentido da vida. Essas contradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o constantes. Pode-se mesmo dizer que nunca foram t\u00e3o vivas como neste ponto em que a l\u00f3gica parece, pelo contr\u00e1rio, t\u00e3o desej\u00e1vel. \u00c9 um lugar-comum comparar as teorias filos\u00f3ficas e a conduta dos que as professam. Mas h\u00e1 que reconhecer que, de entre os pensadores que recusam um sentido \u00e0 vida, nenhum exceto Kirilov, que pertence \u00e0 literatura, peregrino, que nasce da lenda, e Jules Lequier, que vem do mundo da hip\u00f3tese, levou a sua coer\u00eancia l\u00f3gica ao ponto de recusar essa vida.<\/p>\n<p>Cita-se muitas vezes, para rir, Schopenhauer, que fazia o elogio do suic\u00eddio diante de uma mesa bem guarnecida. Tal n\u00e3o deve, entretanto, constituir motivo de riso. Esta maneira de n\u00e3o tomar o tr\u00e1gico a s\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o grave, mas acaba por nos dar ela pr\u00f3pria a medida do homem. Ante estas contradi\u00e7\u00f5es e estas obscuridades, devemos ent\u00e3o acreditar que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma rela\u00e7\u00e3o entre a opini\u00e3o que podermos ter da vida e o gesto que fazemos para a deixar? N\u00e3o exageramos tampouco nesse sentido. Na afei\u00e7\u00e3o de um homem pela vida h\u00e1 qualquer coisa de mais forte que todas as mis\u00e9rias do mundo. O julgamento do corpo vale bem o do esp\u00edrito e o corpo recua ante o aniquilamento. Ganhamos o h\u00e1bito de viver, antes de adquirimos o de pensar. Nesta corrida que todos os dias nos precipita um pouco mais para a morte, o corpo guarda esse avan\u00e7o irrepar\u00e1vel.<\/p>\n<p>Enfim, o essencial de tal contradi\u00e7\u00e3o reside naquilo a que chamarei a esquiva, porque ela \u00e9 ao mesmo tempo menos e mais do que a divers\u00e3o no sentido pascaliano. A esquiva mortal, que constitui o terceiro tema deste ensaio, \u00e9 a esperan\u00e7a. Esperan\u00e7a noutra vida que \u00e9 necess\u00e1rio &#8220;merecer&#8221;, ou batota dos que vivem n\u00e3o pela pr\u00f3pria vida mas por qualquer ideia que a ultrapassa, a sublima, lhe d\u00e1 um sentido e a atrai\u00e7oa. Tudo contribui assim para baralhar as cartas. N\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que se tem jogado com as palavras e fingindo acreditar que recusar um sentindo a vida conduz for\u00e7osamente a declarar que ela n\u00e3o vale a pena ser vivida.<\/p>\n<p>Na verdade, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma rela\u00e7\u00e3o de obrigatoriedade entre estes dois ju\u00edzos. Importa, sim, consentirmos que nos dominem as confus\u00f5es, div\u00f3rcios e inconsequ\u00eancias, assinalados at\u00e9 aqui. \u00c9 preciso afastar tudo e ir direito ao verdadeiro problema. As pessoas matam-se porque a vida n\u00e3o vale a pena ser vivida, eis uma verdade, sem d\u00favida \u2014infecunda, no entanto, porque \u00e9 tru\u00edsmo. Mas vir\u00e1 esse insulto \u00e0 exist\u00eancia, esse desmentido em que a mergulhamos, de ela n\u00e3o ter sentindo algum?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o seu absurdo exige que lhe escapemos, pela esperan\u00e7a ou pelo suic\u00eddio \u2014eis o que \u00e9 necess\u00e1rio aclarar, prosseguir e ilustrar, afastando todo o resto. Averiguar se o absurdo determina a morte, tal problema a que se tem de dar a primazia, fora de todos os m\u00e9todos do pensamento e dos jogos do esp\u00edrito desinteressado. As cambiantes, as contradi\u00e7\u00f5es, a psicologia que um esp\u00edrito &#8220;objetivo&#8221; sabe sempre introduzir em todos os problemas, n\u00e3o t\u00eam lugar nesta procura e nesta paix\u00e3o. \u00c9 unicamente um pensamento injusto, quer dizer, l\u00f3gico, o que \u00e9 mais f\u00e1cil. \u00c9 at\u00e9 c\u00f4modo ser-se l\u00f3gico, mas \u00e9 quase imposs\u00edvel ser-se l\u00f3gico at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>Os homens que morrem \u00e0s suas pr\u00f3prias m\u00e3os seguem deste modo at\u00e9 o fim da tend\u00eancia do seu sentimento. A reflex\u00e3o sobre o suic\u00eddio d\u00e1-me ent\u00e3o ocasi\u00e3o de apresentar o \u00fanico problema que me interessa: haver\u00e1 uma l\u00f3gica at\u00e9 \u00e0 morte?<\/p>\n<p>S\u00f3 posso sab\u00ea-lo prosseguindo, sem paix\u00e3o desordenada, \u00e0 luz \u00fanica da evid\u00eancia, o racioc\u00ednio cuja origem aqui indico absurdo. Muitos o come\u00e7aram. Ainda n\u00e3o sei se o respeitam. Quando Karl Jaspers, revelando a impossibilidade de constituir o mundo em unidade, exclama: &#8220;Essa limita\u00e7\u00e3o conduz-me a mim pr\u00f3prio ao ponto onde j\u00e1 n\u00e3o me escondo por detr\u00e1s da mera representa\u00e7\u00e3o de um ponto de vista abstrato, onde nem eu nem a exist\u00eancia de outrem podem tornar-se objeto para mim&#8221; \u2014ent\u00e3o ele evoca, depois de muitos outros, esses lugares desertos e sem \u00e1gua onde o pensamento chega aos seus confins. Depois de muitos outros, sim, sem d\u00favida, mas que pressa eles tinham em sair de l\u00e1! A essa \u00faltima curva onde o pensamento vacila, muitos homens chegaram e, dos mais humildes, esses abedicavam ent\u00e3o daquilo que tinham de mais querido, que era a sua vida. Outros, pr\u00edncipes entre os senhores do esp\u00edrito, abdicaram tamb\u00e9m, mas procederam ao suic\u00eddio do seu pensamento, na sua revolta mais pura.<\/p>\n<p>O verdadeiro esfor\u00e7o consiste, pelo contr\u00e1rio, em a\u00ed nos aguentarmos, tanto o quanto poss\u00edvel, e examinarmos de perto a vegeta\u00e7\u00e3o barroca. Dessas regi\u00f5es afastadas. A tenacidade e a clarivid\u00eancia s\u00e3o espectadores privilegiados nesse jogo desumano em que o absurdo, a esperan\u00e7a e a morte travam o seu di\u00e1logo. O esp\u00edrito pode ent\u00e3o analisar as figuras dessa dan\u00e7a elementar e sutil, antes de ele pr\u00f3prio as ilustrar e as reviver.<\/p>\n<p>Continue a leitura: <a href=\"http:\/\/www.filosofia.com.br\/figuras\/livros_inteiros\/241.txt\">http:\/\/www.filosofia.com.br\/figuras\/livros_inteiros\/241.txt<\/a>.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Suic\u00eddio e la\u00e7o social<\/p>\n<p>COUTINHO, Alberto Henrique Soares de Azeredo. Suic\u00eddio e la\u00e7o social. Reverso, Belo Horizonte , v. 32, n. 59, p. 61-69, jun. 2010 . Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-73952010000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\">http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-73952010000100008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso<\/a>&gt;. acessos em 10 set. 2019.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Albert Camus, nascido na Arg\u00e9lia, em 1913, morreu num desastre de autom\u00f3vel, em 1960. 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