{"id":141,"date":"2015-10-17T21:09:19","date_gmt":"2015-10-17T21:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/?p=141"},"modified":"2023-06-28T16:09:25","modified_gmt":"2023-06-28T16:09:25","slug":"hot-pocket-sadia-novela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/2015\/10\/17\/hot-pocket-sadia-novela\/","title":{"rendered":"Hot Pocket Sadia &#8211; Novela"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 400px;\" class=\"wp-video\"><video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-141-1\" width=\"400\" height=\"300\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/9_-_Novela_Hot_Pocket_Sadia_ABRIL_2011.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/9_-_Novela_Hot_Pocket_Sadia_ABRIL_2011.mp4\">https:\/\/www.ufrgs.br\/questaodegenero\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/9_-_Novela_Hot_Pocket_Sadia_ABRIL_2011.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comercial da Sadia come\u00e7a com o personagem-mote chorando por ver a novela, seu amigo entra logo em seguida e fica surpreso com a cena. O restante do desenrolar \u00e9 uma atitude que muitos homens usariam, julgar seu amigo e tentar encontrar uma explica\u00e7\u00e3o para a cena. Al\u00e9m de, ao final do comercial, mostrarem o deboche em um estilo descontra\u00eddo, por\u00e9m n\u00e3o menos preconceituoso pela fato de um homem chorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O personagem-mote se indaga para saber o que fazer perante o olhar reprovador do amigo. A norma hegem\u00f4nica de masculinidade n\u00e3o permite aos homens o direito de chorar, ainda mais se o motivo do choro for feito para mobilizar o p\u00fablico feminino, sendo do senso comum se considerar que uma parcela do p\u00fablico feminino se comove com telenovelas, e o mesmo n\u00e3o \u00e9 esperado de p\u00fablicos masculinos heterossexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chorar para a sociedade est\u00e1 vinculado ao g\u00eanero feminino, que vem com suas fragilidades e sentimentos aflorados, homens por serem viris e fortes n\u00e3o tem a mesma aceita\u00e7\u00e3o sobre o choro pela sociedade. O personagem-mote da Sadia se v\u00ea reprimido pela presen\u00e7a do amigo (outro homem) em um momento que est\u00e1 expondo seus sentimentos em momento \u00edntimo. A reprova\u00e7\u00e3o com a possibilidade de choro do amigo tamb\u00e9m \u00e9 algo que dita as normas hegem\u00f4nicas de masculinidade. Est\u00e1 intricado nas ra\u00edzes das representa\u00e7\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo hegem\u00f4nico da masculinidade heterossexual ainda inibe o choro de um homem ainda visto e valorizado por sua virilidade, al\u00e9m do mais os seus sentimentos n\u00e3o podem ser expressos e quando o s\u00e3o, eles -os homens- poder\u00e3o ser julgados como afeminados ou ate mesmo homossexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comercial feito pela agencia DM9DDB para o Hot Pocket da Sadia reafirma o que ja \u00e9 muito difundido por uma sociedade masculina hegem\u00f4nica, o homem \u00e9 aquele que lida com a terra, com o bruto ficando para a mulher os sentimentos, ela, a que lida com os filhos, a casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao se utilizar de uma representa\u00e7\u00e3o desse tipo, que refor\u00e7a o estere\u00f3tipo de que homem n\u00e3o chora se esta reprimindo uma nova gera\u00e7\u00e3o de se conhecer melhor e ter mais liberdade de express\u00e3o sem se sentir reprimida com pre-julgamentos pela sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comercial da Sadia come\u00e7a com o personagem-mote chorando por ver a novela, seu amigo entra logo em seguida e fica surpreso com a cena. 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