03/05/2021

Descrição da imagem: a capa de HA59 traz uma escultura de um cavaleiro feita de sucata e pintada de vermelho.

Já está disponível na SciELO a HA59 - Covid-19. Antropologias de uma Pandemia.

Este número foi projetado há um ano, como uma resposta imediata ao anúncio da pandemia mundial de Covid-19, em 11 de março de 2020. Trata-se de uma iniciativa conjunta dos editores da revista e a Rede Covid-19 Humanidades MCTI. Liderada pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS-UFRGS), a Rede mobiliza mais de noventa pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas das Ciências Humanas, Sociais e da Saúde do Brasil e do exterior. Ela conta com a parceria da Fiocruz, do Instituto Brasil Plural da UFSC, da UnB, da Unicamp, da UFRN, da UFSM e da UNIDAVI e integra o conjunto de ações da Rede Vírus MCTI financiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para o enfrentamento da pandemia. A Rede produz pesquisas qualitativas que analisam o impacto da Covid-19 entre os profissionais de saúde e grupos vulneráveis em situação de isolamento social, com o objetivo de subsidiar ações na resposta à pandemia no Brasil. O ponto chave dessas pesquisas vem exatamente ao encontro dos propósitos deste número de Horizontes Antropológicos: colocar em relevo a multiplicidade da pandemia, situando as suas implicações científicas, tecnológicas, sociais, políticas, históricas e culturais. Se a pandemia é múltipla, as respostas à ela também precisam ser.

O processo editorial do número 59 de Horizontes Antropológicos, Covid-19. Antropologias de uma Pandemia, foi finalizado quando a declaração da pandemia do novo coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS) completou um ano. Inserido de forma inédita no cronograma de publicações da revista, o especial apresenta alguns dos esforços da disciplina para situar, complexificar, descolonizar e abrir luzes analíticas para a compreensão deste evento crítico. “Dedicamos o número 59 às muitas memórias em torno de cada uma das perdas que resultam das pandemias que temos vivido com a Covid-19”, destacam os organizadores Jean Segata, Arlei Sander Damo, Ceres Víctora e Patrice Schuch.

A imagem da capa deste número, de autoria da fotógrafa Carla Ruas, traz a escultura Eternal Masks is Now, do artista Randy Gilson.  Exposta no museu a céu aberto Randyland, em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, ela representa um segmento de uma obra de arte maior, composta por instalações feitas a partir de sucata. O artista solicitou que no texto de apresentação fosse incluído o comentário: “We all have something in common”, em alusão à crise mundial que enfrentamos.

 

Os textos podem ser acessados em https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-718320210001&lng=pt&nrm=iso





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