{"id":123,"date":"2015-10-17T20:35:07","date_gmt":"2015-10-17T20:35:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/?p=123"},"modified":"2023-06-28T16:44:59","modified_gmt":"2023-06-28T16:44:59","slug":"natura-toda-relacao-e-um-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/2015\/10\/17\/natura-toda-relacao-e-um-presente\/","title":{"rendered":"Natura &#8211; Toda rela\u00e7\u00e3o \u00e9 um presente"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-123-1\" width=\"640\" height=\"360\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Toda-rela\u00e7\u00e3o-\u00e9-um-presente-Natura-ABRIL-2013.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Toda-rela\u00e7\u00e3o-\u00e9-um-presente-Natura-ABRIL-2013.mp4\">https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/18-Toda-rela\u00e7\u00e3o-\u00e9-um-presente-Natura-ABRIL-2013.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dando a impress\u00e3o de que o espectador est\u00e1 \u201cjunto\u201d da fam\u00edlia em seus momentos \u00edntimos, o comercial, por abordar diferentes formas de rela\u00e7\u00f5es familiares, n\u00e3o privilegia qualquer modelo de rela\u00e7\u00e3o. Percebe-se uma diversidade de representa\u00e7\u00e3o, sendo todos apresentados d. A Natura, ao apostar em retratos das diferentes formas de fam\u00edlia existentes no Brasil, parece querer tratar do casal homossexual de uma forma natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser uma das \u00faltimas fam\u00edlias a ser mostrada, e aparecer justamente quando a chamada do comercial come\u00e7a a ser escrita na tela, que pode sugerir a interpreta\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o homoafetiva, caracterizando, inclusive, a forma\u00e7\u00e3o de um casal homossexual, com uma estrat\u00e9gia de sutileza, j\u00e1 que poder\u00e1 apresentar uma interpreta\u00e7\u00e3o d\u00fabia. Para um p\u00fablico LGBT ou favor\u00e1veis \u00e0s conquistas dessas minorias, a interpreta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 sugerir uma rela\u00e7\u00e3o homoafetiva e\/ou homossexual. Para outros p\u00fablicos, poderia ser uma alternativa do anunciante de apresentar dois homens numa rela\u00e7\u00e3o familiar sugerindo diversos v\u00ednculos. A posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica deles no comercial, no entanto, se op\u00f5e \u00e0 cena em si, que \u00e9 constru\u00edda de forma bastante simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois personagens-mote, ao que d\u00e1 pra perceber, nos 33 segundos de v\u00eddeo, s\u00e3o retratados da mesma forma que qualquer outro homem presente nas outras cenas. A possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o de dois personagens gays se constr\u00f3i pela intimidade de estarem sozinhos em cena, sentados muitos pr\u00f3ximos um do outro em um sof\u00e1. Os modos de se vestir, de agir e de falar (inexistente, no caso deste comercial) n\u00e3o apresentam nenhum estereotipo aparente. A constru\u00e7\u00e3o da homossexualidade ocorre por uma possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o homoafetiva, e n\u00e3o pela caracteriza\u00e7\u00e3o de personagens com ind\u00edcios que sugiram suas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dando a impress\u00e3o de que o espectador est\u00e1 \u201cjunto\u201d da fam\u00edlia em seus momentos \u00edntimos, o comercial, por abordar diferentes formas de rela\u00e7\u00f5es familiares, n\u00e3o privilegia qualquer modelo de rela\u00e7\u00e3o. Percebe-se uma diversidade de representa\u00e7\u00e3o, sendo todos apresentados d. 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