MESMO NAS CINZAS, EU DANÇO

    Lembro-me que, há alguns anos atrás, quando comecei a estudar História do Brasil na faculdade, me intrigava o fato de um espaço colonizado e forjado com tamanha violência ser, curiosamente, um lugar no mundo onde tanto se festeja. Um passado de escravidão, tortura, inquisições, privação de direitos humanos básicos e autoritarismo político latente […]

O caçador de hoje é o mamute de amanhã

      Recordo-me com entusiasmo da primeira vez em que li o texto Os Mamutes do dramaturgo carioca Jô Bilac. A narrativa que me pareceu aparentemente distópica em um primeiro momento (e digo aparentemente porque as referências me foram, desde a primeira frase, bastante familiares, se devidamente contextualizadas) e o argumento de caráter fantástico […]