Secretaria de Pesquisa e Formação Científica - SEPEF

Departamento de Ciências da Vida e Desenvolvimento Humano e Social - DECIV

Coordenação-Geral de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas - CGHS

 

Depoimento do Secretário Marcelo Morales sobre o projeto “Impactos Sociais da COVID-19 no Brasil”:

 

Por que o MCTI considera importante financiar uma pesquisar sobre os impactos sociais da pandemia?

A pandemia traz consequências variadas a grupos sociais diferentes, e por isso seus custos sociais são complexos e imensos. Nesse sentido, torna-se fundamental compreender as implicações sociais e econômicas da pandemia de COVID-19, sobretudo em grupos de maior exposição e risco, como é o caso de trabalhadores da saúde, trabalhadores por aplicativo e idosos.

 

Além das questões de financiamento, por que o envolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações é tão importante?

O MCTI tem uma extensa rede de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (comumente chamados - INCTs). Dentre eles, dez são voltados à investigação em vários ramos das Ciências Humanas e Sociais. Por atuarem em rede, agregam, de forma articulada, coordenada e interdisciplinar, vários grupos de pesquisa no país inteiro. Essa é a singularidade de que dispõe o MCTI ante outros esforços necessários e frutíferos levados adiante por outras pastas e órgãos governamentais. Essa estrutura de capilaridade e expertise ímpares em pesquisa tem o dever de se mobilizar num momento de tamanha relevância.

 

Qual é a expectativa do Ministério em termos de resultados?

A expectativa do Ministério é gerar conhecimento que dará subsídios para formular políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população e apontem formas de lidar com situações extremas, como a pandemia.

Espera-se também consolidar a pesquisa em rede de pesquisadores e de instituições participantes da área de Ciências Sociais e Humanidades, assim como gerar aproximação entre estudos epidemiológicos, clínicos e de bancada com aqueles focados nas dimensões social e humana da pandemia.

O MCTI acredita que a ciência brasileira é sim capaz de gerar resultados consistentes, de forma ágil e responsável. Para isso, é necessário dispor de i) pesquisadores com ampla e sólida experiência de trabalho e ii) capacidade de coordenar esforços, garantindo que as ações sejam implementadas de forma integrada. Esse projeto tem as duas coisas: instituições e pesquisadores de excelência conduzindo a pesquisa e a equipe do Ministério dedicada a garantir a gestão eficaz e efetiva dos projetos que envolvem a pandemia COVID-19. 

 

Os responsáveis pelo projeto no MCTI calculam quanto tempo de prazo para a apresentação de resultados?

A Secretaria de Pesquisa e Formação Científica (SEPEF), cujo foco de atuação é a pesquisa cientifica, aguarda  o término da pesquisa para 2022, mas há pontos de controle ao fim de 2020 e durante o ano de 2021. Um Relatório Parcial tem previsão de entrega para maio de 2021 e há a previsão de realização de seminário em agosto de 2021. Não obstante a existência desses marcos, há previsão de publicação de artigos e/ou apresentação de textos durante todo o curso do projeto. Além destes pontos de controle, o MCTI acompanha de perto todos os projetos financiados, reunindo-se periodicamente com todos eles para saber dos avanços e dos gargalos enfrentados, para auxiliar no bom desenvolvimento dos trabalhos.

 

Quais são os outros projetos do MCTI voltados ao combate da COVID-19?   

O MCTI criou a Rede Vírus (http://redevirus.ibict.br/), que apoia atualmente 28 projetos por contratação direta e 3 chamadas públicas. Os projetos envolvem a realização de testes clínicos de medicamentos, desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos, laboratórios de campanha em universidades, estudos para avaliação do impacto do distanciamento social na dinâmica da doença entre outros temas.

Já as chamadas públicas lançadas via CNPq e Finep estão apoiando projetos para o desenvolvimento de novos tratamentos, estudos de patologia da doença, estruturação de laboratórios NB-3 e projetos de cooperação internacional em COVID-19 no âmbito dos BRICS. Até o momento, nestas iniciativas já foram empregados aproximadamente R$ 230 milhões envolvendo ICTs de todas as regiões do País.

Trata-se um esforço gigantesco por parte do Ministério com o objetivo de produzir conhecimento, inovação e principalmente respostas aos impactos da pandemia. Muitas vidas no Brasil e no mundo foram perdidas em função da COVID-19 e é fundamental ser capaz de gerar conhecimento e aprender com essa experiência.