{"id":550,"date":"2020-02-08T19:04:26","date_gmt":"2020-02-08T22:04:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/?p=550"},"modified":"2020-06-29T11:07:03","modified_gmt":"2020-06-29T14:07:03","slug":"o-amor-nos-tempos-de-odio-a-celebracao-e-o-afeto-como-forma-de-resistencia-em-guarana-cerebral-e-cinza-tropical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/o-amor-nos-tempos-de-odio-a-celebracao-e-o-afeto-como-forma-de-resistencia-em-guarana-cerebral-e-cinza-tropical\/","title":{"rendered":"O amor nos tempos de \u00f3dio: a celebra\u00e7\u00e3o e o afeto como forma de resist\u00eancia em Guaran\u00e1 Cerebral e Cinza Tropical"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_554\" aria-describedby=\"caption-attachment-554\" style=\"width: 757px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-554\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-01.jpg\" alt=\"\" width=\"757\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-01.jpg 757w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-01-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-01-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-01-750x750.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 757px) 100vw, 757px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-554\" class=\"wp-caption-text\">Guaran\u00e1 Cerebral. Foto: Iassan\u00e3 Martins.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Precisamos falar sobre o amor, sobre a festa, sobre as despedidas, sobre um olhar atrav\u00e9s da sala se tornar um ato pol\u00edtico e sobre um guaran\u00e1 contar uma hist\u00f3ria, duas e at\u00e9 mais. O amor se tornou uma forma de revolu\u00e7\u00e3o em meio ao caos da cidade de cinzas e ainda que queim\u00e1ssemos por vidas inteiras e n\u00e3o restasse nada al\u00e9m de p\u00f3 de ser sobreviver\u00edamos, porque vivemos de novos sonhos, novas ideias, novos \u201cpode ser que isso funcione\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Quando assisti a montagem de <em>Guaran\u00e1 Cerebral<\/em> produzida pelos colegas do Departamento de Arte Dram\u00e1tica pela primeira vez me questionei sobre a necessidade de falarmos sobre o amor em tempos com tantas urg\u00eancias outras que n\u00e3o essa: por que dever\u00edamos falar de amor em um per\u00edodo p\u00f3s-golpe onde os supostos governantes tateavam em busca de qualquer brecha para tirar nossos direitos? A resposta veio aos poucos, talvez s\u00f3 a tenha encontrado de fato agora, quase um ano depois, ao assistir <em>Cinza Tropical<\/em>, projeto de est\u00e1gio do mesmo grupo. Precisamos falar sobre o amor porque \u00e9 tudo o que temos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Falemos de contexto pol\u00edtico: est\u00e1vamos e ainda estamos em uma \u00e9poca de ideias polarizadas e pouco di\u00e1logo, em que o capital importa mais que a vida, elegemos governantes incapazes e preconceituosos que ilustram o que h\u00e1 de mais podre em nossa sociedade e nos matamos (entre n\u00f3s e aos outros). Em meio ao \u00f3dio desenfreado encontramos no afeto uma forma de resist\u00eancia a toda e qualquer tentativa de guerra aos nossos. Quando falo de n\u00f3s, falo daqueles que entendem a import\u00e2ncia da equidade de direitos e n\u00e3o se calam diante dos retrocessos e ataques direcionados \u00e0s minorias que na verdade compreendem a maior parte da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 um tempo de sentirmos \u00f3dio por aqueles que nos odeiam. Tamb\u00e9m \u00e9 um tempo de repensarmos nosso pr\u00f3prio \u00f3dio. A atriz professora de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mirna Spritzer, traz a ideia do amor como uma forma de alteridade, colocar-se no lugar do outro e reconhec\u00ea-lo enquanto sujeito complexo e pass\u00edvel de falhas. A partir da\u00ed podemos ver tamb\u00e9m o amor e o afeto como uma forma de criar mundos poss\u00edveis, utopias que surgem a partir da necessidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_555\" aria-describedby=\"caption-attachment-555\" style=\"width: 1136px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-555\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02.jpg\" alt=\"\" width=\"1136\" height=\"757\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02.jpg 1136w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-02-750x500.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1136px) 100vw, 1136px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-555\" class=\"wp-caption-text\">Guaran\u00e1 Cerebral. Foto: Iassan\u00e3 Martins.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><em>Guaran\u00e1 Cerebral<\/em>, texto de Diogo Liberano, nos presenteia com a hist\u00f3ria de tr\u00eas namorados, amigos ou qualquer coisa que n\u00e3o necessariamente precisa de um nome. Marcelo, Joaquim e Sabrina, que se conheceram dividindo um guaran\u00e1 pra curar o calor tropical, se fazem e desfazem a partir de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias longe um do outro. \u00c9 a hist\u00f3ria de um reencontro depois de anos e de como estamos distantes da ideia de amor romantizado que nos \u00e9 vendida todos os dias desde que nascemos. <em>Guaran\u00e1 Cerebral<\/em> fala sobre amarmos a partir do real e n\u00e3o das expectativas que criamos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_556\" aria-describedby=\"caption-attachment-556\" style=\"width: 1016px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-556\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03.jpg\" alt=\"\" width=\"1016\" height=\"1038\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03.jpg 1016w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03-294x300.jpg 294w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03-768x785.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03-1002x1024.jpg 1002w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Guarana\u0301-03-750x766.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1016px) 100vw, 1016px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-556\" class=\"wp-caption-text\">Guaran\u00e1 Cerebral (divulga\u00e7\u00e3o). Foto: Louise Pierosan.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">A encena\u00e7\u00e3o proposta pelo grupo traz um cen\u00e1rio composto por caixas de cerveja e alguns poucos outros objetos, como a escultura com a qual Joaquim presenteia os ex-namorados ou os microfones nos quais celebram as mem\u00f3rias e o que ainda h\u00e1 de vir. As caixas, que s\u00e3o jogadas de um lado a outro do palco formando as estruturas usadas pelos personagens, dizem muito de sua rela\u00e7\u00e3o e de suas emo\u00e7\u00f5es, sendo feitas, desfeitas, expostas e sentidas. Para al\u00e9m de trazer visibilidade para outros formatos de rela\u00e7\u00e3o poss\u00edveis e desmistificar uma monogamia compuls\u00f3ria, o espet\u00e1culo trata daquilo que v\u00ednhamos falando nos par\u00e1grafos anteriores: o amar, o permitir-se afetar e ser afetado pelas rela\u00e7\u00f5es e a no\u00e7\u00e3o de que, como diz Joaquim, \u201ca gente s\u00f3 \u00e9 por causa do outro\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_557\" aria-describedby=\"caption-attachment-557\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-557\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"717\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01.jpg 1080w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-01-750x498.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-557\" class=\"wp-caption-text\">Cinza Tropical. Foto: Iassan\u00e3 Martins.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080; font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><em>Cinza Tropical<\/em> \u00e9 um convite para dan\u00e7armos a utopia. \u00c9 carnaval e festejamos, ainda que n\u00e3o haja motivo para isso. A festa, assim como o amor, \u00e9 o que nos resta quando n\u00e3o h\u00e1 mais nada. Festejamos \u00e0 morte, ao passado, \u00e0s novas possibilidades, \u00e0 n\u00f3s mesmos. Cantamos com todo o ar que temos para que sejamos ouvidos pela cidade inteira, ainda que ela n\u00e3o queira nos ouvir. N\u00f3s veneramos a festa da carne, porque no fim das contas \u00e9 disso que precisamos, toque, contato, presen\u00e7a, afeto. N\u00e3o \u00e9 um espet\u00e1culo e tamb\u00e9m \u00e9, assistimos mas poder\u00edamos ser n\u00f3s cruzando a avenida e cantando marchinhas aos c\u00e9us. E a\u00ed nos pintar\u00edamos, e sair\u00edamos, e encher\u00edamos a cara e dir\u00edamos em alto e bom tom que somos os m\u00e1rtires da nova gera\u00e7\u00e3o, com nossas teorias e a certeza de que voltar\u00edamos pra casa pra sofrer por mais um dia. Correr\u00edamos pela cidade, iluminados pelo amarelo das ruas em ru\u00ednas, far\u00edamos loucuras e culpar\u00edamos as estrelas. Ser\u00edamos livres, presos apenas pelo capital e aqueles que tomam conta do poder.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080; font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"> \u00c9 o carnaval em suas mais bonitas facetas e em seus mais feios trajes. Um grito por afeto e um questionamento sobre o que resta quando o bloco passa e o cinza da cidade volta a ser dono das ruas. \u00c9 carnaval pra quem? Pra o catador de latinhas que segue a festa? Pra quem limpa as ruas de suor, sangue e urina depois que voltamos tranquilos para nossas camas? A quem pertence o afeto pelo qual gritamos?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080; font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">O espet\u00e1culo, com seus figurinos cinza e pequenos toques de cor aqui e ali e com a banda que nos enche os ouvidos e olhos, questiona a carnavaliza\u00e7\u00e3o da nossa trag\u00e9dia ao mesmo tempo que deixa ecoar uma pergunta: por que n\u00e3o? Por que n\u00e3o festejar o amanh\u00e3 enquanto lutamos pelo hoje? Por que n\u00e3o fazer das cinzas um lugar de nascimento de uma nova hist\u00f3ria? <em>Cinza Tropical<\/em> \u00e9 sobre o que podemos ser.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_558\" aria-describedby=\"caption-attachment-558\" style=\"width: 1080px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-558\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02.jpg\" alt=\"\" width=\"1080\" height=\"723\" srcset=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02.jpg 1080w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/www.ufrgs.br\/qorpoqritico\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Cinza-02-750x502.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-558\" class=\"wp-caption-text\">Cinza Tropical. Foto: Iassan\u00e3 Martins.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">***<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica de <em>Guaran\u00e1 Cerebral<\/em>:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Dire\u00e7\u00e3o: Louise Pierosan<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Texto: Diogo Liberano<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Elenco: Bruna \u00c1vila, Ricardo Meine e Sandro Aliprandini<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Cria\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de luz: Roger Santos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Sonoriza\u00e7\u00e3o: Manu Goulart<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Arte gr\u00e1fica: Vicente Lopes Pires<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Originado da disciplina de Atelier de Composi\u00e7\u00e3o e Montagem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Orienta\u00e7\u00e3o: Patr\u00edcia Fagundes<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Fotos: J\u00e9ssica Barbosa<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">*<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\"><strong>Ficha t\u00e9cnica de <em>Cinza Tropical<\/em>:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Dire\u00e7\u00e3o: Louise Pierosan<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Dramaturgia: Naomi Luana e Louise Pierosan<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Dire\u00e7\u00e3o Musical: Martin Weiler<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Atua\u00e7\u00e3o: Bruna Avila, Eriam Schoenardie, Fl\u00e1via Reckziegel, Miguel RIbeiro, Ricardo Meine, Rita Spier, Sandro Aliprandini, Suzane Cardoso e Thais Diedrich<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Trilha sonora: JP Siliprandi, Martin Weiler, Mica Filter e Thay\u00e3n Martins<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Ilumina\u00e7\u00e3o: Bruna Casali<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Figurinos: Thais Diedrich<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Produ\u00e7\u00e3o: Sandro Aliprandini<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Fotos: Carlota Ara\u00fajo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Teaser: Maur\u00edcio Casiraghi<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Arte gr\u00e1fica: Andr\u00e9 Varela<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Contribui\u00e7\u00e3o art\u00edstica: Carla Cassapo e Laura Das \u00c1guas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Orienta\u00e7\u00e3o: Gisela Habeyche e Patr\u00edcia Fagundes<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Apoio: Cia. R\u00fastica, Cia. Stravaganza, Justo, Cubo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 10pt;\">Est\u00e1gio de Atua\u00e7\u00e3o de Bruna Avila, Ricardo Meine, Sandro Aliprandini e de Dire\u00e7\u00e3o de Louise Pierosan<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #333333;\"><em><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">Qorpo Qr\u00edtico \u2013 Vol. 02, n. 03, fevereiro a maio de 2020. <span style=\"color: #000000; font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 8pt;\">ISSN 2675-4207.<\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Precisamos falar sobre o amor, sobre a festa, sobre as despedidas, sobre um olhar atrav\u00e9s da sala se tornar um ato pol\u00edtico e sobre um guaran\u00e1 contar uma hist\u00f3ria, duas e at\u00e9 mais. 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