{"id":2995,"date":"2022-05-04T16:41:26","date_gmt":"2022-05-04T19:41:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufrgs.br\/radio\/?p=2995"},"modified":"2022-05-12T10:34:52","modified_gmt":"2022-05-12T13:34:52","slug":"a-musica-como-protagonista-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufrgs.br\/radio\/a-musica-como-protagonista-no-cinema\/","title":{"rendered":"A m\u00fasica como protagonista no cinema"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 palavras que at\u00e9 o Houaiss desconhece. Uma delas \u00e9 diegese, de origem grega (diegesis: narrativa), e suas deriva\u00e7\u00f5es: dieg\u00e9tico, n\u00e3o dieg\u00e9tico, metadieg\u00e9tico, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para \u00c9tiene Souriau, que retoma a palavra em 1951 no campo dos estudos de cinema, &#8220;os &#8216;fatos dieg\u00e9ticos&#8217; s\u00e3o aqueles representados na tela, relativos \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o em proje\u00e7\u00e3o diante dos espectadores. \u00c9 dieg\u00e9tico tudo o que se passa conforme a fic\u00e7\u00e3o que o filme apresenta, tudo o que essa fic\u00e7\u00e3o implicaria se fosse supostamente verdadeira.&#8221; ( Jacques Aumont e Michel Marie, <em>Dicion\u00e1rio te\u00f3rico e cr\u00edtico de cinema<\/em>, ed. Papirus, 2006.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M\u00fasica dieg\u00e9tica \u00e9, portanto, aquela que est\u00e1 dentro da cena e que \u00e9 ouvida pelos personagens. Diferentemente da n\u00e3o dieg\u00e9tica, que \u00e9 a trilha sonora ouvida apenas pelo p\u00fablico. O exemplo mais famoso e mais celebrado de m\u00fasica tocada em cena talvez seja o de <em>Casablanca<\/em>, em que Sam, o pianista do Rick&#8217;s Caf\u00e9, interpreta <em>As time goes by<\/em> para os personagens de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Umberto Eco chegou a publicar um livro inteiro dedicado \u00e0 mania catalogadora, taxon\u00f4mica e obsessiva das listas. <em>A vertigem&nbsp; das listas <\/em>(Ed. Record), sugere o erudito italiano, pode ter sido inaugurada com o arrolamento da frota grega (e, em n\u00famero muito menor de versos, a troiana) na Il\u00edada de Homero, no famoso \u201cCat\u00e1logo das naus\u201d. Nos anos 90, com <em>Alta fidelidade<\/em>, livro de Nick Hornby adaptado ao cinema, a obsess\u00e3o catalogadora (musicais, especialmente) ganhou uma nova dimens\u00e3o pop. Hoje, as listas infestam virulentamente todo o universo intern\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jorge Luis Borges tem uma frase que diz mais ou menos assim: o que mais se destaca em uma lista s\u00e3o as aus\u00eancias. Temos a esperan\u00e7a, pelo menos, de que a nossa lista traga surpresas, ou, no m\u00ednimo, relembran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caetano Veloso em <em>Fale com ela<\/em> (<em>Hable con ella<\/em>, 20<\/strong>02) de Pedro Almod\u00f3var<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Caetano Veloso Cucurrucucu paloma\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kLMMXrvAxdE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Almod\u00f3var tem uma excelente rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica brasileira. J\u00e1 no princ\u00edpio de <em>Fale com ela<\/em>, enquanto assistimos \u00e0 toureira (representada pela cantora Rosario Flores) em plena a\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a dos Touros, ouvimos na trilha sonora <em>Por toda minha vida<\/em>, do disco <em>Elis e Tom<\/em> (1974). Em outro trecho, o personagem de Dario Grandinetti cita um verso de Jobim (&#8220;O amor \u00e9 a coisa mais triste quando se desfaz&#8221;). Praticamente um clipe musical dentro do filme, a cena com Caetano Veloso apresenta a interpreta\u00e7\u00e3o definitiva da famosa can\u00e7\u00e3o mexicana, gravada por tantos artistas, com destaque para Miguel Aceves Mej\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quintess\u00eancia do brega-chique, a cena com Caetano \u00e9 a suma da obra almodovariana, em que \u00e9 indistingu\u00edvel a separa\u00e7\u00e3o entre o kitsch e o sublime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda melancolia existencialista do protagonista (o insuper\u00e1vel Marcello Mastroianni), toda a delicadeza do mundo fren\u00e9tico e desalentado da <em>Doce vida<\/em> (1959, Fellini) romana representada em uma cena-s\u00edntese, onde um palha\u00e7o toca trompete para um ex\u00e9rcito de solit\u00e1rios bal\u00f5es. E sai de cena, lentamente, como quem chama seus c\u00e3es de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Federico Fellini&#039;s &quot;La Dolce Vita&quot; 1960 - Anita Ekberg, Marcello Mastroianni - The Clown\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iC_UjMsYmJc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen title=\"Federico Fellini's \"La Dolce Vita\" 1960 - Anita Ekberg, Marcello Mastroianni - The Clown\"><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fellini comp\u00f5e n\u00e3o apenas com o onipresente autor de suas trilhas, Nino Rota. Comp\u00f5e com o vento e os ru\u00eddos, os silvos e suspiros de um mundo prestes a desaparecer. A elegia tragic\u00f4mica da \u201citalieta\u201d fascista ao fim de <em>Amarcord<\/em> (1973) \u00e9 representada pela m\u00fasica do gaiteiro louco e cego que continua a tocar mesmo depois que a festa acabou e os convivas j\u00e1 se foram. A m\u00fasica, a festa, os sonhos, a juventude, tudo vai desvanecendo com a m\u00fasica e o vento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Federico Fellini-Amarcord\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jutCDasyJxU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Klaus Kinski tocando Caruso no gramofone no meio da Amaz\u00f4nia, em <em>Fitzcarraldo<\/em> (1981).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fitzcarraldo plays Caruso\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X6m1QDBx5ec?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Werner Herzog e Klaus Kinski talvez tenham combinado a mais neur\u00f3tica das rela\u00e7\u00f5es no cinema. Quem assistiu ao bel\u00edssimo document\u00e1rio <em>Meu melhor inimigo<\/em> sabe que Herzog estimulava Kinski a enlouquecer at\u00e9 o limite do histrionismo imagin\u00e1vel, beirando \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 loucura, para extrair a melhor atua\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de seu alter ego demon\u00edaco. Em <em>Fitzcarraldo<\/em>, a hist\u00f3ria de um idealista que deseja levar a \u00f3pera \u00e0 selva amaz\u00f4nica \u00e9 a maior representa\u00e7\u00e3o do cinema feito por Herzog e, possivelmente, a met\u00e1fora de toda forma de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00f3pera chega \u00e0 Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fitzcarraldo (1982) - Ending\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SG_6nbanzqw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inspirado na vida de \u2013 e interpretado por \u2013 Dexter Gordon, <em>Por volta da meia-noite<\/em> (1986), de Bertrand Tavernier, \u00e9 muito amado pelos jazz\u00f3filos do mundo todo. Mais amado que filmes excelentes como <em>Paris vive \u00e0 noite<\/em>, de Martin Ritt, (1966, com Paul Newman), <em>Bird<\/em>, de Clint Eastwood, sobre Charlie Parker, e os inovadores <em>Shadows<\/em> (1959) <a><\/a>e <em>Too late blues <\/em>(1961), ambos de John Cassavetes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Body And Soul - Dexter Gordon - (&#039;Round Midnight, 1986)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hOI-KaFb1m0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na cena, no lend\u00e1rio Blue Note, Dexter Gordon est\u00e1 acompanhado de John McLaughlin, Billy Higgins, Pierre Michelot e Herbie Hancock, que assina a trilha sonora original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Blow up<\/em> (1966), de Michelangelo Antonioni, documenta o esp\u00edrito contracultural londrino da metade dos anos 60 \u2013 a famigerada swinging London, que antecede por um triz a explos\u00e3o psicod\u00e9lica e o flower power. Com Vanessa Redgrave e David Hemmings, conta com a participa\u00e7\u00e3o da jovem Jane Birkin. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jeff Beck destr\u00f3i a guitarra e o amplificador num show dos Yardbirds (Jimmy Page \u00e0 esquerda do quadro).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Yardbirds - Jimmy Page &amp; Jeff Beck, Blow Up movie, 1966\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jHqXWIoYRvA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antonioni parece ter captado o sentido sacrificial pag\u00e3o que caracteriza, ou caracterizava, o rock.&nbsp; Em 1967, como em um ritual de imola\u00e7\u00e3o, Hendrix incendiaria a pr\u00f3pria guitarra no festival de Monterey, e Pete Towshend passaria longos anos destruindo sua guitarra em shows do The Who. Em <em>Zabriskie Point (1970)<\/em>, em outra cena antol\u00f3gica e purgat\u00f3ria, Antonioni explode uma casa na Calif\u00f3rnia ao som de Pink Floyd.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Blow up<\/em> inspirou outros filmes, como <em>Blow out<\/em> de Brian the Palma, com John Travolta. Mas a melhor deriva\u00e7\u00e3o de <em>Blow up<\/em> \u00e9 mesmo <em>A Conversa\u00e7\u00e3o <\/em>(1974), de Francis Ford Coppola. Todo o clima do per\u00edodo Watergate est\u00e1 representado neste filme sobre paran\u00f3ia e solid\u00e3o, antecipando reflex\u00f5es bastante contempor\u00e2neas sobre sistemas de seguran\u00e7a, invas\u00e3o de privacidade e outras maravilhas modernas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Conversation - final scene - F. F. Coppola (1974) \/\/ music by David Shire\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o8-i7lA5gic?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Harry Caul (Gene Hackman), depois de uma vida dedicada a espiar e invadir a intimidade dos outros, descobre que est\u00e1 sendo espionado. A devasta\u00e7\u00e3o de sua solid\u00e3o est\u00e1 retratada em um final desesperado e resignado. Como Nero tocando o lend\u00e1rio e ap\u00f3crifo violino sobre Roma em chamas, o personagem toca o saxofone, a \u00fanica coisa que lhe sobrou, sobre as pr\u00f3prias ru\u00ednas \u2013 as suas e as de sua \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Cl\u00e9o das 5 \u00e0s 7<\/em> (1962) \u00e9 um marco de ousadia formal, uma pletora de vitalidade juvenil e inventividade. Agn\u00e9s Varda \u00e9 delicada, inteligente, corajosa. No filme que transcorre nas duas horas anunciadas no t\u00edtulo, acompanhamos a personagem de Cleo errando pelas ruas, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos eventos e da aleatoriedade dos acontecimentos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u0627\u0644\u0623\u063a\u0646\u064a\u0629 \u0627\u0644\u0641\u0631\u0646\u0633\u064a\u0629 \u0627\u0644\u0631\u0627\u0626\u0639\u0629 1962\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PkpyjKugjM8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cleo de 5 \u00e0 7 - La Menteuse - La Joueuse\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nuZ5cNk4-q4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ningu\u00e9m mais ningu\u00e9m menos que Michel Legrand \u00e9 o amigo da protagonista e aparece para brindar a plateia com sua gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A introdu\u00e7\u00e3o do filme <em>Lightning over water (1980)<\/em>, document\u00e1rio de Win Wenders sobre o lend\u00e1rio e enigm\u00e1tico cineasta Nicholas Ray, tem uma \u00f3tima performance de Ronee Blakley (ela aparece na tela, em poucos mas marcantes planos de seu rosto em close). Um videoclipe, talvez, como abertura e apresenta\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"LIGHTNING OVER WATER OPENING\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4o5XNJseZ6w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O<\/em> s<em>how deve continuar <\/em>(All that jazz, 1979) de Bob Fosse, \u00e9 uma obra-prima do cinema americano. Roy Scheider interpreta o diretor de musicais e de filmes, exatamente como Bob Fosse,&nbsp; que dirige a pr\u00f3pria morte num espet\u00e1culo ir\u00f4nico e grotesco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"All That Jazz | Bob Fosse (final scene)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eJ9eW9jop7U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 um momento sublime, uma esp\u00e9cie de epifania para os personagens de <em>La cena<\/em> (1998, de Ettore Scola), em que se escutam uma harpa e uma flauta tocadas em cena e ouvidas por todo o restaurante onde a hist\u00f3ria se passa, a 1h40m. \u00c9 inencontr\u00e1vel o trecho isolado. O v\u00eddeo est\u00e1 marcado para tocar no exato instante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando passou em Porto Alegre, no ver\u00e3o de 2001, tr\u00eas anos depois de sua produ\u00e7\u00e3o, o filme foi um relativo sucesso no circuito alternativo. Hoje parece esquecido, mas \u00e9 um dos melhores filmes de Scola.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"La Cena (1998)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CFeuN82uFl0?start=6000&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em <em>Antes do amanhecer<\/em> (1994), na cena musical mais rom\u00e2ntica da hist\u00f3ria do cinema, Julie Delpy e Ethan Hawke ouvem <em>Come here, <\/em>de Kath Bloom,<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Kath Bloom - Come Here (Before Sunrise )\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nQpYHiB0k6k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No segundo filme da s\u00e9rie, <em>Antes do p\u00f4r do sol<\/em>, do diretor Richard Linklater, nove anos depois, Julie Delpy toca <em>Just in time<\/em> com Nina Simone (da grava\u00e7\u00e3o ao vivo em Paris 68) para Ethan Hawke.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Before Sunset - Closing Scene\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ip9PgKmil0s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(ooh baby, you\u2019re gonna miss that plane)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A festa de Babette<\/em> \u00e9 sempre lembrado quando se fala na rela\u00e7\u00e3o entre cinema e gastronomia. N\u00e3o menos importante \u00e9 a m\u00fasica como um outro fator de sensualidade a perturbar os habitantes de uma puritan\u00edssima aldeia dinamarquesa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Duet L\u00e0 ci darem la mano from Don Giovanni babette feast\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xzmbHbKFDjU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um tenor de \u00f3pera, de passagem pelo lugarejo, seduz uma das filhas do pastor &nbsp;com <em>L\u00e0 ci darem la mano, <\/em>de Mozart.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Aqui \u00e9 o meu lugar<\/em> (2011, Paolo Sorrentino) \u00e9 ruim e chato, mas, quando David Byrne surge, em um plano cinematograficamente virtuos\u00edstico, cantando o velho sucesso dos Talking Heads, <em>This<\/em> m<em>ust be the place<\/em>, temos um dos grandes momentos da m\u00fasica pop em um filme de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Talking Heads \/ David Byrne - This Must Be The Place (Naive Melody)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rVoPzA0g3Ac?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sorrentino sabe usar a m\u00fasica de forma profunda e significativamente relevante, criando novos sentidos narrativos. Em <em>A grande beleza<\/em> (2013) h\u00e1 claramente uma dicotomia musical entre o sacro e profano refletindo o conflito do personagem. As pe\u00e7as sacras s\u00e3o todas de compositores contempor\u00e2neos, como David Lang, Arvo Part, etc. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"La Grande Bellezza (2013) - Opening \/ &#039;I Lie&#039; scene [1080]\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D2NrXvc-HOs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do filme, diante da vista panor\u00e2mica da cidade eterna, um japon\u00eas se desgarra da sua trupe em excurs\u00e3o e  desmaia, ao que &nbsp;parece devido \u00e0 s\u00edndrome de Stendhal, isto \u00e9, um colapso psicol\u00f3gico diante da grande beleza. Ouvimos a arrepiante, profunda e g\u00e9lida <em>I lie<\/em>, de David Lang, cantada em cena pelo Torino Vocalesemble.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paix\u00e3o de Cameron Crowe por m\u00fasica, seu passado de cr\u00edtico na revista <em>Rolling Stone<\/em>, transbordam em seu cinema. <em>Vida de solteiro<\/em> (1992) capta no \u00e1pice o momento grunge como fundo para uma hist\u00f3ria de jovens descobrindo as dores e del\u00edcias da vida adulta. O filme \u00e9 uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica inofensiva; a m\u00fasica \u00e9 menos in\u00f3cua, composta por petardos de raiva. Com participa\u00e7\u00f5es no elenco dos integrantes do Pearl Jam, conta com algumas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo de Soundgarden e Alice in Chains.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"ALICE IN CHAINS - It ain&#039;t like that -Singles excerpt- (720p)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ckTQ-ftOK_s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">|Em Quase famosos (2000), de Cameron Crowe, assistimos \u00e0 ilustra\u00e7\u00e3o mais direta do poder integrador da m\u00fasica. A banda de rock retratada na pel\u00edcula est\u00e1 em plena crise de rela\u00e7\u00e3o, quando, rompendo o gelo e o sil\u00eancio rancoroso que perpassa os tripulantes do \u00f4nibus em turn\u00ea, um dos m\u00fasicos come\u00e7a a cantar <em>Tiny dancer<\/em>, de Elton John. Lentamente, um a um, todos acabam aceitando o convite e cantam juntos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Almost Famous HD (Tiny Dancer Full Version)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kgcD0XErPZo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Todas as manh\u00e3s do mundo <\/em>(1991, de Alain Corneau), baseado no livro de Pascal Quignard, \u00e9 uma obra sobre a rela\u00e7\u00e3o&nbsp; arquet\u00edpica entre mestre e disc\u00edpulo, e sobre o eterno conflito entre um ideal de arte \u201cpura\u201d e mercantiliza\u00e7\u00e3o. As comoventes interpreta\u00e7\u00f5es na viola da gamba da obra de Marin Marais e Sainte-Colombe s\u00e3o do catal\u00e3o Jordi Savall. Inclui m\u00fasica de Lully, Couperin e do pr\u00f3prio Savall.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tous Les Matins du Monde\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9BwiNjkUjOo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tous les matins du monde - Excerpt\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pnriefsHKsQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cl\u00e1ssico da sess\u00e3o da tarde, <em>Curtindo a vida adoidado<\/em> (1986), Matthew Broderick dubla a vers\u00e3o dos Beatles para <em>Twist and shout.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ferris Bueller&#039;s Day Off - Twist And Shout (HD)\" width=\"723\" height=\"407\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8jOKNM4z9Zs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bar Esperan\u00e7a (o \u00faltimo que fecha) \u00e9 o melhor filme de Hugo Carvana, muito menos valorizado do que sua arte c\u00f4mica, humanista e muito carioca mereceria. <em>Bandeira Branca<\/em>, na interpreta\u00e7\u00e3o de Dalva de Oliveira, faz a trilha de encerramento do bar mais legal da hist\u00f3ria do cinema brasileiro, emendando o fim da hist\u00f3ria com os cr\u00e9ditos dos atores ao final.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"\ud83c\udfac  FILME NACIONAL  -  Bar Esperan\u00e7a  -  Filma\u00e7o  !!!!\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_F4AMDAX7tw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Glauber Rocha usou a m\u00fasica de forma sempre criativa. Ningu\u00e9m esquece quando Corisco e Rosa se agarram selvagemente, como se o mundo estivesse por acabar, ao som da &nbsp;Cantilena de Bachianas Brasileiras n. <em>5, de<\/em> Villa-Lobos. Em O <em>Drag\u00e3o da Maldade contra o Santo Guerreiro<\/em> (1969) h\u00e1 algumas cenas de rituais ext\u00e1ticos e bastante sincr\u00e9ticos \u2013 como o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Drag\u00e3o da maldade contra o santo guerreiro - Cosme e Dami\u00e3o\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0eG7c3L28x0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No filme <em>Terra em transe<\/em> (1967), obra-prima de Glauber e, talvez, o tratado sociol\u00f3gico definitivo sobre o Brasil, Edison Machado e banda surgem em cena para um jazz desalentado e crepuscular, enquanto Jardel Filho e Paulo Gracindo naufragam em seu transe alucinat\u00f3rio dentro de uma boate carioca.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Edison Machado &amp; Ion Muniz em Terra em Transe, de Glauber Rocha - 1967\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dA_Wz0GgHvA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito inspirado em <em>A noite<\/em> (1961), de Antonioni, <em>Noite vazia<\/em> (1964), de Walter Hugo Khouri, tem a trilha sonora original de Rog\u00e9rio Duprat, com participa\u00e7\u00f5es de Zimbo Trio e os The Fevers.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"NOITE VAZIA (MEN AND WOMEN) Walter Hugo Khouri 1964\" width=\"723\" height=\"542\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c9VO352pl1E?start=928&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juliano Fontanive Dupont<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 palavras que at\u00e9 o Houaiss desconhece. Uma delas \u00e9 diegese, de origem grega (diegesis: narrativa), e suas deriva\u00e7\u00f5es: dieg\u00e9tico, n\u00e3o dieg\u00e9tico, metadieg\u00e9tico, etc. Para \u00c9tiene Souriau, que retoma a palavra em 1951 no campo dos estudos de cinema, &#8220;os &#8216;fatos dieg\u00e9ticos&#8217; s\u00e3o aqueles representados na tela, relativos \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o em proje\u00e7\u00e3o diante dos espectadores. 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