A atuação da REDECLIMA está estruturada em cinco temas estratégicos, todos coordenados por docentes da UFRGS.
TEMA 1 – CIÊNCIA COMO FERRAMENTA AO COMBATE ÀS INJUSTIÇAS AMBIENTAIS, POBREZA, DESIGUALDADES SOCIAIS, VULNERABILIDADES E DISPARIDADES REGIONAIS
Coordenadora: Lorena Candido Fleury
Este tema reúne pesquisas sobre os impactos da emergência climática e dos desastres ambientais nas desigualdades sociais e regionais. Inclui estudos sobre diferentes grupos em situação de vulnerabilidade, como comunidades quilombolas e ribeirinhas, populações indígenas, moradores das periferias das grandes cidades, trabalhadores, pessoas negras, mulheres, idosos, crianças, pessoas com deficiência, pessoas LGBTQIAP+, pessoas encarceradas e imigrantes, em contextos de fome, pobreza, doença, desemprego, deslocamento e violência.
leia mais…As pesquisas analisam de forma crítica e interdisciplinar os fatores que estruturam a pobreza e a exclusão social no Brasil e no mundo, como a insegurança alimentar, o racismo, a xenofobia, a desigualdade de gênero, a discriminação por orientação sexual, a exclusão digital, a precarização do trabalho e o acesso desigual à educação, à saúde e à moradia. O tema abrange ainda o planejamento, a formulação e a avaliação de políticas públicas de redução das desigualdades voltadas à mitigação dos efeitos da emergência climática e à promoção do bem-estar. Também fazem parte dele os estudos sobre comunicação e literacias midiática, psicológica, digital e ambiental, sobre os fundamentos democráticos do Estado e os riscos do autoritarismo, e sobre a atuação dos movimentos sociais, das redes de solidariedade, das organizações da sociedade civil e das formas alternativas de participação política, compreendidas como instrumentos de transformação social.
Essas investigações ganham relevância diante dos impactos desproporcionais da emergência climática sobre os grupos em situação de vulnerabilidade social e ambiental. Com a internacionalização, a rede busca fortalecer as parcerias entre as instituições que a compõem, reconhecendo suas diferenças de inserção internacional, e fomentar uma cultura colaborativa que contribua para a redução das desigualdades regionais. Pretende também desenvolver estudos comparativos sobre os impactos dos desastres climáticos nas populações vulneráveis e sobre as políticas públicas de mitigação em diferentes territórios, além de investigar o papel da sociedade civil diante dos negacionismos climáticos. A internacionalização poderá se concretizar por meio de redes cooperativas com instituições estrangeiras, projetos científicos conjuntos, mobilidade acadêmica de docentes e discentes e atuação em fóruns internacionais, com esforços concentrados na internacionalização em casa e na promoção do multilinguismo. A proposta inclui a criação de uma cátedra em “Combate às injustiças ambientais” em uma universidade federal parceira.
…leia menosTEMA 2 – CIÊNCIA COMO FERRAMENTA PARA SAÚDE INTEGRADA: HUMANA, ANIMAL E PLANETÁRIA
Coordenadora: Rita Mattiello
Este tema reúne pesquisas interdisciplinares que consideram a interdependência entre a saúde humana, a saúde animal e a saúde dos ecossistemas, alinhando-se ao conceito de Saúde Única (One Health), com abordagens voltadas à prevenção de doenças, à promoção da saúde e à sustentabilidade ambiental. Abrange estudos translacionais avançados, a análise de fatores ambientais, como a exposição a toxinas e o impacto das mudanças climáticas, a avaliação do bem-estar animal, as doenças infecciosas emergentes, a resistência antimicrobiana e a segurança alimentar. Essas pesquisas articulam saberes científicos e tecnológicos para promover a equidade em saúde, a conservação ambiental e o bem-estar coletivo.
leia mais…Participam áreas como farmacologia, biologia celular e molecular, neurociência, epidemiologia, nutrição, psiquiatria e psicologia, saúde coletiva, enfermagem, veterinária, zootecnia, nanotecnologia e descoberta de fármacos. O tema inclui ainda estudos sobre segurança do paciente e qualidade do cuidado, transplantes, saúde mental e trabalho, ética e direitos em saúde, ciência da implementação, programas da OMS para redução das desigualdades em saúde e simulação clínica no ensino.
Um dos eixos centrais da internacionalização é a Saúde Planetária, campo que investiga como as mudanças ambientais globais (alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição) afetam ao mesmo tempo a saúde das populações e a dos ecossistemas. A rede pretende promover parcerias internacionais e fomentar pesquisas transdisciplinares sobre os efeitos de crises sanitárias, zoonoses, desastres ambientais e mudanças climáticas sobre corpos, territórios e vínculos sociais.
A proposta valoriza saberes diversos, incluindo conhecimentos tradicionais e comunitários, e adota o bem-viver como princípio orientador das ações. A mobilidade docente e discente será incentivada por meio de acordos institucionais, contribuindo para a formação de profissionais com visão crítica, intercultural e comprometida com a sustentabilidade planetária. Pretende-se ainda estimular o multilinguismo e a internacionalização em casa, além de criar uma cátedra dedicada à Saúde Planetária em uma universidade federal parceira.
…leia menosTEMA 3 – CIÊNCIA COMO FERRAMENTA VOLTADA A SOLUÇÕES INTELIGENTES, SUSTENTÁVEIS E RESILIENTES PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO
Este tema reúne pesquisas interdisciplinares em urbanismo, geografia, planejamento urbano e regional, arquitetura, engenharias, energia limpa e renovável, administração, políticas públicas, serviço social, patrimônio, design, economia, direito, saneamento, sensoriamento remoto, geociências, matemática, robótica e computação. As investigações tratam da transição energética, da manufatura inteligente e da indústria 4.0, de soluções inovadoras para cidades inteligentes e de infraestruturas como sistemas de esgoto, abastecimento de água, energia elétrica e transportes.
leia mais…Tratam também da adaptação e da mitigação dos desastres climáticos e socioambientais sobre as cidades e da integração dos espaços urbanos ao planeta. O tema considera ainda as dimensões psicossociais, culturais e subjetivas da vida urbana, como a resiliência comunitária, a justiça territorial e os patrimônios materiais e imateriais. Analisa como infraestrutura, áreas de lazer, tecnologias e políticas públicas afetam os modos de habitar, pertencer e resistir nos territórios urbanos, para contribuir com estratégias e políticas públicas que considerem a diversidade social, os processos de exclusão e inclusão e o fortalecimento das comunidades diante de crises sociais e ambientais.
Essas investigações ganham relevância por envolverem abordagens inovadoras para gerar, analisar e utilizar dados e articulá-los em tecnologias que otimizem recursos, reparem e reduzam o impacto ambiental, atendam necessidades e garantam direitos. Alinhada aos objetivos do Programa CAPES-Global.edu, a internacionalização busca fortalecer redes colaborativas entre instituições com diferentes níveis de inserção internacional, promovendo uma cultura de internacionalização que contribua para reduzir as desigualdades regionais. Entre os objetivos estão: consolidar estudos comparativos internacionais na área de cidades inteligentes; firmar parcerias com universidades e institutos de pesquisa em cidades vulneráveis a desastres climáticos e ambientais, produzindo diagnósticos que ajudem gestores públicos a mitigar seus impactos; aprofundar a cooperação internacional voltada a cidades mais inclusivas, sustentáveis e resilientes; e incentivar pesquisas nas Engenharias, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Agrárias e Ciências Sociais Aplicadas. A proposta inclui ainda o estímulo ao multilinguismo e a criação de uma cátedra dedicada ao desenvolvimento urbano sustentável e resiliente em uma das universidades federais parceiras.
…leia menosTEMA 4 – EDUCAÇÃO, INFORMAÇÃO, ARTE, CULTURA E TECNOLOGIAS PARA PRESERVAÇÃO E QUALIDADE DA VIDA NO PLANETA
Coordenadora: Fabiana de Amorim Marcello
Este tema reúne pesquisas interdisciplinares sobre educação e sobre as expressões culturais, artísticas, literárias e comunicacionais que expressam e influenciam a compreensão dos desastres climáticos e socioambientais e das transformações produzidas por eles. Abrange educação ambiental, bem-viver, inclusão social de populações vulneráveis, patrimônio cultural, segurança, políticas públicas e a defesa e proteção dos direitos de indivíduos, grupos e territórios, da biodiversidade e dos biomas.
leia mais…Contribuem para ele áreas como artes, literatura, antropologia, psicologia social, comunicação social, ciências da informação, estatística, saúde coletiva, ciências do movimento e enfermagem, esta voltada ao cuidado de pessoas, grupos e populações. Inclui pesquisas que relacionam a crise climática ao negacionismo e à desinformação científica, com o propósito de se opor a esses fenômenos, e investigações sobre como a educação, a arte e a cultura operam como forças de resistência e reexistência frente às formas contemporâneas de exclusão, sofrimento e destruição da vida. A partir de epistemologias críticas, decoloniais e interseccionais, o tema abrange estudos que consideram múltiplas linguagens (poéticas, narrativas, visuais e performáticas) como potências criadoras de mundos mais justos e habitáveis, além de pesquisas sobre letramento racial e de gênero.
Entre os objetivos da internacionalização estão a promoção de parcerias entre as instituições da rede, reconhecendo suas distintas trajetórias e níveis de inserção internacional, e o fomento a uma cultura institucional de internacionalização, com vistas à redução das desigualdades e à consolidação de redes sustentáveis. A rede pretende consolidar e desenvolver estudos internacionais nas Ciências Humanas, em Linguística, Letras e Artes e nas Ciências Sociais Aplicadas, com ênfase na valorização das expressões culturais, na formulação de políticas públicas inclusivas e na construção de sociedades mais justas, diversas e resilientes. Pretende também participar ativamente de pesquisas internacionais em Comunicação e Ciência da Informação, com foco na promoção de uma cultura científica orientada ao enfrentamento da desinformação. Estão previstas ainda investigações sobre a proteção dos direitos humanos e o cuidado com a vida em suas múltiplas dimensões, e pesquisas comparativas sobre epistemologias críticas, decoloniais e interseccionais que valorizem as narrativas e os saberes dos povos originários e da população afro-brasileira. A proposta inclui a criação de uma cátedra dedicada ao tema em uma universidade federal associada.
…leia menosTEMA 5 – ESTUDOS SOBRE SOLOS, RELEVO, CLIMA, GEOLOGIA, ÁGUAS, SANEAMENTO, MONITORAMENTO, SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE
Coordenadora: Rita de Cássia Marques Alves
Este tema reúne pesquisas interdisciplinares e transversais sobre atmosfera, hidrosfera, geosfera e biosfera. Abrange recursos hídricos, saneamento ambiental, sensoriamento remoto, ecologia, física, química, nanomateriais e nanotecnologia, microbiologia agrícola e ambiental, solos, geologia, agronegócio, produção agrícola sustentável e desenvolvimento rural.
leia mais…O foco está na sustentabilidade e no enfrentamento das mudanças globais, com ênfase em práticas que conciliem produtividade, proteção ambiental e inclusão social. As investigações incluem a modelagem e a previsão de eventos climáticos extremos e o gerenciamento e a disponibilização de informações de apoio à tomada de decisão. Tratam também da qualidade do ar, da água e do solo nos territórios, da conservação dos biomas, do manejo florestal sustentável, da agroecologia, da extração de minérios e da biodiversidade, da produção de energia e da recuperação de áreas degradadas, considerando os direitos fundamentais. Por isso, abrangem ainda o acesso à água potável, ao saneamento básico, à energia limpa, à iluminação, à moradia digna, à educação e à saúde única. Com abordagens como sensoriamento remoto, modelagem ambiental, biotecnologia e engenharia sustentável, os projetos têm potencial de contribuir para o desenvolvimento rural, a segurança hídrica, a conservação dos ecossistemas e a promoção de territórios mais resilientes e saudáveis. O tema reúne também pesquisas que analisam criticamente os modos de vida, as desigualdades socioambientais e os conflitos territoriais gerados por processos de exploração, urbanização e degradação ambiental. Essas investigações ganham relevância diante da intensificação das crises ecológicas globais, que impactam diretamente os modos de organização comunitária e provocam o deslocamento de populações. Tais crises incidem sobre temas estratégicos como a exploração pública e privada de bens naturais, as concessões e privatizações e os mecanismos estatais de controle, como os comitês de bacias hidrográficas e outras instâncias de governança ambiental.
Em consonância com o Programa CAPES-Global.edu, a internacionalização busca promover parcerias entre as instituições da rede, reconhecendo suas diferentes trajetórias, e fomentar uma cultura institucional voltada à cooperação científica em temas socioambientais. Um dos objetivos é desenvolver estudos comparativos internacionais sobre acesso à água potável, saneamento básico, energia limpa, iluminação pública, moradia digna, educação, saúde única e qualidade do ar, para subsidiar políticas públicas inclusivas e sustentáveis, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e às demandas locais e globais. Outro é incentivar a pesquisa em Ciências Exatas e da Terra, Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Engenharias e Ciências da Saúde, com foco na gestão integrada dos sistemas ambientais e dos recursos naturais, em articulação com parceiros internacionais que compartilhem preocupações semelhantes. A proposta inclui a criação de uma cátedra dedicada ao tema em uma universidade federal associada.
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