antropoLÓGICAS EPIDÊMICAS 

antropoLÓGICAS EPIDÊMICAS é uma iniciativa para situarmos melhor o debate qualificado sobre diversas questões que estamos enfrentando. Nosso site é um espaço de compartilhamento de informações sobre a pandemia mundial da covid-19 e temas correlatos em suas múltiplas configurações. Nasceu da percepção de que uma série de pessoas estão escrevendo diferentes tipos de relatos, análises e testemunhos sobre o que estão vivendo e pensando com a crise mundial instaurada pelo coronavírus.

Equipe editorial: Vitor Grunvald, Jean Segata, Handerson Joseph, Elisa Oberst Vargas, Frederico Machado, Nathália dos Santos Silva, Denise Pimenta, Beatriz Accioly Lins

https://www.antropologicas-epidemicas.com.br/

 

How Epidemics End: A Multidisciplinary Project

As COVID-19 drags on and candidate vaccines promise imminent widespread immunity, the world’s attention has turned to predicting how the present pandemic will end. But how do societies know that an epidemic has ended and that normal life can resume? What are the criteria and markers of an epidemic’s end, and who has the insight, authority, and credibility to decipher these signs?

The multidisciplinary project 'How Epidemics End' is based at Oxford's Centre for the History of Science, Medicine, and Technology and Oxford's Centre for Global History. It brings together a range of researchers and draws on a variety of methodological insights and experiences of previous epidemics to examine the ways in which epidemics have ended across previous eras and locations.  It will synthesize a range of multidisciplinary case studies that will identify the conditions and methods that allow societies to regard an epidemic as having ended.

https://epidemics.web.ox.ac.uk/

  

Observatório Covid-19

O Observatório Covid-19 Fiocruz tem como função produzir informações para ação. Seu objetivo geral é o desenvolvimento de análises integradas, tecnologias, propostas e soluções para enfrentamento da pandemia por Covid-19 pelo SUS e pela sociedade brasileira.

O Observatório está estruturado de modo colaborativo, permitindo que as iniciativas e os trabalhos já desenvolvidos nos diversos laboratórios, grupos de pesquisas e setores da Fiocruz, no âmbito de suas competências e expertises, desenvolvam suas atividades de forma ágil, em redes de cooperações internas e externas, para a produção e divulgação de materiais para o enfrentamento da pandemia. Sua dinâmica de trabalho envolve a produção de informações, dashboards, análises, desenvolvimento de tecnologias e propostas.

Encontra-se inicialmente organizado em quatro grandes eixos, sendo estes: 1) Cenários Epidemiológicos; 2) Medidas de Controle e Organização dos Serviços e Sistemas de Saúde; 3) Qualidade do Cuidado, Segurança do Paciente e Saúde do Trabalhador; 4) Impactos Sociais da Pandemia.

https://portal.fiocruz.br/observatorio-covid-19

  

Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à COVID-19 – PARI-c

A Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à COVID-19 – PARI-c é uma ferramenta de comunicação da pesquisa Respostas Indígenas à Covid-19 no Brasil: arranjos sociais e saúde global. A pesquisa, que se desenvolve ao longo de 2021 e é realizada inteiramente de forma remota, conta com uma rede de pesquisadores indígenas e não indígenas em todo o território brasileiro, e visa entender como os povos indígenas estão vivenciando a pandemia da COVID-19.

Na PARI-c serão publicadas, mensalmente, notas de pesquisa. Além disso, oito estudos de caso serão publicados a partir do segundo semestre, estruturados a partir de três eixos de análise: 1. Saúde, Cuidado e Morte; 2. Mobilidade e Circulação; 3. Gênero.

Financiada pelo Conselho Médico de Pesquisa (MRC) da agência de Pesquisa e Inovação do Reino Unido (UKRI), a PARI-c é resultado de um acordo de cooperação internacional entre a Universidade de Londres (City University), no Reino Unido, a Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a Universidade do Sul da Bahia (UFSB) e a Universidade de São Paulo (USP), no Brasil.

Cerca de sessenta pesquisadoras e pesquisadores compõem a PARI-c de modo fixo. Além destes, aproximadamente vinte colaboradoras e colaboradores eventuais e assistentes de campo trabalham na produção das notas de pesquisa e dos estudos de caso. Temos dois princípios de equidade na PARI-c: equilíbrio de gênero, e entre indígenas e não indígenas.

http://www.pari-c.org/ 

 

Quando duas epidemias se encontram: repercussões do Covid-19 no cuidado e cotidiano de crianças com a SCVZ

O projeto pretende conhecer o que acontece quando duas epidemias de grande monta se encontram. A ideia é entender como o Covid-19 atinge e repercute na vida cotidiana nos cuidados de crianças com a SCVZ na região da Grande Recife/PE, um dos epicentros da epidemia do Vírus Zika (entre os anos de 2015 e 2016). As principais demandas, estratégias e preocupações dessas famílias servirão para encaminhar sugestões e informações a autoridades sanitárias, tecnológicas, assistenciais.

Desde 2016, nossa equipe com graduandas e mestrandas do DAN/UnB tem realizado uma coorte qualitativa acompanhando um conjunto de 20 famílias da região da Grande Recife/PE sobre as consequências da epidemia do Vírus Zika (VZ). Pernambuco e Bahia foram os estados mais atingidos pelo VZ. Agora, essas crianças, nascidas com a Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ), estão completando 5 anos de vida, e já enfrentam outra epidemia. A ideia é aproveitar essa rede de contato e confiança que já temos consolidada com essas famílias e dar continuidade às nossas conversas, focando especialmente nas consequências do Covid-19 em suas vidas e cotidianos.

Conhecer as percepções desse grupo sobre a atual pandemia é estratégico e pode ser representativo de populações mais amplas por algumas razões: a) são crianças com deficiências múltiplas; b) a SCVZ produz baixa imunidade e complicações respiratórias, pulmonares e digestivas; c) são famílias vivendo em áreas urbanas de risco sanitário (abastecimento de água potável, difícil acesso, violência, ausência de equipamentos e políticas públicas); d) são usuários de benefícios sociais (BPC, PBF, Auxílio emergencial).

Coordenadora: Soraya Fleischer (Departamento de Antropologia/Universidade de Brasília)

Equipe: Raquel Lustosa (mestra em Antropologia/UFPE e UnB) e Thais Valim (mestra em Antropologia/UFRN); Julia Garcia e Mariana Simões (mestrandas do DAN/UnB); Ana Claudia Knihs (graduada em Antropologia/UnB); Jeniffer Cardoso e Sabrina Alves (graduandas em Antropologia/PIBIC/UnB).

 https://microhistorias.wixsite.com/microhistorias 

 

Políticas de Saúde Pública e Direito à Saúde de Refugiados e Imigrantes na União Europeia: análise de políticas e práticas em Portugal, Espanha e Itália no contexto da pandemia do Covid-19

Projeto de pós-doutoramento de Nadejda Marques (CES/Universidade de Coimbra) para analisar o impacto que políticas de saúde pública e práticas adotadas para a contenção da pandemia do Coronavírus (2020 -2021) por Portugal, Espanha e Itália tiveram com respeito às populações de refugiados e imigrantes. A pesquisa tem como orientador principal o professor José Manuel Mendes.

 

SaludIdaes

Grupo de investigación del Instituto de Altos Estudios Sociales de la Universidad Nacional de San Martín IDAES-UNSAM. Inició sus actividades durante el Aislamiento Social Preventivo Obligatorio ASPO, en el mes de abril 2020, presentando una Idea Proyecto, liderada por Andrea Mastrangelo, a la Convocatoria extraordinaria COVID-19 de la Agencia Nacional de Promoción de la Investigación, Desarrollo Tecnológico y la Innovación.

http://saludidaes.com.ar/

 

Saúde, Gênero e Pan/Epidemias: do Zika Vírus aos efeitos do COVID-19 no Brasil

A pesquisa busca analisar os impactos, implicações e consequências das epidemias do Zika Vírus e do COVID-19 sobre a saúde física, mental e reprodutiva das mulheres “mães de micro” e das profissionais de saúde que trabalham na linha de frente dessas pan/epidemias. A partir de um recorte interseccional (Crenshaw, 1989), pretende observar as mudanças das/nas relações laborais, de cuidado, parentesco, saúde, afetos e ou/violências do/no cotidiano dessas mulheres, seus familiares e outras/os sujeitos. Em um primeiro momento, será desenvolvida na Escola Freinet (que acolhe a associação AME Microcefalia) e no hospital Giselda Trigueiro, ambas localizadas na cidade de Natal/RN. Posteriormente, será realizado um estudo comparativo com outras cidades, estados e/ou regiões do país. A investigação será empreendida a partir entrevistas semiestruturadas (on-line plataforma zoom e/ou meed), e trabalho de campo etnográfico, ajustado às dinâmicas sociais urbanas contemporâneas no atual contexto da pandemia do COVID-19 (Marcus, 2001; Velho, 1997; Miller, 2020).

Coordenadora: Rozeli Porto (DAN/PPGAS/UFRN)

Participantes: Prof. Raquel Litterio de Bastos (Escola Multicampi de Ciências Médicas - EMCM/UFRN); Prof. Francisco Cleiton Vieira (Santa Cruz/UFRN); Fernanda Gabiele de Moura (mestranda PPGAS/UFRN); Doutorando Eduardo Rocha (PPGAS/UFRN); Renata Firme (bolsista de IC CSO/UFRN) e Marie Castaneda (bolsista de IC CSO/UFRN).

 

SEXVID – Sexualidades e Gestão de Risco no Contexto da Pandemia de Covid-19

SEXVID é uma pesquisa nacional interdisciplinar, realizada no contexto global de pandemia da Covid-19, que tem por objetivo investigar a gestão de risco envolvendo as práticas sexuais desde a declaração pela OMS do estado pandêmico que perdura até os dias atuais. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob o número 35055720.6.0000.5334, e é coordenado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores/as docentes.

O projeto visa compreender as mudanças nas experiências, nos hábitos e nas narrativas a respeito da sexualidade em diferentes populações e grupos a partir das medidas de distanciamento físico, que têm sido identificadas como principal estratégia para impedir a infecção pelo novo coronavírus.

Abordar a sexualidade no contexto da pandemia da COVID-19 pode contribuir para promover estratégias de prevenção mais adequadas e em diálogo com experiências localizadas. Orientada pela revisão da literatura sobre disseminação e os desafios da prevenção do HIV/Aids, a pesquisa se propõe a mapear os modos de gestão de risco relacionados às práticas sexuais frente ao novo coronavírus, a partir da análise de vivências de diferentes grupos sociais.

https://www.pesquisasexvid.com/