{"id":98,"date":"2008-06-11T16:44:49","date_gmt":"2008-06-11T19:44:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/?page_id=98"},"modified":"2013-04-09T23:17:09","modified_gmt":"2013-04-10T02:17:09","slug":"observacoes-de-vygotsky","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/observacoes-de-vygotsky\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios sobre as observa\u00e7\u00f5es de Vygotsky, por Jean Piaget"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fragmento de:<\/strong> Coment\u00e1rio sobre as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Vygotsky concernentes a duas obras: &#8220;A linguagem e o pensamento na crian\u00e7a&#8221; e &#8220;O racioc\u00ednio na crian\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Paulo Francisco Slomp<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong> PIAGET, Jean. Commentaire sur les remarques critiques de Vygotski concernant le Langage et la pens\u00e9e chez l&#8217;enfant et le Jugement et le raisonnement chez l&#8217;enfant. Archives de psychologie. 1979, vol. 47, no 183, p. 237-249. Publica\u00e7\u00e3o original em l\u00edngua inglesa, 1962.<\/p>\n<p><strong>Texto integral em portugu\u00eas:<\/strong> PIAGET, Jean. Coment\u00e1rio sobre as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Vygotsky concernentes a duas obras: &#8220;A linguagem e o pensamento na crian\u00e7a&#8221; e &#8220;O racioc\u00ednio da crian\u00e7a&#8221;. Trad. de Agnela Giusta. Em Aberto, Bras\u00edlia, ano 9, no 48, p\u00e1g. 69-77, out.\/dez. 1990. A tradu\u00e7\u00e3o realizada por Agnela Giusta tem como fonte o ap\u00eandice de VYGOTSKY, L. S. Pensiero e linguaggio. Firenze: Giunti, 1966. Que, por sua vez, \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o em ingl\u00eas do manuscrito original de 1962 em franc\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rio sobre as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Vygotsky concernentes a duas obras: &#8220;A linguagem e o pensamento na crian\u00e7a&#8221; e &#8220;O racioc\u00ednio na crian\u00e7a&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem tristeza que um autor descobre, vinte e cinco anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, o trabalho de um outro autor que partiu nesse per\u00edodo, quando este trabalho cont\u00e9m tantos pontos de interesse imediato que o levariam a discutir pessoal e detalhadamente. Meu amigo A. Luria manteve-me ao par da posi\u00e7\u00e3o simultaneamente simp\u00e1tica e cr\u00edtica de Vygotsky a meu respeito, mas nunca pude ler seus escritos ou encontr\u00e1-lo pessoalmente e, lendo seu livro hoje, lamento profundamente pois poder\u00edamos ter chegado a um entendimento em numerosos pontos.<\/p>\n<p>A senhorita E. Hanfmann, que \u00e9 uma das melhores continuadoras de Vygotsky, pediu-me gentilmente que comentasse as reflex\u00f5es desse grande autor sobre meus primeiros trabalhos. Desejo agradec\u00ea-la vivamente mas devo confessar meu embara\u00e7o, pois quando o livro de Vygotsky apareceu, em 1934, discutia alguns trabalhos meus datados de 1923 e 1924. Pensando sobre a quest\u00e3o encontrei um modo simples e mesmo instrutivo (pelo menos para mim) de evitar essa discuss\u00e3o retrospectiva: tentar ver se as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Vygotsky se justificam ou n\u00e3o, \u00e0 luz de meus trabalhos posteriores. A resposta \u00e9 sim e n\u00e3o; em alguns pontos vejo-me hoje mais de acordo com Vygotsky do que teria estado em 1934; enquanto que em outros pontos acredito ter agora melhores argumentos para responder-lhe.<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>Come\u00e7aremos por duas quest\u00f5es distintas que se referem ao cap\u00edtulo 2 de Vygotsky: a quest\u00e3o do egocentrismo em geral e da linguagem egoc\u00eantrica. Vygotsky, se eu o compreendi bem, n\u00e3o est\u00e1 de acordo comigo sobre a no\u00e7\u00e3o de egocentrismo intelectual da crian\u00e7a, mas reconhece a exist\u00eancia do que chamei de linguagem egoc\u00eantrica. Ele a v\u00ea como ponto de partida da linguagem interiorizada ulterior, que ele considera que possui serventia tanto para fins aut\u00edsticos como para fins l\u00f3gicos. Discutiremos ent\u00e3o estas duas quest\u00f5es separadamente.<\/p>\n<p>1. O egocentrismo cognitivo<\/p>\n<p>O problema central que Vygotsky levanta \u00e9 basicamente o da natureza adaptativa e funcional das atividades da crian\u00e7a, bem como de todo ser humano. Sobre esse ponto estou em linha gerais certamente de acordo com ele e tudo que escrevi (ap\u00f3s meus cinco primeiros livros) sobre O nascimento da intelig\u00eancia ao n\u00edvel sens\u00f3rio-motor e sobre a g\u00eanese das opera\u00e7\u00f5es l\u00f3gico-matem\u00e1ticas a partir das a\u00e7\u00f5es, faz com que hoje me seja f\u00e1cil situar o inicio do pensamento em um contexto de adapta\u00e7\u00e3o, num sentido cada vez mais biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fragmento de: Coment\u00e1rio sobre as observa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Vygotsky concernentes a duas obras: &#8220;A linguagem e o pensamento na crian\u00e7a&#8221; e &#8220;O racioc\u00ednio na crian\u00e7a&#8221;. Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo Francisco Slomp Fonte: PIAGET, Jean. Commentaire sur les remarques critiques de Vygotski concernant le Langage et la pens\u00e9e chez l&#8217;enfant et le Jugement et le raisonnement chez l&#8217;enfant. &hellip; <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/observacoes-de-vygotsky\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Coment\u00e1rios sobre as observa\u00e7\u00f5es de Vygotsky, por Jean Piaget&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1063,"menu_order":14,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_lmt_disableupdate":"","_lmt_disable":"","footnotes":""},"class_list":["post-98","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/98","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/98\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2092,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/98\/revisions\/2092"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}